R�pteis

O que � um r�ptil?

Os r�pteis formam um grupo de animais muito variado e colorido e est�o representados em todos os continentes, exceto da Ant�rtica. Os r�pteis mais conhecidos s�o as cobras e os lagartos, principalmente porque eles est�o melhores distribu�dos do que os crocodilianos, tartarugas e tuataras, que tamb�m pertencem � classe reptiliana. Na verdade, muitas pessoas desconhecem que as tartarugas tamb�m s�o r�pteis de verdade. Mais de 7.000 esp�cies de r�pteis t�m sido classificadas, a maioria delas encontrada nos climas tropicais e subtropicais. Todos os r�pteis t�m algum tipo de escama. A carapa�a da tartaruga � formada por um grupo de escamas grandes e fortes.

Os r�pteis s�o quase sempre f�ceis de identificar, gra�as a algumas caracter�sticas em comum que os diferenciam dos outros animais terrestres ou semiterrestres. O sinal que mais identifica um r�ptil � a pele escamosa que cobre quase todo o seu corpo. Todos os r�pteis possuem algum tipo de escamas, cada uma delas adaptada de acordo �s circunst�ncias. A carapa�a da tartaruga � recoberta por placas �sseas e tem evolu�do para proteg�-la. Outros r�pteis t�m conchas t�o pequenas que podem parecer invis�veis ao olho nu.

Todos os r�pteis t�m coluna vertebral, respiram ar (inclusive aqueles que passam a maior parte do tempo na �gua) e quase todos possuem quatro membros externos, embora n�o sejam vis�veis externamente nas cobras e alguns lagartos. Eles tamb�m s�o todos amni�ticos, o que significa que o embri�o em desenvolvimento � protegido por uma s�rie de membranas e uma concha dura, evitando que os ovos sequem, protegendo-os dos predadores.

Os r�pteis tamb�m s�o definidos por caracter�sticas ausentes e presentes. Diferentes dos mam�feros e p�ssaros, que evolu�ram dos pr�prios r�pteis, os animais reptilianos s�o incapazes de regularem a pr�pria temperatura do corpo e dependem do ambiente para obter calor corporal. Eles tamb�m n�o t�m pelos e plumas.


A Evolu��o dos R�pteis

Os r�pteis est�o entre os mais antigos grupos de animais terrestres do mundo. Os primeiros r�pteis, como s�o conhecidos hoje em dia, evolu�ram dos anf�bios h� 250 ou 300 milh�es de anos atr�s e proliferaram com rapidez at� se transformarem numa criatura terrestre. Provavelmente, os primeiros r�pteis eram fisicamente parecidos com os que existem hoje em dia. Suas peles grossas e imperme�veis os ajudaram a manter a umidade e os ovos em conchas permitiram-lhes se desenvolver em ambientes secos. Estas adapta��es os ajudaram a completar seus ciclos de vida na terra. Dessa forma, eles foram capazes de colonizar quase todo o ambiente terrestre muito rapidamente.

Os r�pteis que conhecemos hoje em dia representam um pequeno exemplo daquelas primeiras criaturas, a maioria evoluiu rapidamente em outras dire��es. Registros de f�sseis mostram que os dinossauros e seus parentes, por exemplo, foram descendentes dos primeiros r�pteis, e n�o ao contr�rio. Com o tempo, v�rios grupos de r�pteis se diversificaram. Nos registros comparativos de f�sseis, aparecem r�pteis parecidos aos mam�feros. A descoberta do famoso f�ssil do Archaeopteryx , em 1861, demonstrou que os p�ssaros tamb�m evolu�ram destes primeiros reptilianos.

A Reprodu��o dos R�pteis

Os r�pteis se reproduzem sexualmente da mesma forma que outros vertebrados. Antes de procriar, muitas esp�cies de r�pteis entram em rituais de acasalamento que podem levar horas ou at� dias. O comportamento entre eles durante o acasalamento � amplo e varia entre as diferentes ordens. Os lagartos machos podem mudar de cor ou esvoa�ar a pele localizada ao redor da garganta; algumas cobras entram em processos complexos de entrela�amento e persegui��o; as tartarugas e jabutis podem golpear seus prov�veis companheiros com as suas patas e os crocodilos e jacar�s costumam a berrar ou rosnar, indicando que est�o prontos para o acasalamento. Em muitas esp�cies, as demonstra��es de acasalamento dos machos est�o feitas para intimidar outros machos e atrair as f�meas. O ato de acasalamento pode ser inc�modo e muito perigoso, principalmente entre as grandes tartarugas e crocodilos, pois est�o menos preparados para movimentos �geis na terra. As tartarugas marinhas costumam a acasalar na �gua, pois o meio ajuda a suportar seus corpos pesados.

A maioria dos r�pteis coloca ovos. As f�meas defendem seus ovos com viol�ncia at� os filhotes nascerem. A maioria dos r�pteis � ov�paro, isto significa que colocam ovos. A desova pode ser feita de muitas maneiras no mundo dos r�pteis. Algumas esp�cies podem colocar grandes quantidades de ovos, que se desenvolvem sozinhos, muitas vezes em ninhos escondidos e bem protegidos, embaixo da terra ou na areia. Tartarugas marinhas como as tartarugas-verdes, por exemplo, chegam na praia para desovar na areia, onde os ovos s�o deixados para se desenvolverem sozinhos. Em outras esp�cies como as dos crocodilos ou p�tons, as f�meas defendem o ninho com agressividade, passando longos per�odos ao redor do local e afastando qualquer predador.

A maioria das esp�cies de r�pteis � ovoviv�para, o que significa que os embri�es se desenvolvem em ovos de casca fina dentro do corpo da m�e. Os ovos chocam antes de serem colocados para fora do corpo, por isso pode parecer que as esp�cies ovoviv�paras geram os filhotes vivos. A Ovoviviparidade pode ser encontrada em v�rias esp�cies de lagartos e cobras.

Lagartos

Hoje em dia, os lagartos talvez sejam os tipos de r�pteis mais abundantes, bem sucedidos e variados. Pertencem � ordem dos squamatas, que eles dividem com as cobras e os amphisbaenas. Mais de 4.000 esp�cies de 26 fam�lias, aproximadamente, t�m sido catalogadas no mundo, em todos os tios de climas, exceto nas regi�es polares. Eles variam em tamanho: de menos de 2cm no caso do dwarf gecko a mais de 3 metros como o drag�o de Komodo. Os lagartos tamb�m podem viver em qualquer lugar, em �rvores ou desertos, e comer de tudo, de insetos a cabras. Em alguns casos, eles podem mudar de cor para se adaptar ao seu entorno ou planar sobre as florestas, usando o excesso de pele existente nos flancos como p�ra-quedas.

Os lagartos se diferenciam das cobras principalmente pelas patas, embora eles tamb�m tenham aberturas auditivas, p�lpebras mov�veis e mand�bulas menos flex�veis. A maioria dos lagartos tem quatro patas com cinco dedos em cada p�, apesar de existirem v�rias esp�cies que perdem seus membros externos do corpo. Os lagartos s�o famosos pela rapidez, pelo estado de alerta e pela habilidade para subir ou correr em volta de obst�culos, o que os ajudam a evitar muitos predadores perigosos. Muitas esp�cies podem deixar cair suas caudas quando s�o amea�adas ou pegas. Embora sejam geralmente inofensivos, a maioria das esp�cies morde quando � capturada, causando dor intensa nos seus captores. Duas esp�cies, o lagarto-de-contas e o monstro de gila, possuem um veneno muito parecido ao de algumas cobras, embora apresentem pouco risco para os humanos.


Cobras

Muito pr�ximas dos lagartos, as cobras s�o reconhecidas pelos corpos alongados e por n�o possu�rem os membros externos que os diferenciam da maioria dos outros r�pteis. Algumas cobras t�m conservado tra�os internos dos seus membros externos traseiros, principalmente as jib�ias e p�tons. Devido ao corpo pouco comum, longo e esticado, as cobras s�o internamente muito diferentes dos outros r�pteis e possuem ossos longos da coluna vertebral, com v�rios pares de v�rtebras. Elas t�m boa vis�o, embora n�o possam ouvir da mesma forma que os mam�feros, mas podem detectar vibra��es de baixa freq��ncia no ch�o, que as alertam sobre a presen�a de predadores e presas.

Como os lagartos, as cobras possuem uma apar�ncia variada e t�m se adaptado para viver em v�rios lugares, exceto nas regi�es polares. A maior parte das 3.000 esp�cies de cobras, aproximadamente, n�o � venenosa. No lugar do veneno, elas usam seus dentes em forma c�ncava para agarrar e segurar suas presas. Muitas esp�cies sufocam suas presas, constringindo-as e enroscando-se ao redor dos seus corpos, principalmente aquelas que ca�am presas �geis ou grandes.

Aproximadamente, dois ter�os das esp�cies de cobras pertencem a apenas uma �nica fam�lia, a Colubr�deos, que inclui as esp�cies mais comuns e n�o venenosas, como a cobra garter, a cobra-de-�gua-de-colar, a cobra-rei da faixa cinza e a cobra rateira. Embora em menor n�mero, as cobras venenosas est�o bem distribu�das ao redor do mundo, mas s�o encontradas principalmente nos tr�picos. Elas possuem dentes bem adaptados para colocar o veneno nas suas presas. As cobras mais perigosas pertencem �s fam�lias das v�boras, jararacas e serpentes.


Tartarugas


Tartarugas e jabutis pertencem � ordem Chelonia, um dos tipos mais antigos de r�pteis. As primeiras tartarugas evolu�ram h� mais de 200 milh�es de anos, aproximadamente na �poca dos primeiros dinossauros, e muitas fam�lias t�m mudado pouco desde ent�o. As tartarugas s�o criaturas com caracter�sticas definidas, com suas mand�bulas com bico, aus�ncia de dentes e carapa�as feitas de placas �sseas sobrepostas. A maioria das tartarugas aqu�ticas, como as terrapins e as pond turtles, tem p�s com solas e conchas mais baixas que as auxiliam na hora de nadar. As esp�cies terrestres, como os jabutis, t�m p�s mais pesados e voltados para dentro e possuem conchas em forma de domos.

Existem mais de 300 esp�cies de tartarugas no mundo inteiro, muitas delas perto ou dentro de ambientes aqu�ticos. Os exemplos mais conhecidos talvez sejam as tartarugas marinhas, apesar de que a grande maioria � associada com tipos de vida terrestre ou de �gua doce. Sem importar seu modo de vida, todas as tartarugas respiram ar e colocam seus ovos na terra. Embora muitas pessoas considerem as tartarugas criaturas pac�ficas, muitas s�o ca�adoras carn�voras e comem qualquer coisa, desde pequenos invertebrados at� peixes e outros animais maiores. Algumas, como a extraordin�ria matamat� da Am�rica do Sul e o American alligator snapper, t�m evolu�do formas de camuflagem altamente sofisticadas que as ajudam a capturar os peixes com mais efici�ncia. Outras s�o conhecidas por sua lentid�o, caminhando vagarosamente pela vegeta��o.

As tartarugas s�o consumidas como alimentos em v�rias partes do mundo, principalmente pela carne e os ovos. Muitas esp�cies est�o amea�adas de extin��o, devido � ca�a e � perda do h�bitat. Outras s�o tidas como animais de estima��o, o que contribui para a diminui��o do n�mero de suas esp�cies.


Crocodilos e Jacar�s

Apenas 23 esp�cies de crocodilianos s�o conhecidas e todas pertencem a uma �nica fam�lia Crocodylidae, partilhando muitas caracter�sticas em comum. Devido aos seus corpos poderosos, focinhos alongados e dentes ferozes, eles s�o f�ceis de identificar. Todos os membros da fam�lia dos crocodilos est�o adaptados para os estilos de vida aqu�tica; todos eles t�m p�s em forma de rede, narinas localizadas no topo do focinho que auxiliam a respira��o na �gua e membranas transparentes para proteger os olhos embaixo d��gua.

Apesar destas semelhan�as, eles possuem estilos de vida e h�bitat diferente. Os jacar�s s�o encontrados somente no continente americano, mas os verdadeiros crocodilos s�o achados em regi�es tropicais, da �frica a Austr�lia. Um terceiro grupo, os gaviais, s�o encontrados somente no sul e leste da �sia.

Mesmo que as esp�cies variem de tamanho, os adultos desses animais sempre s�o grandes, podendo medir 1,7 metro, como o jacar�-coroa ou mais de 7 metros, como os crocodilos-de-estu�rio. Devido ao tamanho e velocidade na �gua, eles s�o predadores perigosos em todos os lugares que vivem � os mais novos podem comer peixes pequenos, r�s e insetos, mas os adultos pegam peixes grandes, tartarugas e at� animais grandes (incluindo os humanos), principalmente os crocodilos-de-estu�rio e o crocodilo do Nilo. A presa � geralmente afogada e cortada em peda�os, depois � mais engolida do que mastigada.

Os crocodilos mostram um comportamento social mais complexo do que os outros r�pteis e s�o muito territoriais, principalmente durante temporada de procria��o. Diferente da maioria dos outros r�pteis, eles s�o animais muito vocais e podem fazer uma grande quantidade de ru�dos, incluindo rugidos, grunhidos e at� ronronados. As f�meas protegem suas crias e podem ser agressivas com os intrusos. Na maioria das vezes, os crocodilos transportam os mais novos pela boca para proteg�-los dos predadores.

Tuataras

Os Tuataras pertencem a uma ordem de r�pteis separada, com apenas um g�nero, o Sphenodon. Embora se pare�am fisicamente com os lagartos e tenham algumas caracter�sticas dos crocodilianos, eles possuem outros atributos anat�micos e fisiol�gicos, incluindo uma terceira p�lpebra e um terceiro olho no centro dos seus cr�nios; melhor observado nos mais jovens.

Os Tuataras podem viver somente em poucas e pequenas ilhas da Nova Zel�ndia, apesar deles j� terem sido mais bem distribu�dos durante o per�odo cret�ceo � aproximadamente h� 120 milh�es de anos atr�s. Eles vivem perto dos �muttonbirds�, dividindo com eles as tocas. O tuatara se alimenta de insetos, minhocas, carac�is e, �s vezes, comem ovos e filhotes de �muttonbirds�. Eles podem medir mais de 80cm e crescem lentamente, atingindo a maturidade aos 20 anos. Os Tuataras vivem por muito tempo. Na Nova Zel�ndia, alguns esp�cimes de cativeiro chegaram a viver 80 anos.

Anfisben�deos

Membros da ordem Squamata, os anfisben�deos s�o r�pteis raros e parentes pr�ximos das cobras e lagartos. A Maioria das 160 esp�cies de anfisben�deos n�o possui patas, seus membros externos foram completamente perdidos ou reduzidos a marcas internas, embora esp�cies de uma fam�lia ret�m seus membros do corpo para poderem cavar tocas. Eles s�o diferentes das cobras e lagartos, n�o possuem patas, os cr�nios s�o grossos e as caudas curtas e o pulm�o direito � menor do que o esquerdo.

Os Anfisben�deos s�o encontrados principalmente na �frica, Oriente M�dio e Am�rica do Sul, com poucas esp�cies conhecidas na Europa e na Am�rica do Norte. A maioria � escavador, preferindo regi�es de terras des�rticas, secas e arenosas. Eles passam a maior parte do tempo embaixo da terra e comem principalmente pequenos invertebrados.

Drag�o de Komodo
Varanus komodoensis

O Drag�o de Komodo � a maior esp�cie de lagarto e tamb�m uma das descobertas mais recentes. Desconhecido para a ci�ncia ocidental at� 1912, os drag�es de Komodo vivem somente em algumas pequenas ilhas no arquip�lago indon�sio, apesar de que seus parentes pr�ximos, como os lagartos monitores, s�o encontrados no resto do planeta.

Famosos pelo seu tamanho, poder e apar�ncia de dinossauro, os drag�es de Komodo s�o ca�adores habilidosos que, freq�entemente, ca�am em grupos grandes animais. Embora sendo volumosos, eles podem se locomover com rapidez, sendo capazes de ca�ar humanos, porcos, veados e cabras. Atrav�s das suas mand�bulas e garras, eles podem matar a maioria das presas com rapidez. Normalmente, os animais que conseguem escapar das suas garras, morrem por infec��es de uma bact�ria alojada na boca do drag�o.

Devido � sua limitada �rea geogr�fica, existe apenas um n�mero pequeno de drag�es de Komodo. Os adultos n�o t�m predadores conhecidos e agora s�o protegidos por lei. At� hoje em dia, s�o realizados estudos sobre sua exist�ncia. � uma grande atra��o tur�stica, mas um turista j� foi morto por um drag�o de Komodo.

Tamanho: At� 125kg, 3.1 metros.
Localiza��o: Komodo, Rinca e duas outras ilhas menores na Indon�sia.
Dieta: Porcos, cabras, veados, b�falos, cavalos, drag�es pequenos, pessoas.
Reprodu��o: ov�paros, colocando de 15 a 40 ovos.

P�ton-verde-das-�rvores

Morelia viridis

O lindo p�ton-verde-das-�rvores pertence � fam�lia dos p�tons. N�o � t�o grande como seus parentes, entre eles o p�ton reticulado, mas possuem o mesmo corpo grosso, a t�pica cabe�a e as cavidades ao redor da boca sens�veis ao calor. Os p�tons-verdes-das-�rvores vivem quase sempre nas �rvores e preferem se alimentar, beber e at� procriar nos galhos do que no solo. Mesmo n�o sendo venenosos, eles possuem dentes longos e pontudos, direcionados para dentro, que servem para penetrar a plumagem dos p�ssaros, que constituem a maior parte da sua dieta.

Os p�tons-verdes-das-�rvores s�o not�veis pelas suas varia��es de cor nos diferentes lugares, o que est� relacionado com a alimenta��o e colora��o das folhas das suas florestas nativas. Muitos adultos s�o verdes, mas os jovens t�m, na maioria das vezes, uma cor amarelada brilhante. Estes p�tons est�o se transformando em esp�cies em perigo de extin��o na vida selvagem, pois os seus h�bitats est�o sendo destru�dos. Mesmo assim, eles podem procriar em cativeiro e, algumas vezes, s�o mantidos como animais de estima��o. Esp�cies capturadas na vida selvagem podem ser agressivas e deixar feridas dolorosas.

Tamanho: at� 1.5m
Localiza��o: Florestas tropicais da Nova Guin�, algumas ilhas da Indon�sia e o nordeste australiano.
Dieta: P�ssaros, lagartos, mam�feros
Reprodu��o: Ov�paros.

Tartaruga-de-couro
Dermochelys coriacea

As tartarugas-de-couro s�o a maiores tartarugas vivas e tamb�m umas das mais antigas. Encontradas nos oceanos do mundo inteiro, das margens do c�rculo �rtico �s �guas do Pac�fico, ao redor da Nova Zel�ndia, elas migram a centenas de quil�metros, todos os anos, em busca de comida. Os machos nunca abandonam a �gua, mas as f�meas saem do litoral, a cada 3 ou 4 anos, para colocar seus ovos e podem desovar at� dez vezes numa temporada.

As tartarugas-de-couro s�o chamadas assim devido �s suas conchas flex�veis e diferenciadas, pois n�o possuem placas �sseas como outras esp�cies de tartarugas. Elas tamb�m t�m grandes nadadeiras e uma forma mais aerodin�mica do que outras tartarugas do mar. As tartarugas-de-couro t�m existido na sua forma atual por mais de 60 milh�es de anos, mas os n�meros de sua esp�cie t�m sido reduzidos nos �ltimos 25 anos, aproximadamente, devido � colheita dos seus ovos e destrui��o dos seus ninhos. Muitos adultos afogam quando s�o capturados nas redes de pescaria e outros nunca vivem o suficiente para se reproduzir. Provavelmente, existem menos de 25.000 tartarugas-de-couro vivas e sua esp�cie est� em perigo de extin��o no Oceano Pac�fico.

Tamanho: Em m�dia, 700kg e 1,7m. A maior tartaruga-de-couro encontrada era um macho que pesava 916kg
Localiza��o: No mundo inteiro, no mar adentro, regressam �s praias de areia, em regi�es quentes, para desovar.
Dieta: Principalmente �guas-vivas, incluindo a esp�cie man-�o-war
Reprodu��o: Ov�paros, colocando de 70 a 110 ovos.

Crocodilo-de-estu�rio
Crocodylus porosus

O enorme crocodilo-de-estu�rio ou poroso, leviat�, marinho e pac�fico-indiano � o crocodiliano que possui a melhor distribui��o geogr�fica. Mesmo sendo encontrado nas regi�es costeiras do sudeste asi�tico, Indon�sia e Nova Guin�, talvez seja mais conhecido na parte norte e tropical da Austr�lia, onde � considerado um s�mbolo dos r�pteis gra�as � sua natureza agressiva, sua longa hist�ria de intera��o com os humanos e um novo papel como astro de cinema.

Os crocodilos-de-estu�rio t�m sido amea�ados de extin��o, devido � ca�a por suas peles valiosas, a degrada��o e o desenvolvimento humano nos seus h�bitats. Mesmo sendo raros em toda sua localiza��o natural, eles ainda podem ser encontrados na Austr�lia e Nova Guin�, gra�as aos programas de procria��o e outras medidas para sua conserva��o. Os crocodilos-de-estu�rio podem ser encontrados at� a 300km de terra adentro, em lagos de �gua fresca, p�ntanos e rios e podem ser vistos por pescadores recreativos e barqueiros. Nessas �reas, eles podem ser uma grande amea�a aos humanos descuidados. Embora os ataques dos �salties� sejam bastante raros, eles costumam ser fatais. � uma grande imprud�ncia entrar nas �guas em �reas onde eles habitam.

Como todos os crocodilianos, os crocodilos-de-estu�rio possuem um comportamento social complexo, que determina sua localiza��o e abund�ncia. As f�meas protegem suas crias, educando-as desde cedo e cuidado-as nos seus primeiros meses de vida.

Tamanho: At� 7 metros, mas j� foram reportados esp�cimes maiores.
Localiza��o: Costas salobras, �reas de �guas salgadas com mares, �guas tranq�ilas e doces. Na �ndia, passando pelo sudeste asi�tico at� chegar a Indon�sia, nas Filipinas, Nova Guin� e norte da Austr�lia.
Dieta: Peixes, mam�feros, p�ssaros, tartarugas, caranguejos, lagartos, macacos e �s vezes humanos.
Reprodu��o: Ov�paros, colocando de 40 a 60 ovos.

Tuatara
Sphenodon punctatus

Embora pare�a com o lagarto, o tuatara � o �nico r�ptil que pertence a um grupo pr�prio. Apenas dois tipos de tuataras s�o conhecidos e pertencem ao g�nero simples Sphenodon. Esses animais raros e t�midos vivem apenas em 30 ilhas pequenas, mais ou menos, no litoral da Nova Zel�ndia, onde dividem partes altas dos penhascos de ventos fortes, com os p�ssaros marinhos, principalmente os muttonbirds.

Os Tuataras vivem solitariamente em tocas, que algumas vezes dividem com seus vizinhos, os muttonbird, mas pro�bem a entrada de membros da mesma esp�cie. S�o mais ativos durante a noite, embora j� foram vistos se aquecendo na entrada das suas tocas nos dias de sol. Os machos possuem cristas impressionantes no dorso. S�o famosos por um olho parietal ou terceiro olho situado na metade da testa e muito vis�vel nos mais jovens. Esse olho tamb�m pode ser encontrado em algumas esp�cies de lagartos, mas sua fun��o ainda � desconhecida e fica invis�vel nos animais adultos quando as escamas come�am a crescer.

Tamanho: de 40 a 60cm
Localiza��o: Poucas e pequenas ilhas do litoral da Nova Zel�ndia.
Dieta: Minhocas, carac�is, grilos e �s vezes ovos de p�ssaros e esp�cimes rec�m-chocados.
Reprodu��o: Ov�paros, colocando de 5 a 20 ovos.

Cobra-de-duas-cabe�as
Amphisbaena fuliginosa
Esses r�pteis da esp�cie amphisbaenia s�o animais cavadores que passam muito tempo embaixo da terra. Eles n�o s�o considerados lagartos, mas pertencem a um grupo separado de animais bem diferentes, com estilos de vida muito semelhantes. Como a maioria dos amphisbaenians, eles n�o possuem patas identific�veis e t�m olhos pequenos um pouco escondidos por pequenas conchas transparentes. Durante o dia, cavam tocas empurrando a terra para frente com suas cabe�as arredondadas e fortalecidas, possuem cr�nios especialmente grossos.
Tamanho: at� 50cm
Localiza��o: Regi�es florestais na Bol�via, Brasil, Col�mbia, Equador,
Guiana Francesa, Guiana, Panam�, Peru, Suriname, Trinidad, Venezuela
Dieta: Pequenos invertebrados
Reprodu��o: Ov�paros.
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