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O
Principezinho de Saint-Exupery |
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Comentário do primeiro capítulo |
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| As crianças imaginam, sonham e
divertem-se. A imaginação de uma criança eleva todos os seus sonhos à mais
pura e doce fantasia. Uma criança pode pintar um desenho e sonhar com uma
carreira de pintor ou, até mesmo brincar com o seu carrinho de madeira e
pensar em ser condutor. Mas estes planos de nada valem se não houver um
apoio maior. As pessoas grandes por vezes impedem que as crianças continuem a sonhar, desmotivando-as a ponto de tentarem decidir por elas aquilo que devem gostar ou fazer. As responsabilidades de uma pessoa adulta impedem que esta veja o mundo fascinante de um pequenino. Os adultos têm que se levantar cedo e trabalhar. Passam o dia a resolver coisas importantes, a tomar decisões que interferem sempre na vida de alguém. Um adulto, para ser boa pessoa, tem que ser sensato, não pode fazer 'isto' porque senão os outros podem pensar mal dele, ou não pode fazer 'aquilo', senão pensam que é louco. De que nos vale sermos adultos, se não podemos ser crianças, se não podemos sonhar alto, se não podemos dizer tudo o que pensamos? À medida que uma criança cresce vai perdendo todas essas capacidades, começa a encontrar malícia em tudo o que ouve ou vê. Já não se preocupa em sonhar, passa a viver só o presente, como se o futuro fosse apenas uma consequência inevitável. Apenas quando somos crianças, apenas quando vivemos e fazemos aquilo que realmente nos agrada, é que somos felizes. Se uma pessoa nos manda ser o que somos, podemos ter tudo, porém não estamos realizados. Todos os nossos sonhos começam enquanto crianças, e concretizam-se quando somos adultos, apenas precisamos de lutar por eles. Weberty Silva (15 anos). |
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