| Card�pio da Vida Veja 02/09/1998 Alimentos ricos em fibras e vitaminas, como frutas, verduras e gr�os, diminuem os riscos de c�ncer Convertido em inimigo p�blico n�mero 1, o cigarro � apontado como o principal agente deflagrador do c�ncer. E � mesmo. Trinta por cento de todas as mortes por c�ncer devem-se � depend�ncia de nicotina. Basta parar de fumar, com sua rotina de sacrif�cios e priva��es? A resposta dada pelos cientistas reunidos na semana passada no 17� Congresso Internacional de C�ncer, realizado no Rio de Janeiro, � um un�nime "N�o!". Apenas 20% da popula��o brasileira fuma. Os que nunca adquiriram a depend�ncia, ou que conseguiram deix�-la no passado, contudo, continuam correndo riscos s�rios, associados a um tipo de depend�ncia da qual n�o se pode abrir m�o: a depend�ncia de alimentos. Cem por cento dos brasileiros comem. E os maus h�bitos alimentares respondem por 30% das mortes por c�ncer. A boa not�cia � que felizmente � poss�vel seguir alimentando-se e reduzir os riscos de c�ncer. Uma dieta � base de frutas, verduras, legumes e gr�os, com baixa quantidade de gorduras e calorias, pode prevenir cerca de 35% dos casos de c�ncer. Nos casos em que a doen�a j� est� instalada, a alimenta��o correta pode paralisar o crescimento do tumor e at� faz�-lo regredir. A informa��o, um manjar para os que temem sofrer algum dia desse mal, foi confirmada pelo epidemiologista ingl�s Richard Doll, venerado pela comunidade cient�fica por ter comprovado, na d�cada de 50, a rela��o entre o tabagismo e o c�ncer. O que Doll diz agora � que uma mudan�a do h�bito alimentar pode alterar o cen�rio das estat�sticas oficiais sobre a doen�a, que � a terceira causa de mortes no Brasil. Neste ano 108.000 vidas ser�o ceifadas pelo c�ncer. Perde apenas para os males do sistema cardiovascular e para a viol�ncia. O an�ncio, se ainda n�o � o da reden��o, torna a humanidade menos resignada em rela��o ao c�ncer. Couve-flor e br�colis Reduzem o risco de c�ncer de c�lon e de reto As terapias de combate � doen�a, depois que ela j� se instalou, s�o geralmente associadas a cirurgias de extirpa��o, transplantes ou recursos de radioterapia e quimioterapia, com enj�os prolongados e vigorosos. Uma dieta, por mais restritiva que seja, parece at� sess�o de relaxamento perto das seq�elas produzidas por um tratamento mais s�rio. A dieta preventiva contra o c�ncer � basicamente a mesma que deve ter uma pessoa que sofra de hipertens�o, colesterol alto ou diabetes. Tem a vantagem de combater esses males tamb�m. Cebola Embora ainda n�o esteja comprovado, evid�ncias indicam que a cebola, assim como o alho, ajuda a prevenir o c�ncer Como regra geral, o correto � tentar banir as gorduras, particularmente as saturadas, e as carnes vermelhas. J� se sabe que a gordura e as calorias provocam aumento da taxa de horm�nios dissolvidos no organismo. Em excesso, esses horm�nios funcionam como uma bomba que facilita o aparecimento de tumores de mama. � esse o tipo de c�ncer que mais ajuda a engordar as j� dilatadas estat�sticas oficiais da doen�a: quase 30% dos casos totais. H� mais. Apesar de os pesquisadores ainda n�o saberem os motivos exatos, os n�meros s�o precisos. Pa�ses onde se come mais fritura, carne vermelha ou creme de leite t�m maior incid�ncia de c�ncer, principalmente de mama, intestino grosso e pr�stata. � mais de matem�tica do que de biologia ou gen�tica que se trata. Um dos estudos mais curiosos e ilustrativos dos efeitos mal�ficos da gordura consistiu em acompanhar um grupo de imigrantes italianos que se mudou para a Austr�lia. Eles trocaram os h�bitos alimentares. As massas, consumidas nas vilas italianas, deram lugar � carne, base das refei��es australianas. Depois de dezessete anos, os casos de c�ncer na popula��o estudada multiplicaram-se por cinco. No Brasil, o problema � grave. O brasileiro mant�m 29,8% de gordura em sua dieta, quase 10% a mais do que a Organiza��o Mundial de Sa�de considera saud�vel. "� uma dieta perigosa. Os brasileiros precisam baixar o n�vel de gordura da alimenta��o", alerta o professor Donald Iverson, especialista em comportamento humano e alimenta��o do Centro de Pesquisa do C�ncer, no Estado do Colorado, Estados Unidos. Gr�os Ricos em fibras, ajudam a prevenir o c�ncer de intestino e de reto Est� bem. Abolir ou reduzir o consumo de fast food � at� f�cil, um pouco de disciplina basta. Mas o que dizer da deliciosa picanha do final de semana, emoldurada pela camada brilhante de gordura? Os cientistas s�o un�nimes: fique longe dela. O churrasco � um veneno, e por v�rios motivos. Nas carnes assadas na brasa o problema come�a na brasa. A queima do carv�o produz subst�ncias cancer�genas. Entre elas, o grande vil�o � o alcatr�o. Seu efeito no organismo j� � conhecido por causa das pesquisas sobre o cigarro. O alcatr�o est� presente em todos os tipos de alimentos defumados. Impregnado na carne, vai para o organismo. Outro problema � a alt�ssima temperatura a que a carne � exposta. "O calor altera as propriedades do alimento e pode causar muta��es nas c�lulas que s�o perigosas aos seres humanos", avisa a nutricionista Ana L�cia Mendon�a, do Instituto Nacional do C�ncer. H� ainda no churrasco o sal, �nico tempero desse prato para a maioria dos churrasqueiros brasileiros. J� se provou que sal demais aumenta os riscos de c�ncer, particularmente do est�mago, nariz e garganta. Por fim, churrasco � igual a gordura que n�o acaba mais. � triste, mas deve-se deixar de lado a picanha, a maminha, a alcatra, o lombinho e todos os pit�us do g�nero (quem n�o consegue nem imaginar essa hip�tese, veja algumas dicas de como amansar o veneno grelhado). Alface Suas fibras podem reduzir o risco de c�ncer de c�lon e de reto Sabor de hospital � Comida sem sal? S� faltava essa. O tempero � t�o importante que saiu da gastronomia para o cat�logo de comportamentos. Quando se quer dizer que uma pessoa n�o tem gra�a, diz-se que ela n�o tem sal. O brasileiro adora sal. As nossas comidas est�o entre as mais salgadas do mundo. E isso � mau, dizem as novas pesquisas. Significa que, a partir de agora, toda comida tem de ter aquele sabor sem gra�a de hospital? N�o. Basta reduzir as doses. Mas � preciso faz�-lo. Moyses Szklo, professor de epidemiologia da universidade americana Johns Hopkins, uma das mais respeitadas do mundo, explica que o sal irrita a mucosa do sistema digestivo. Tamb�m provoca atrofia desse tecido. Com o passar dos anos, causa les�es perigosas, porque muito suscet�veis � bact�ria cancer�gena Helicobacter pylori. Szklo baseia suas afirma��es num curioso estudo feito no Jap�o sobre a rela��o entre a queda dos casos de c�ncer no est�mago e o aumento do n�mero de geladeiras a partir da d�cada de 50. A dissemina��o dos refrigeradores nas casas fez decrescer os �ndices da doen�a, que ca�ram de quarenta v�timas em 100.000 pessoas para 26. A redu��o, de 35%, aconteceu entre o meio da d�cada de 50 e meados dos anos 70, exatamente os anos em que a geladeira tornou-se utens�lio dom�stico imprescind�vel. "A refrigera��o fez com que os alimentos n�o precisassem mais ser salgados para a conserva��o e, ao mesmo tempo, possibilitou guardar frutas, legumes e verduras por mais tempo. Esse foi o ganho", diz o professor. Laranja A vitamina C reduz risco de c�ncer As geladeiras, depois de espalhadas pelo mundo, tamb�m ajudaram a reduzir o uso de conservantes qu�micos, como os nitritos e nitratos. Eles est�o presentes principalmente nos alimentos enlatados e nas carnes curadas, ou "embutidos" � presuntos, salsichas, salames, ling�i�as e frios em geral. Tamb�m se encontram em outras del�cias, como a carne-seca e o bacalhau. Servem para manter a cor dos alimentos e proteg�-los contra a contamina��o bacteriana. O chato � que essas subst�ncias, no organismo, podem converter-se em perigosos agentes cancer�genos, as nitrosaminas, que atacam o tecido g�strico. Nem � preciso dizer que aquela feijoada dos s�bados, uns feij�ezinhos boiando no caldo gorduroso, cercados por todos os lados de peda�os de carne-seca, ling�i�as, paios, costelinhas defumadas e toucinhos, est� condenada. Vale o mesmo veredicto para o torresminho do bar da esquina. Cenoura O betacaroteno nas frutas e legumes est� associado � diminui��o do risco de c�ncer Para quem n�o consegue conter a vol�pia diante de um cachorro-quente, a� vai uma dica da Soedade Americana de C�ncer: coma o acepipe sempre acompanhado de um copo de suco de laranja. J� se sabe que a vitamina C retarda a convers�o dos nitritos em nitrosamina, reduzindo seus efeitos nefastos. Evite a todo custo, por�m, cometer o pecado completo, que � ingerir o cachorro-quente com batata frita. A acrole�na, presente no �leo de fritura, tamb�m � cancer�gena. Batata frita A fritura produz subst�ncias cancer�genas Acusa��es injustas � A comunidade m�dica ainda n�o sabe exatamente quais fatores desencadeiam o c�ncer e quais ajudam a evit�-lo. "O problema da dieta � que � uma atividade muito complexa em que o que voc� come � uma mistura de agentes qu�micos e biol�gicos", afirma o professor Moyses Szklo. Quando os pesquisadores relacionam o consumo de verduras e legumes a uma dieta saud�vel, fazem-no com base em estudos dos h�bitos alimentares de popula��es inteiras, cotejando-os � incid�ncia de c�ncer. � algo como saber que, depois de uma chuva, o sol incidindo sobre as got�culas em suspens�o no ar, h� grande probabilidade de um arco-�ris aparecer. Como e por que isso acontece s� recentemente se p�de estabelecer. No caso dos alimentos, esse como e esse porqu� ainda s�o inc�gnitas. Muitos alimentos j� foram colocados no banco dos r�us como potenciais causadores de c�ncer e, agora, com estudos mais aprofundados, redimidos. Hamb�rguer Al�m do modo de preparo costumar ser a fritura, as subst�ncias usadas na conserva��o do alimento podem causar c�ncer Os ado�antes artificiais, quando surgiram, foram acusados de cancer�genos. Provou-se que n�o existe nenhuma evid�ncia de que ado�antes � base de sacarina ou aspartame causem c�ncer em humanos. O mesmo aconteceu com o caf�, recentemente inocentado da acusa��o de provocar c�ncer pancre�tico e de mama. At� o fl�or que se adiciona � �gua para prevenir c�ries j� foi suspeito. Tamb�m � inocente � luz das pesquisas atuais. Feijoada Rica em gordura, pobre em fibras e vitaminas Do lado oposto, tamb�m aconteceu de mocinhos virarem vil�es. J� se cogitou que, nos vegetais, o agente protetor contra o c�ncer fossem os caroten�ides, subst�ncias encontradas na cenouras, no mam�o ou na beterraba. Suplementos alimentares, desses que s�o vendidos em farm�cia, � base de betacaroteno sint�tico n�o conseguiram reduzir a incid�ncia de c�ncer. Para piorar, estudos feitos com fumantes aos quais foi dado o betacaroteno isolado mostraram que eles contra�ram mais c�ncer de pulm�o do que os fumantes que n�o tomavam o complemento alimentar. Na falta de melhores respostas, os pesquisadores adotaram um consenso: � o conjunto da alimenta��o saud�vel que protege contra o c�ncer. "N�o existe um alimento que seja capaz, por si s�, de resolver o problema. O importante � ter uma alimenta��o variada, em que a base sejam os vegetais e as frutas", explica o diretor do Instituto Nacional do C�ncer, Marcos Moraes, com a concord�ncia da comunidade cient�fica. Salame O nitrito usado na conserva��o do alimento pode causar c�ncer de est�mago Bacias de alface � A alimenta��o ideal deve ter muitas frutas, verduras e legumes, gr�os, cereais integrais e alguns itens especialmente ricos em fibras, como br�colis, couve-flor, alface ou couve. Vistos na prateleira do mercado, parecem inertes. Nas proje��es de transpar�ncias de um congresso sobre a doen�a, convertem-se em esperan�a. Bacias e bacias de alface, por exemplo, podem ser comidas sem medo. S� fazem bem. Por��es di�rias desses alimentos, no decorrer do tempo, formam uma resist�ncia contra os tumores malignos. As principais subst�ncias ben�ficas, nesses casos, s�o as vitaminas A, B, C e E. Elas s�o importantes para evitar a primeira etapa do nascimento do c�ncer. Este surge de uma muta��o no DNA de uma c�lula, que se reproduz at� formar um tumor. Um dos fatores que causam essa muta��o s�o os radicais livres, produzidos normalmente pelo metabolismo humano. Consumindo as vitaminas, que destroem esses radicais livres, o DNA corre menos risco de ser atacado e diminuem as possibilidades de o c�ncer se desenvolver. A qu�mica alimentar, contudo, � t�o complexa que esses nutrientes n�o funcionam � ao menos para prevenir o c�ncer � quando se encontram isolados em complexos vitam�nicos. Nenhum estudo at� agora conseguiu identificar melhorias nos �ndices de incid�ncia de c�ncer entre popula��es que usam habitualmente esses complementos. Outra vantagem das frutas, legumes, verduras e cereais � a grande quantidade de fibras que eles cont�m. Conserva Fora os nitritos e nitratos, os demais conservantes usados em alimentos n�o foram associados ao maior risco de c�ncer As fibras constituem uma parcela dos alimentos de origem vegetal que o organismo humano n�o consegue digerir. Por causa disso, elas "entram" e "saem" do corpo praticamente intactas, mesmo depois de todos os ataques dos �cidos que comp�em o trato digestivo. Como alimento, portanto, a parte fibrosa dos vegetais de nada serve. Seu efeito ben�fico, no entanto, n�o � pequeno. As fibras estimulam as paredes do intestino e ajudam a aumentar o ritmo da peristalse, os movimentos involunt�rios que respondem pelo transporte do alimento por todo o tubo digestivo. Dessa forma, as impurezas, muitas delas cancer�genas, s�o eliminadas com maior regularidade. Peixe Ainda n�o est� comprovado que peixe protege contra o c�ncer Dieta protetora � Estudos constataram que grupos de habitantes de pa�ses africanos, com dieta mais rica em frutas e verduras, tinham menor incid�ncia de c�ncer no est�mago e intestino do que ingleses, cuja dieta estava baseada em alimentos de origem animal. Na compara��o entre esses dois grupos, o intestino dos africanos era mais regular: funcionava em m�dia uma vez por dia, contra uma vez a cada tr�s dias dos ingleses. Mas aten��o, inimigos jurados dos legumes: querer substituir as fibras naturais por laxantes, que tamb�m aceleram a passagem do alimento pelo tubo digestivo, pode ser uma roubada. Os laxantes irritam as paredes do est�mago e intestino e aumentam os riscos de c�ncer nesses �rg�os. Caf� Pesquisas recentes n�o encontraram nenhuma rela��o entre ocaf� e o aumento do risco de c�ncer As estrat�gias bem elaboradas s�o fundamentais na dieta protetora do c�ncer. T�o importantes que o Servi�o de Informa��o sobre Nutri��o do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos lan�ou um programa de alimenta��o antic�ncer feito sob medida para o cidad�o comum. Com informa��es simples e rotina flex�vel, as recomenda��es podem ser seguidas em casa ou no trabalho, para os que t�m vida mais atribulada (veja quadro). Segundo dados do Cancer Research Center, entre 5% e 10% dos americanos est�o fazendo hoje algum tipo de dieta visando evitar o c�ncer. Leite A gordura saturada pode estimular o aparecimento de tumores No Brasil, n�o existem estimativas oficiais sobre o assunto. Mas, mesmo por aqui, h� os que fazem uma dieta com esse fim. A�, o que vale s�o o esfor�o e a autodisciplina, como a do contador e administrador de empresas Pedro Paulo Garcia, 56 anos. Em seu card�pio, aceita apenas o que � saud�vel, com algumas rotinas programadas. Um suco de laranja pela manh�, logo ap�s sete bem-dormidas horas de sono, legumes, verduras e carnes brancas no almo�o, uma vitamina e um sandu�che no jantar. A determina��o de Garcia se explica por sua hist�ria. H� dezoito anos, teve um diagn�stico de c�ncer no sistema linf�tico. "A not�cia chegou numa sexta-feira. A sensa��o era de que a vida tinha acabado ali. Depois que superei aquilo, comecei a agir", conta. Quatro cirurgias, 200 sess�es de radioterapia e muitos efeitos colaterais depois, ele hoje se dedica, como volunt�rio do Hospital do C�ncer, no Rio, a motivar os que se encontram na situa��o que viveu na pr�pria pele. Garcia leva, principalmente, a mensagem de que � poss�vel preparar-se para lutar contra a doen�a. "Depois que fiz os tratamentos mais violentos, entendi que eles no m�ximo lutavam contra o tumor. A minha vida, mesmo, dependia da alimenta��o. � isso que estou ensinando", enfatiza. Ado�ante H� alguns anos, estudos com animais indicavam que a sacarina poderia causar c�ncer. Novas pesquisas, feitas com seres humanos, desautorizam a teoria Para quem � refrat�rio a regras muito complicadas, duas �ltimas dicas, estas simpl�ssimas: "Quanto mais colorido o prato, melhor", diz a pesquisadora Vera Luiza da Costa e Silva, chefe da Coordenadoria Nacional de Controle do Tabagismo e Preven��o do C�ncer. N�o � op��o crom�tica pela beleza do prato, apenas. As cores revelam subst�ncias diferentes entrando na composi��o dos alimentos. E o segredo da boa dieta s�o a diversidade e o equil�brio. Por fim, como m�todo de cozimento, abandone as frituras e os grelhados e prefira alimentos cozidos em vapor ou �gua. O velho microondas, que j� foi apontado como emissor de radia��o cancer�gena, est� reabilitado. Como cozinha a comida usando os pr�prios sucos dela, evita a perda de nutrientes b�sicos e exige pouca gordura no preparo. Bom apetite, ent�o. Com um pouco de imagina��o, isso ainda � poss�vel. |
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