Travessia Araras x Secretário

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Saindo do centro de Araras, sobe-se a Estrada das Perobas (não sei se o nome verdadeiro é esse, mas assim é conhecida), uma estrada asfaltada, porém extremamente íngreme, o trecho mais cansativo da travessia.  Ao final dessa estrada, chega-se ao Vale das Perobas que é onde começa a trilha, bem ao lado da Pousada do Juca.  A trilha, em si, não oferece qualquer dificuldade e a gente leva aproximadamente uma hora para atravessá-la.  Já no final da trilha, que segue de acordo com as torres de alta tensão, há uma bonita pedra, bem grande, ideal para se fazer o pic-nic.  A vista vale a pena.  Logo depois, a trilha se abre, até se tornar uma estrada de terra.  Mais três horas de caminhada até o asfalto e o ônibus, no final de Secretário.  Essa estrada é bastante tranqüila, cheia de sítios de ambos os lados, quase sem movimento de veículos.  Há muitos cães, nem todos amigáveis.  Vários soltos na estrada.

Esta foi a terceira vez que fiz o percurso.  Da primeira vez fui acompanhada pelo Renato e não tiramos fotografias.  Fizemos a trilha por pura aventura, pois nem tínhamos idéia da distância, das dificuldades da trilha, do tempo que levaríamos (6 h) etc.  Lá pelas tantas, tivemos a impressão de que havia algum anima bufando no mato perto de nós.  Ficamos com o maior medão, mas não conseguimos ver nada.  Pernas pra que te quero!  Mais tarde, o Renato me contou que só pensava que o bicho iria me comer viva (eu estava atrás dele).

Da segunda vez, fui acompanhada pelo Oswaldo e demoramos mais que da primeira vez, pois paramos o tempo todo para tirar fotografias.  Fizemos o percurso em 6 h e 30 min. O tempo estava lindo, de modo que conseguimos ver a Maria Comprida e a vista de Araras e de Secretário, do alto do morro.  Depois da virada do morro, há uma bifurcação; pode-se ir pela direita ou pela esquerda.  Da primeira vez fomos pela trilha da direita, mas da segunda, a trilha estava mais aberta pela esquerda e realmente o caminho é mais fácil.  Já na estrada de terra, que passa pelos sítios, estávamos bem distraídos, conversando, quando, de repente, nossa atenção foi atraída pelo que nos pareceu o chamado de um burrico.  Ele gritou e gritou até que fomos falar com ele.  Quando nos despedimos, ele arreganhou a boca em algo que se não era um sorriso (dizem que os animais não sabem sorrir)...  Pena que eu já havia guardado a câmera na mochila.  Se você acha que isso é apenas uma estória de caminhante, veja então essa pedra que chora!

Desta vez, em 12/10/1999, fui num grupo de 10 pessoas: eu, Patrícia (minha filha), outra Patrícia, Cristiane (minha irmã, caloura em caminhadas), Renato, Fátima, Raquel, Oswaldo, Therezinha e Regina (que também já conhecia a trilha).  O tempo estava bastante nublado e até a hora da saída, minha madrasta insistia em dizer que ia chover e que era melhor a gente desistir.  Mas o pessoal estava firme e fizemos a caminhada com um tempo agradável, meio friozinho, sem chuva.  O pessoal que veio do Rio (Oswaldo, Therezinha e Regina no carro do Oswaldo e Reanto, Fátima e Raquel, no carro do Renato) nos encontraram no sítio do meu pai, em Araras, a tempo de tomar um cafezinho.  De lá saímos a pé.  No trecho de asfalto, até o início da trilha, fiquei bem  para trás, como de costume.  Fui encontrar o pessoal devorando o farnel (esse pessoal come!), logo depois da Pousada do Juca, em frente à última casa do lado de Araras.  Descansamos uns 10 minutos.  Daí em diante fui colocada para guiar, até o final da trilha.  Acho que estavam com medo que eu me perdesse, caso ficasse no final.  Fizemos duas paradinhas para fotografias (a Patrícia 2 levou um equipamento de primeira) durante a trilha.  Já passava do meio-dia quando a Regina decretou que faríamos o pic-nic em cima de uma pedra de onde realmente se tinha uma bela vista da região.  Ficamos por ali comendo bem uns 40 minutos.  Logo depois a trilha desemboca numa estrada.  Ainda paramos para um novo lanche em uma cachoeira (na verdade é mais um poço e estava bem seco nessa época do ano).  No fim de tudo (três ônibus, com duas baldeações), havia uma deliciosa lasanha nos esperando, na volta para o sítio.  Valeu, Silvana (minha madrasta)!

Obrigada por sua visita. Viajantes virtuais:

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Cynthia Guimarães Tostes Malta.
Última revisão: Dezembro 18, 2000.

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