| A Beleza das Cobras Megaserpentes As serpentes alcan�aram um alto grau evolutivo. Originadas a partir dos r�pteis com o corpo comprido, reduziram paulatinamente as extremidades at� seu desaparecimento total. Em algumas esp�cies de cobras pode-se observar vest�gios de patas traseiras, evidenciando sua origem entre os lagartos. H� 130 milh�es de anos, durante o Cret�ceo, os atuais continentes formavam um supercontinente que hoje chamamos de Goldwana. As serpentes apareceram no Jur�ssico. Se distribu�am em toda a Goldwana e provavelmente, originaram-se neste continente. Quando as placas continentais se romperam e se distanciaram, levaram consigo exemplares de of�dios que continuaram evolucionando isoladamente dando origem a in�meras esp�cies. Hoje s�o conhecidas mais de 2.400 esp�cies de of�dios distribu�das em todos os continentes, exceto na Ant�rtida. H� milh�es de anos, as serpentes gigantes da Patag�nia foram as ancestrais das anacondas atuais, e pit�ns. O paleont�logo argentino Florentino Ameghino, mencionava em 1906 a presen�a de f�sseis de Ophidiens em sedimentos terci�rios patag�nicos com uma antig�idade estimada em 50 milh�es de anos. O Paleont�logo norte-americano George Simpson informou sobre um of�dio f�ssil achado em 1931 durante a �Scarrit Patagonian Expedition� denominando Madtsoi bai. Tratava-se de uma coluna descomunal vertebral articulada com suas correspondentes costelas e um comprimento estimado de 10 metros. Posteriormente foram encontrados na Patag�nia of�dios ainda maiores que alcan�avam entre 15 e 20 metros. Sua cabe�a media uns 70 cent�metros de largura, podiam apanhar presas de at� um metro de circunfer�ncia sendo a maior serpente que j� existiu at� hoje. H� 15 milh�es de anos, a Patag�nia come�ou a esfriar e as serpentes gigantes se exting�iram, prosperando no norte do continente sob condi��es mais benignas. Tamb�m houve descobertas de serpentes gigantes nos dep�sitos do Eoceno superior de Fayum, Egito e no deserto da L�bia. Arrasta seu esqueleto A palavra serpente prov�m do latim serpere, que signiica arrastar. As serpentes tamb�m chamadas of�dios s�o r�pteis escamosos cuja caracter�stica principal � a mobilidade singular de seus ossos faciais, a forma comprida do corpo e a car�ncia de patas. A cabe�a, tronco e pesco�o aparecem cobertos de escamas c�rneas. A parte mais caracter�stica do esqueleto das serpentes � o cr�nio onde o sistema de articula��o dos ossos da mand�bula se uniu por um ligamento el�stico muito extenso, dando-lhe uma mobilidade extraordin�ria que permite as serpentes moverem e abrirem a boca em todos os sentidos facilitando a degluti��o de presas do tamanho maior que a cabe�a propriamente dita. Os dentes das serpentes servem para morder e manter as suas presas mas n�o s�o aptos para a mastiga��o e muito menos para despeda�ar, por isso devem engolir suas presas de uma s� vez. O tronco conta com in�meras v�rtebras providas de um par de costelas e que de algum modo substituem as patas j� que terminam em uma capa muscular conectada aos grandes escudos da regi�o ventral sobre os quais as serpentes se desprendem. O corpo comprido e delgado dos of�dios nunca cont�m menos de 100 v�rtebras e �s vezes mais de 500. As serpentes sobem e descem ramos, trepam, nadam e se movimentam com destreza pouco comum gra�as a excepcional mobilidade de suas costelas e v�rtebras. Os of�dios possuem uma grande quantidade de m�sculos j� que h� tantos m�sculos intercostais como costelas e um grande n�mero de elos no dorso. S�o as criaturas mais flex�veis da cria��o. Comida para serpentes As serpentes s�o carn�voras e se alimentam de uma grande variedade de animais: insetos, aranhas, carac�is, r�s e ratos. As presas que esperam est�o sempre em concord�ncia com o tamanho de cada esp�cie. Algumas se alimentam somente de outras serpentes, outras devoram ovos que s�o comidos inteiros, mas logo elas quebram a casca e os expulsam, do mesmo modo que eliminam as plumas das aves que devoram vivas. Seus dentes s�o agudos e est�o curvados na parte de tr�s. Exceto nas esp�cies venenosas, os dentes s�o maci�os e se modificam periodicamente. Nenhuma serpente est� capacitada para despeda�ar a presa nem para separar um peda�o de carne de um animal de grande tamanho. A forma que capturam e matam difere de acordo com o grupo que pertencem. As serpentes que integram o grupo dos boideos incluem as maiores esp�cies conhecidas e para matar suas presas empregam a constri��o. Por isso esperam a sua presa e rapidamente mordem mantendo-a por qualquer parte do corpo. Imediatamente se enrolam ao seu redor formando v�rios an�is e gra�as a sua poderosa musculatura, come�am a apert�-la com for�a at� provocar a morte por paralisia respirat�ria ou card�aca. Quando a presa morre, o of�dio come�a a engolir lentamente com a ajuda de seus dentes e pela a��o de um jogo complicado de m�sculos que manejam os ossos das mand�bulas, assim vai arrastando a presa para dentro da garganta, at� engolir tudo. A saliva atua como lubrificante ajudando o processo de degluti��o. No est�mago, poderosos sucos digestivos degradam completamente a vitima. A maior parte destas � engolida facilmente, mas uma presa realmente grande pode levar v�rias horas. As grandes anacondas podem consumir animais que pesam at� 70 quilos, exigindo um esfor�o consider�vel. Veneno letal Nem todas as cobras s�o venenosas. As esp�cies venenosas n�o devoram presas vivas mas matam primeiro e engolem logo depois. As esp�cies venenosas desenvolveram aparatos para a produ��o de veneno e sua inocula��o, produzindo e injetando subst�ncias altamente t�xicas para imobilizar e matar suas presas. O veneno � uma mistura de prote�nas que destroem os tecidos do corpo. A serpente morde para injetar o veneno diretamente na carne da presa pelas feridas causadas com os dentes. A a��o do veneno varia consideravelmente de uma esp�cie para a outra. As esp�cies venenosas t�m dois dentes ocos, similares a uma agulha hipod�rmica, que est�o situadas na parte dianteira da mand�bula superior. Assim como os demais dentes, eles s�o substitu�dos periodicamente e o dente novo cresce antes que o velho caia. Os diferentes tipos de veneno apresentam vari�veis de acordo com a esp�cie, o que obriga a exist�ncia de uma ampla gama de soros espec�ficos para curar os envenenamentos. As serpentes venenosas constituem um perigo para os seres humanos. O n�mero de v�timas � enorme. Para solucionar o tormento das picadas de cobras foram criadas institui��es com equipe e pessoal especializado, e um desses centros � o Instituto Butantan no Brasil. Os venenos s�o classificados em duas grandes categorias: neurot�xicos, que s�o os que afetam o sistema nervoso e hemot�xicos, que afetam o sangue. Um aspecto de interesse especial na a��o causada pelo veneno das serpentes est� na propriedade de iniciar o processo de digest�o nos tecidos das v�timas por meio das enzimas, facilitando a posterior digest�o. Recordes viperinos Normalmente de digest�o lenta, uma vez que alimentada pode viver v�rios meses sem comer, dependendo em parte da temperatura ambiente que ao aumentar acelera o metabolismo. Uma anaconda verde de 9 metros de comprimento e 225 quilos de peso pode permanecer submersa na �gua durante mais de 10 minutos. A serpente mais veloz � a mamba negra que pode alcan�ar 19km por hora. Atualmente as maiores serpentes s�o as boideos constritoras. Entre elas destacam-se pelo seu tamanho a anaconda sul-americana (Eunectes Murinus) que pode alcan�ar os 11 metros e que habita a Am�rica do Sul, especialmente em Guiana e nos vales do Rio Orinoco e do Amazonas e a piton reticulada da �ndia (Pyton Reticulatus) de at� 10 metros de comprimento cuja distribui��o geogr�fica inclui Birm�nia, Indochina, Mal�sia e Filipinas; seguidas pela Pit�n africana (Python sebae) e outras que tamb�m habitam a Am�rica do Sul como a jib�ia (Boa Constrictor), a cobra papagaio (Corallus Caninus) que se encontram na Col�mbia, Venezuela, Brasil, Equador, Peru, Bol�via e Guiana e a menor (menos do que um metro) a arco-�ris (Epicrates Longitus) da Costa Rica at� a Argentina. Entre as venenosas mais letais podemos mencionar a mamba negra (Dendroaspis Polylepis) que com somente duas gotas de seu veneno pode matar um ser humano em 20 minutos, a cobra (Naja Tripudians), �spide (Vipera Aspis), a cobra coral (Micrurus Fulvius), a cobra cascav�l (Cortalus Durissus), e a surucucu (Lachesis Muta) ,todas famosas por seu veneno mort�fero. A cobra agressiva Ancitrodon Piscivorus tamb�m � temida por seu veneno de a��o necrose. A jararaca do Amazonas (Bothrops Atrox) das Am�ricas Central e do Sul � respons�vel pela morte de 2000 pessoas por ano. |
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