Proteja-se dos vírus.

 

 

Os vírus de computador são códigos mal-intencionados criados para causar transtornos a suas vítimas. Alguns não causam problemas maiores do que o envio automático de e-mails para sua lista de contatos. Outros são terríveis e podem apagar arquivos, destruir programas inteiros e até comprometer todo o funcionamento do sistema.

 

Os vírus começaram a se difundir ainda nos anos 80, mas foi a partir da década de 90 que eles passaram a ser tratados como um problema sério e que precisava ser combatido.

 

Nessa época, foram criados os softwares antivírus, que hoje são indispensáveis para todos os usuários do Windows. Como o sistema operacional da Microsoft tornou-se a plataforma mais utilizada, a maioria dos vírus são criados para atacar exclusivamente o sistema.

 

No início, os disquetes eram o principal meio de transporte das pragas virtuais. Com a popularização da internet, as ações dos vírus explodiram até alcançar milhões de usuários. E-mails com vírus anexados são o principal meio de propagação e infecção. Nesses e-mails, textos tentam enganar as pessoas, convencendo-as de que o arquivo anexo se trata de uma foto, atualizações de programas, piadas e coisas do gênero.

 

Geralmente o vírus chega em formato de arquivos executáveis, como ".exe", ".com" e ".bat" ou mascarado como protetor de tela no formato ".src". Alguns conseguem maquiar a verdadeira extensão do arquivo, renomeando-o como ".jpg.exe", ".txt.com" ou "www.site.com" -como se fosse um link para um site.

 

Há também os chamados "vírus de macro", que ficam nos arquivos de Word (.doc), Excel (.xls) e Powerpoint (.ppt). "Macros", a princípio, são instruções que você pode incluir em textos, planilhas e apresentações para facilitar o uso do arquivo. Mas algumas pessoas colocam códigos nocivos nesses arquivos. Por isso, é sempre bom estar atento a todo tipo de arquivo que chega por e-mail ou é baixado pela internet.

 

Tornou-se comum também o uso de vírus feitos com "scripts", pequenos trechos de código que podem ser feitos em diversas linguagens de programação, como Java e Visual Basic. Os scripts conseguem se esconder até mesmo em páginas HTML e explorar falhas nos browsers para roubar dados ou abrir o sistema para invasores enquanto você navega na internet.

 

Alguns vírus utilizam brechas de segurança do Windows para entrar no sistema. Uma falha já corrigida no Outlook, por exemplo, permitia que o vírus se instalasse sem que o usuário abrisse o arquivo anexo ao e-mail: bastava visualizar a mensagem. Para evitar esse tipo de problema, esteja sempre atento a atualizações e correções do internet Explorer, do Windows e do Outlook.

 

Como os vírus biológicos, os de computador também podem sofrer "mutações", reaparecendo em novas versões, com outras funções ou prontos para explorar brechas de segurança diferentes. Essas versões são feitas por programadores de vírus que insistem em renovar as pragas para ampliar a ação delas.

 

Apesar do Windows ainda ser o principal alvo dos vírus, já há algumas pragas para Linux, Macs e até Palms. As principais fabricantes de programas antivírus e de segurança já comercializam produtos para todas essas plataformas.

 

Independentemente do sistema que você usa, tenha sempre um antivírus instalado e atualizado em sua máquina. Evite também abrir anexos de mensagens estranhas ou que prometem algo duvidoso. Essas precauções podem lhe garantir tranquilidade no uso do computador.

 

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