O Resfriado

Defini��o
O resfriado � a infec��o respirat�ria mais comum em qualquer idade, com uma predomin�ncia maior em crian�as do que em adultos. Ocorre durante todo o ano mas, nos climas temperados, tende a predominar na primavera e no outono.

Sua causa � predominantemente viral, principalmente pelos rinov�rus, dos quais mais de 100 subtipos diferentes j� foram descritos. A infec��o por um tipo de v�rus n�o protege contra infec��o por outros subtipos, o que explica a alta incid�ncia desta doen�a. Seu aparecimento est� quase sempre associado a fatores inespec�ficos, como exposi��o ao frio, umidade, respira��o bucal etc., que atuam facilitando a penetra��o do v�rus. Este se transmite a partir das secre��es respirat�rias (em pequenas part�culas eliminadas ao falar, tossir e espirrar) e pode sobreviver horas na superf�cie dos objetos e nas m�os das pessoas infectadas.

Quadro Cl�nico
O per�odo de incuba��o � curto, variando de 1 a 3 dias. Na maioria dos casos a fonte de cont�gio pode ser identificada em um familiar; crian�a ou adulto, que apresenta sintomas semelhantes, facilitando o diagn�stico nas fases iniciais.

A doen�a come�a com a elimina��o de uma secre��o pelo nariz (rinorr�ia), aquosa no princ�pio, que vai se tornando mais grossa com o decorrer da doen�a. H� espirros, acompanhados de obstru��o nasal e, freq�entemente, dor de garganta. A febre ocorre raramente, e o mal-estar geral e a dor de cabe�a n�o tendem a ser demasiado intensos. Nas crian�as pequenas inicia-se com fraqueza, rejei��o parcial dos alimentos, febre, sono agitado, espirros e respira��o ruidosa. Depois, aparece a rinorr�ia. A febre tende a ser alta no in�cio, mas n�o dura mais de 2 dias. Os sintomas come�am a diminuir no terceiro ou quarto dia. Em crian�as maiores o quadro tende a ser mais leve, com menos febre e mal-estar geral.

Todo o quadro se resolve entre 5 e 10 dias, mas nas crian�as pode complicar-se com otite, bronquite, adenoidite no lactente e sinusite no escolar. A persist�ncia ou o reaparecimento de febre al�m do quarto dia, a perman�ncia de tosse noturna depois da primeira semana e, em geral, a falta de melhoria a partir do quinto dia do resfriado pode significar uma complica��o.

Deve-se lembrar que algumas doen�as infecciosas, como o sarampo e a poliomielite, podem come�ar como um catarro das vias respirat�rias e simular um resfriado comum.

Tratamento:
O tratamento do resfriado � dirigido ao al�vio dos sintomas. Nenhum medicamento espec�fico tem efeitos curativos sobre o resfriado por rinov�rus. O uso moderado de medicamentos para baixar a febre (antipir�ticos), como a aspirina, o paracetamol, o ibuprofeno etc., e a manuten��o de um ambiente adequado quanto � temperatura e umidade, uma alimenta��o que assegure um bom fornecimento de l�quidos e repouso relativo permitem � pessoa superar rapidamente a infec��o. � discut�vel o benef�cio do uso de anti-histam�nicos, vasoconstritores ou broncodilatadores, sejam puros ou em combina��es. Podem aliviar os sintomas transitoriamente, mas seu uso prolongado pode interferir com os mecanismos normais de defesa. Portanto, n�o � recomendado o uso de antibi�ticos para prevenir complica��es. Atualmente n�o existe vacina para prevenir a doen�a.
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