

APRESENTAÇÃO
– XADREZ
É
uma diversão intelectual de muita arte e ciência, do qual foi excluída o
azar, realizando entre dois competidores em um tabuleiro de 64 casas
alternadamente claras e escuras. Cada jogador dispõe de 16 peças de
diferentes formas e movimentos cabendo a um peças de cor claras e ao outro peças
de cor escuras. A finalidade do jogo consiste em colocar a peça mais
importante do adversário, o Rei em situação de captura.Aprender
a jogar xadrez não é difícil quanto aparenta. É claro que para se chegar
entre os melhores, assim como em todas as atividades, é necessário dedicação
e estudo.
O
xadrez pode e deve ser praticado pôr pessoas de qualquer idade.
ORIGEM
É aceito universalmente que o xadrez teve sua origem na Índia (Hindustão), por volta dos séculos V e VI da era cristã. Nessa época não se chamava xadrez nem tinha a forma que conhecemos hoje. Evoluiu a partir de um jogo indiano chamado de Chaturanga, cujo significado é o exército de 4 elementos:
O jogo era praticado por 4 jogadores, num tabuleiro monocromático (de uma cor) e as peças dos 4 jogadores diferenciavam-se pelas cores vermelha, verde, preta e amarela. A peça a ser movimentada era definida por um lance de dados, cada um por sua conta e vez, sendo que cada qual, possuía 8 peças:
·
Um ministro (hoje a dama);
·
Um cavalo:
·
Um elefante (hoje o bispo);
·
Um navio (mais tarde um carruagem, hoje a torre) e
·
4 soldados (atualmente
os peões).
Este
jogo indiano teve 3 evoluções:
·
Num primeiro momento, eliminaram-se os dados.
·
Os jogadores em diagonal unem-se (aliados), passando mais tarde para o
mesmo lado do tabuleiro.
Através
das rotas comerciais e culturais, o Chaturanga é importado para a China
tornando-se o Jogo do Elefante e o Jogo do General no Japão e na Coréia.
Com
a Pérsia sendo conquistado pelos Árabes (por volta de 651 dC), estes adotam
e difundem o jogo pela África e
Europa. E sofre a seguinte modificação: o Ministro torna-se Rainha (dama).No
século XIII, as casa do tabuleiro passam a ser divididas em duas cores para
facilitar a visualização dos enxadristas.
A
LENDA DE SISSA
Um
Rajá indiano (sultão), que vivia extremamente aborrecido ordenou que se
organizassem um concurso, em que seus súditos apresentariam inventos para
tentar distraí-lo. O vencedor do concurso poderia fazer qualquer um sábio de
nome Sissa. Apresentou este ao sultão um jogo maravilhoso que acabará de
inventar: o xadrez.
Sua alegria, porém durou somente até que seus matemáticos trouxeram os resultados de seus cálculos. O número de grãos de trigo era praticamente impronunciável.Para recompensar Sissa seriam necessários exatamente 18.446.744.073.709.551.615
grãos
de trigo. (Onde esta quantidade de grãos de trigo cobriria todo o Paraná com
uma altura de mais de 2 metros). Observando a produção de trigo da época,
seriam necessários exatamente 61.000 anos para o pagamento de Sissa.Incapaz
de recompensar o sábio, o sultão nomeou SISSA primeiro-ministro,
retirando-se em seguida para meditar, pois o xadrez ensina a substituir o
aborrecimento pela meditação.
Sentia-se
feliz porque:
·
O tédio havia desaparecido de sua vida;
·
Ficaria aliviado das preocupações do governo ao nomear um sábio para primeiro-ministro.
·
Podia legar a
Humanidade o mais belo dos jogos: O
XADREZ.
O
Chaturanga difundiu-se a partir da Índia para a China, Coréia e Japão, e
ainda para a Rússia, de onde atingiu a Escandinávia, a Alemanha e a Escócia.
Mas a forma como o Xadrez é conhecido no Ocidente deriva da evolução que
sofreu ao longo de um outro itinerário de difusão. Segundo o poeta persa
Firdusi, o Xadrez teria penetrado na Pérsia por 531-579 dC., sendo seu nome
corrompido em chatrang, e depois em shatranj pelos árabes, que o tomaram dos
persas. Depois de ter passado aos árabes, estes difundiram o jogo na Europa,
cerca do século X e mesmo antes, diretamente, como no caso da Espanha,
indiretamente como provavelmente na Itália passou à França e daí à
Escandinávia e Inglaterra.
Nos
séculos XV e XVI são fixadas as regras do atual jogo. Essa transformação
do shatranj em Xadrez moderno realizou-se primeiro em França, seguindo depois
provavelmente para a Espanha e Itália. O espanhol Ruy López de Sigura, com o
Libro de la invención liberal y arte Del juego Del axadrez, de 1561, é o
primeiro analista moderno do jogo, explicando em sua obra as antigas e as
novas regras do Xadrez. Floresce então a escola espanhola até 1562-1575,
quando é suplantada pela escola italiana.
No Café de la Régence, em Paris, que se terá até inícios do século XX o centro do Xadrez francês, começa a constituir-se em meados do século XVIII a escola francesa, sob o impulso de François André Danican (1726-1795), conhecido pelo pseudônimo Philidor, o qual publicou em 1749 a obra Analyse dês échees, que teria numerosas edições e traduções. Os outros expoentes dessa escola, que sucedem Philidor, são A.L.H. Lebretyon Deschapelles (1780-1847) e seu maior discípulos, L.C. Mahé de La Bourdonnais (1797-1840). J.H. Sarrat é o primeiro mentor da escola inglesa, que se constitui no início do século XIX, e cujo predomínio se inicia com Howard Stauton (1810-1874), o qual em 1843 vence o campeão francês Pierre Charles Fournié de Saint-Amant (1800-1873).
Uma
nova escola se desenvolve em Berlim por 1830-1840, na qual se descatam Ludivig
Blendow (195-1846), Bernard Hortwitz e outros. Na segunda metade do século
XIX um dos maiores mestres, é o norte americano Paul Morphy (1837-1884), que
venceu aos 13 anos o grande jopgador húngaro Johan Jacob Lowenthal
(1810-1876). Mais tarde venceria Adolf Andersen (1818-1879), alemão que
derrotara Staunton.
Desinteressou-se
do jogo após 1866. O Xadrez é depois dominado pelo grande jogador e
teorizador austríaco Wilhelm Steinitz (1836-1900).
No
final do século XIX dominam os mestres alemães Emanuel Lasker (1868-1894).
Nas primeiras décadas do século XX, destaca-se o grande mestre russo
Alxander Alekine (1892-1946). Após a segunda guerra.
Em
dezembro de 1986 a FIDE e a UNESCO criam a Comission for Chess in Schools que
deverá ter um importante papel na difusão no ensino e na democratização do
Xadrez enquanto instrumento pedagógico utilizado nas escolas.
XADREZ NO BRASIL
Embora
já em 18008 D. João VI tenha oferecido um exemplar do primeiro trabalho
impresso sobre Xadrez, de autoria de Lucena, a Biblioteca Nacional, no Rio de
Janeiro, e em 1880 se tenha já realizado
o primeiro torneiro oficial, o Xadrez no Brasil só tomou certo impulso
a partir do segundo quartel do século XX. Atualmente, o jogo, está
organizado na Confederação Brasileira de Xadrez, que congrega as federações
dos clubes existentes na maioria dos Estados. Os enxadristas brasileiros,
individualmente e em equipe, têm estado representados em competições
internacionais. Os expoentes enxandristas brasileiros são Eugênio Maciel
German, Maria Cristina de Oliveira e Jayme Sunye Neto.
FORMAS
DE JOGO
Existem
diversos tipos de partidas de xadrez. As partidas livres são organizadas em
cafés, em círculos, em famílias, e nelas o acordo livre equilibrada a regra
rígida nos aspectos não essenciais ao jogo. Um jogo completo consta de uma série
de várias partidas entre apenas dois jogadores. O torneio é uma série de
partidas entre mais de dois jogadores (em geral de 6 a 15), organizado em
rodadas, seja, cada um dos encontros sucessivos, nos quais os disputantes se
defrontam dois a dois.
Mundial
os enxandristas da U.R.S.S. predominam completamente: Mikail Botvinnik,
Vassili Smyslov, Davi Bronstein, Aleksandr Kotov, Isaac Boleslavski, Iefim
Geller, Tigran Petrossian, Mark Taimanov, Boris Spasski, Mikail Tahl. Em 1972
os soviéticos perderam pela primeira vez o título, para o norte-americano
Robert (Bobby) Fisher, mas o recupararam em 1975, quando Fisher, tendo-se
recusado a enfrentar Anatoli Karppov, que vencera Spasski em 1974, foi privado
do título pela federação Internacional de Xadrez, sendo Karpovi proclamado
campeão.
O XADREZ NO MUNDO
O
Xadrez é uma distração ocasional para vários milhões de pessoas no mundo.
Existem cerca de quatro milhões de jogadores que se encontram regularmente
participar em competições locais, regionais, nacionais ou internacionais.
Desses só na U.R.S.S. contam-se 3.540 mil, enquanto, na República Federal da
Alemanha existem 47.500, e na Hungria 35 mil. Só existem no mundo algumas
centenas de jogadores profissionais, para quem o Xadrez é a atividade e
recurso principal.
O desenvolvimento do Xadrez num número cada vez maior levou à criação da Fédération Intercionale de Échecs (FIDE), fundada em 1924 pelos franceses Henri Delaire e Pierre Vicent e que agrupava em 1966 mais de 65 nações. Atualmente é a Segunda maior federação esportiva do mundo, ficando somente abaixo da FIFA (Federação Internacional de Futebol). A FIDE foi encarregada pelas associações e federações nacionais que a compõem da elaboração do regulamento do jogo, fixando suas regras e eventuais modificações. O regulamento da FIDE foi adotado no congresso de Haia de 1928 e ratificado no de Veneza de 1929. A federação cabe ainda a arbitragem ou julgamento de certos litígios, a atribuição dos títulos de mestre internacional, a organização de torneios zonais e internacionais que preparam o torneio dos candidatos ao campeonato do mundo, de três em três anos.
A
FIDE também se ocupa do jogo por correspondência, da edição de uma
revista, dos problemas de Xadrez etc. Além das normas explicativas a seguir,
o regulamento da FIDE contém outras não essenciais ao mecanismo do jogo,
relativas a lances irregulares, abandono obrigatório, penalidades, uso de relógios
nas partidas com limite de tempo de reflexão, partidas suspensas, partidas em
que um jogador dá vantagem ao outro etc.
Nos torneios internacionais, nos jogos para o campeonato do mundo e em outras partidas de competições, o tempo de reflexão é limitado e medido por pêndulos de tipo especial, que permitem totalizar separadamente os tempos tomados por cada um dos adversários, por exemplo, 16 a 20 lances por adversário e por hora.

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- 2006