Rato Explosivo Veja 27/10/1999 Espi�es inventaram na II Guerra um rato explosivo
Pega-se um rato, removem-se suas entranhas, introduzem-se explosivos, costura-se a pele, e est� pronto o roedor-bomba. A id�ia pode parecer repugnante, mas todo esfor�o era v�lido para combater o nazismo. A engenhoca, mais aparentada com os c�rebros diab�licos dos inimigos do Agente 86 que com os brinquedinhos sofisticados de James Bond, foi desenvolvida pelo servi�o secreto ingl�s para sabotar instala��es alem�s durante a II Guerra Mundial. O animal morto e recheado era deixado por agentes infiltrados pr�ximo a caldeiras de f�bricas, na esperan�a de que o funcion�rio que o encontrasse o lan�asse ao fogo, provocando violenta explos�o. O plano foi descoberto pelos nazistas antes de ser posto em pr�tica, mas n�o teve resultado de todo nulo. Os alem�es ficaram t�o neur�ticos com o perigo que gastaram tempo e dinheiro numa imensa opera��o de busca aos ratos explosivos.
A semelhan�a com filmes de espionagem n�o � mera coincid�ncia. Segundo documentos divulgados na semana passada pelo governo ingl�s, entre os contratados pelo Grupo de Opera��es Especiais estava um profissional da ind�stria do cinema. Seu trabalho era transformar objetos inocentes em amea�as mort�feras. No come�o, os pr�prios comandantes militares faziam piadas das amalucadas id�ias, mas o primeiro-ministro Winston Churchill gostou. Da� surgiram a garrafa de vinho Chianti que explodia quando aberta, as esculturas balinesas que voavam pelos ares depois de vendidas a soldados japoneses e a bomba, nos dois sentidos, para pneus de bicicleta. Excentricidades que evidentemente n�o ganharam a guerra, mas criaram um clima. |