| Gays no Ex�rcito Veja 19/01/2000 Governo Blair aceita o recrutamento de gays, mas imp�e normas para evitar vexames O Ex�rcito de sua majestade finalmente se rendeu aos novos tempos. Na semana passada, o governo ingl�s anunciou que daqui em diante ser� permitida a presen�a de homossexuais nas fileiras militares. A decis�o j� era esperada havia tempo. Era not�rio o desconforto do governo trabalhista, cujo p�s-modernismo inclui a presen�a de ministros gays, com o fato de o pa�s manter uma das pol�ticas mais severas da Uni�o Europ�ia em rela��o ao tema. O primeiro-ministro Tony Blair j� tomou outras medidas pol�micas nessa �rea, como baixar a idade m�nima em que a pr�tica sexual entre pessoas do mesmo sexo deixa de ser crime. A maioria das For�as Armadas do continente encontrou um jeito de acomodar os gays. Outras, como as da Holanda, chegaram a ponto de criar programas para ajud�-los a se integrar no ambiente da caserna. Mesmo a Gr�cia, t�o conservadora que os militares relutam em raspar o tradicional bigod�o, pensa em rever as regras que impedem a presen�a de gays nos quart�is e no servi�o p�blico. S� falta a Inglaterra baixar a guarda. O incentivo que faltava veio quatro meses atr�s, com uma espinafrada da Corte Europ�ia de Direitos Humanos. O organismo avaliou como interfer�ncia indevida na vida privada a expuls�o de quatro militares homossexuais. O governo Blair congelou imediatamente todas as investiga��es sobre conduta sexual nos quart�is e ficou aguardando o melhor momento para liberar geral. Ou, melhor, liberou com cuidado, para evitar que a disciplina militar sofra uma s�bita e desmoralizante descontra��o. O novo C�digo de Conduta Social pune as condutas consideradas inadequadas ou ofensivas sexualmente e que ameacem as rela��es pessoais. Dentro dessa classifica��o, tanto pode ser castigado o coronel que usar a patente para assediar o recruta quanto um soldado que tiver comportamento afetado. A aceita��o de homossexuais assumidos nas For�as Armadas est� longe de se tornar universal. A controv�rsia n�o se prende apenas a preconceito mas tamb�m ao temor natural da tens�o que a presen�a de gays assumidos pode causar no ambiente fechado dos quart�is. No Ex�rcito brasileiro, que segue um c�digo de disciplina da �poca do duque de Caxias, um homossexual recebe como puni��o a expuls�o com desonra, castigo igual ao que � imposto aos traidores. Nos Estados Unidos, o assunto tornou-se um pesadelo pol�tico para o governo do presidente Bill Clinton. Seis anos atr�s, acossado pelo vigor do lobby gay, ele adotou a f�rmula "n�o pergunte, n�o conte". Ou seja, n�o mexeu na legisla��o que pune os gays com a expuls�o sum�ria das For�as Armadas. Mas agora se faz vista grossa desde que eles mantenham a discri��o. Na atual campanha pela Casa Branca, a quest�o � debatida como se o futuro do pa�s mais rico e poderoso do planeta fosse ref�m do comportamento sexual de seus soldados. O vice-presidente Al Gore, candidato democrata � Presid�ncia, j� prometeu escancarar as portas, se eleito. Candidato em 1992, Clinton fez a mesma promessa, mas foi for�ado a recuar diante da oposi��o das For�as Armadas. A f�rmula atual est� longe de funcionar. Os dados do Pent�gono mostram aumento no n�mero de soldados expulsos por homossexualismo. Depois de cair para 617 em 1994, quase dobrou desde ent�o. Charles Moskos, o professor que inventou a f�rmula "n�o pergunte, n�o conte", suspeita que muitos recrutas insatisfeitos com a vida no quartel estejam se declarando homossexuais s� para cair fora sem maior burocracia. Ele tamb�m � autor de uma pesquisa segundo a qual, ao contr�rio do que se imagina, o preconceito contra gays est� em queda entre a soldadesca americana. Como os militares ingleses reagir�o quando seus colegas de farda come�arem a se assumir publicamente? O governo aposta que v�o comportar-se com a habitual fleuma brit�nica. Gays nos quart�is BRASIL O regulamento militar pro�be gays nas fileiras ESTADOS UNIDOS Adota a pol�tica de "n�o pergunte, n�o conte" ISRAEL Aceita gays desde 1993, mas pro�be sexo no quartel HOLANDA Foi o primeiro pa�s a permitir militar gay, nos anos 70 FRAN�A O homossexual discreto � tolerado na tropa DINAMARCA Aceita recrutas gays desde 1978 IT�LIA Gays s�o dispensados do servi�o militar obrigat�rio |
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