A S�filis

Defini��o

A s�filis, tamb�m chamada de avariose ou lues, � uma doen�a infecciosa de evolu��o cr�nica e distribui��o mundial. A via principal de transmiss�o � as rela��es sexuais. O agente causador � o Treponema Pallidum, que � muito sens�vel � desseca��o, ao calor e aos anti-s�pticos suaves, motivo pelo qual sua transmiss�o requer um contato muito direto ou muito prolongado. A transmiss�o atrav�s de transfus�es sang��neas � praticamente inexistente hoje em dia, mas a transmiss�o de m�e para filho � muito comum. Mesmo sendo prov�vel que este microorganismo seja capaz de atravessar a pele ou as mucosas intactas, aparentemente o mecanismo de cont�gio � por contato direto do microorganismo com feridas microsc�picas ou maiores, cujas superf�cies sejam �midas.

Em 30% a 50% dos casos n�o tratados observam-se graves altera��es cut�neas, das mucosas e dos sistemas �sseo, cardiovascular e nervoso.

Quadro Cl�nico:

As manifesta��es cl�nicas da s�filis englobam distintos per�odos cronol�gicos:

Per�odo Prim�rio (s�filis prim�ria)

Caracteriza-se pelo "cancro" e a afec��o de g�nglios pr�ximos. O cancro � a primeira manifesta��o da s�filis, localizando-se no ponto de infec��o do treponema. Manifesta-se como uma ferida indolor, circunscrita e de contornos sobrelevados redondos ou ovais. O cancro se faz acompanhar de uma afec��o dos g�nglios linf�ticos, geralmente na regi�o inguinal, encontrando-se por apalpa��o v�rios g�nglios afetados, duros e pouco dolorosos. Depois de tr�s a cinco semanas, o cancro regride, seca e empalidece pouco a pouco, cicatrizando definitivamente.

Per�odo Secund�rio (s�filis secund�ria)

Com certa freq��ncia ocorre mal-estar geral, perda do apetite, rouquid�o, perda ligeira de peso e leve aumento da temperatura corporal.

As les�es cut�neas que aparecem neste per�odo s�o a ros�ola sifil�tica e les�es papulosas. A ros�ola sifil�tica consiste em uma erup��o de manchas redondas de cor vermelho-cobre, localizadas principalmente no t�rax, nos bra�os e no abdome. Em muitas ocasi�es passam despercebidas porque n�o causam coceira nem descama��o e sua colora��o tende a ser muito clara e evanescente. Podem durar poucos dias ou at� semanas, e desaparecem espontaneamente.

Aproximadamente ap�s 4 a 12 meses do in�cio da doen�a aparecem as les�es papulosas de cor vermelho-escura, proeminentes, redondas e de tamanho vari�vel, de poucos mil�metros at� um cent�metro de di�metro. Dependendo da localiza��o das p�pulas, podemos distinguir dois tipos de quadros cl�nicos: os condilomas planos (localizados na regi�o perianal, nas virilhas, nas regi�es genitais, nas axilas e, em geral, nas pregas onde h� umidade e macera��o) e as sifilides palmoplantares (afetando as palmas das m�os e as solas dos p�s). Tamb�m pode haver les�es na mucosa da boca, denominadas placas mucosas, que se apresentam como manchas vermelhas ou azuladas delimitadas.

Per�odo Terci�rio (s�filis tardia)

A s�filis tardia agrupa os quadros cl�nicos que sobrev�m do segundo ano de evolu��o da doen�a.

As les�es na pele aparecem em geral ap�s 3 a 7 anos do in�cio da infec��o, sendo caracter�sticas as "gomas", que come�am como um ou v�rios n�dulos subcut�neos indolores em qualquer parte do corpo, mas com maior freq��ncia no rosto, no couro cabeludo e no tronco. A superf�cie destes se avermelha e ulcera e, posteriormente, pode cicatrizar. A les�o cardiovascular normal � um processo inflamat�rio da aorta, podendo aumentar seu di�metro, causando sua ruptura.

A afec��o do sistema nervoso pode causar um quadro de paralisia geral progressiva, que se apresenta entre 20 e 40 anos depois do cont�gio e caracteriza-se por dist�rbios motores.

S�filis Cong�nita

O cont�gio do feto ocorre atrav�s da placenta da m�e sifil�tica. A probabilidade de que uma mulher gr�vida n�o tratada, durante o primeiro ano de sua doen�a, contagie o feto com s�filis � de, aproximadamente, 90%. Se uma mulher gr�vida tem uma s�filis de menos de 2 anos de evolu��o e n�o tiver recebido tratamento, h� uma probabilidade de 30% de sofrer um aborto e de 30% a 40% de morte neonatal. Dos que sobrevivem, 30% desenvolver�o a s�filis cong�nita.

Tratamento:

A penicilina continua sendo o tratamento de escolha da s�filis, j� que o treponema n�o mostrou, at� o momento, resist�ncia a esse antibi�tico. No tratamento da s�filis de menos de 1 ano de evolu��o administra-se penicilina G benzat�nica, em dose �nica por via intramuscular. Em caso de alergia � penicilina utiliza-se a doxiciclina. Em mulheres gr�vidas al�rgicas � penicilina administra-se a eritromicina. O tratamento normal para a s�filis de mais de 1 ano de evolu��o � a penicilina G benzat�nica por via intramuscular, administrada em tr�s doses por semana, durante tr�s semanas.
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