| A �ltima Face de Cristo Veja 04/04/2001 T�cnica de reconstitui��o facial p�e em xeque imagem cl�ssica do rosto de Jesus Resultado da simula��o, com base no cr�nio de um judeu do s�culo I: Cristo mais moreno Rosto fino, nariz alongado, olhos castanhos (�s vezes verdes ou azuis), pele clara, barba fina, cabelos lisos, longos e levemente ondulados. Com pequenas varia��es, � assim que o rosto de Jesus Cristo tem sido retratado ao longo dos s�culos. Essa imagem tradicional, que transmite pureza e serenidade, tornou o rosto de Cristo um dos mais facilmente reconhec�veis do planeta. Na realidade, � imposs�vel afirmar qual era sua apar�ncia. Os Evangelhos n�o fazem nenhuma refer�ncia ao aspecto pessoal do filho de Maria. Na semana passada, surgiu um bom palpite sobre como seria o rosto de Jesus. Trata-se de uma reconstru��o, com ajuda de computador, a partir do cr�nio de um judeu do s�culo I. O resultado, um Cristo com uma apar�ncia levantina, causou surpresa, embora o senso comum ap�ie a nova imagem: pela �ltima vers�o, o filho de Deus teria um rosto mais arredondado, com o nariz grosso, a barba mais espessa e, constata��o �bvia, n�o poderia ter a pele alva de um n�rdico. Afinal, nasceu e viveu sob o sol escaldante do Oriente M�dio. A mais nova face de Cristo pouco lembra a que ocupa o imagin�rio dos 2 bilh�es de crist�os. Apesar do resultado, o trabalho de reconstru��o, patrocinado pela rede inglesa de TV BBC para uma s�rie religiosa or�ada em 2,5 milh�es de d�lares, foi bem executado e � tecnicamente irrepreens�vel. O cr�nio selecionado por arque�logos israelenses num antigo cemit�rio, perto de Jerusal�m, como o mais representativo do bi�tipo dos judeus da �poca de Cristo foi enviado para a Universidade de Manchester, na Inglaterra. A partir da�, a t�cnica empregada foi a mesma utilizada em 1999 para reconstituir o rosto de Luzia, o f�ssil mais antigo das Am�ricas, de 11.500 anos, encontrado em Minas Gerais. O cr�nio foi submetido a uma tomografia pelo professor Richard Neave, especialista em reconstitui��o facial que j� havia trabalhado na reconstru��o do rosto de Luzia. Com um computador, Neave obteve imagens tridimensionais que serviram de base para fazer um novo cr�nio com material sint�tico. Com esse molde, a face do contempor�neo de Cristo come�ou a ser delineada. Camadas de argila foram usadas para formar os tra�os do rosto, como nariz, queixo e bochechas. Pelo tipo de cr�nio e dist�ncia entre os olhos � poss�vel calcular a espessura das sobrancelhas, tamanho e tipo do nariz. Outros detalhes, como a cor da pele e dos olhos e o comprimento dos cabelos, s�o imprecisos. Os modelos foram escolhidos com base em afrescos de sinagogas do Iraque que retratam a vida dos judeus na �poca de Cristo. "O resultado de Luzia foi mais surpreendente", afirmou a VEJA o professor Neave, que tem em seu curr�culo mais de 100 reconstru��es faciais. "Na de Luzia, n�o t�nhamos no��o de como seria um rosto de 11.500 anos. O cr�nio israelense, que levou uma semana de trabalho, era previs�vel." A Igreja Cat�lica simplesmente ignorou o trabalho de Neave. Afinal, o cr�nio utilizado poderia ser de qualquer judeu da �poca, inclusive Judas. "A imagem de Cristo n�o � dogm�tica, mas de uso estrat�gico", diz Afonso Soares, professor de teologia da Pontif�cia Universidade Cat�lica de S�o Paulo. "Na �frica � comum encontrar imagens nas quais Cristo aparece como se fosse negro. A Santa S� nunca se incomodou com essa interpreta��o livre." A imagem tradicional de Cristo, fixada principalmente pelos pintores renascentistas, n�o surgiu por decreto do Vaticano, e sim com base em rel�quias. A mais conhecida � o Santo Sud�rio, o manto que teria servido de mortalha para o corpo de Cristo, cujas fisionomia e silhueta ali teriam ficado impressas. V�rios detalhes do aspecto f�sico de Cristo, como altura (ele teria medido 1,83 metro), s�o baseados no manto, descoberto em 1354 na Fran�a e cuja autenticidade ainda n�o foi definitivamente comprovada. Nos primeiros s�culos do cristianismo, Cristo era representado por met�foras retiradas do Evangelho, como um pastor ou um cordeiro. � medida que as persegui��es religiosas diminu�ram, os simbolismos abriram espa�o para imagens condizentes com o crescimento da Igreja Cat�lica. No s�culo IV, quando o cristianismo foi adotado como a religi�o do Imp�rio Romano, Cristo passou a ser retratado como um homem forte e invenc�vel. Na �poca das Cruzadas, na Idade M�dia, a pele clara de Cristo nos quadros retratava as conquistas crist�s, pois os n�o-brancos eram vistos como pag�os. Com a posi��o de lideran�a da Igreja Cat�lica consolidada, deu-se maior �nfase � imagem de humildade e sofrimento. Havia igualmente a preocupa��o de ressaltar sua dupla natureza, divina e humana, o que deu asas � imagina��o dos artistas. A arte renascentista, com Leonardo da Vinci, Rafael, Ticiano e Michelangelo, foi a que deu contornos � imagem de Cristo que persiste at� hoje, 500 anos depois. E n�o ser�o simula��es em computador que a v�o revogar. No Sud�rio, a fonte de inspira��o A imagem tradicional de Cristo baseia-se, em parte, na fisionomia impressa no Santo Sud�rio. Em 1994, uma simula��o em computador comprovou a semelhan�a com o rosto retratado pelos pintores |
| Acontece |
| Passagens do Cotidiano Fatos, contos e cr�nicas da rotina di�ria |
| . |
| . |
![]() |
![]() |
| A pousada na reserva florestal de Campos do Jord�o |
| N�o existe oferta melhor na est�ncia mais alta do Brasil! Conforto e sossego a apenas 4,5 km do centro! |
| Venha desfrutar de um ver�o refrescante, onde as temperaturas jamais excedem a 23 graus! |
| Fa�a um tour fotogr�fico pela pousada clicando aqui |
![]() |