O Futuro Chegou                                  Veja 20/10/1999
Cientistas e futur�logos erraram feio sobre como ser� a vida no ano 2000

Agora que falta pouco mais de dois meses para sua chegada, � poss�vel afirmar sem medo de errar: quase todas as previs�es de futur�logos e cientistas sobre como seria o ano 2000 passaram longe do alvo. O mundo no come�o do mil�nio, segundo as cabe�as que tentaram enxergar � frente de seu tempo, deveria ser terrivelmente pior ou maravilhosamente melhor do que aquele em que vamos acordar na manh� do primeiro dia de janeiro do pr�ximo ano. Ou n�o seria mundo algum. Nos anos 60 a moda era prever que a humanidade ia acabar. Como toda previs�o, essa tem a marca do ambiente em que foi produzida. Nos momentos de tens�o m�xima da Guerra Fria, o governo americano avaliou que as probabilidades de eclos�o de uma guerra nuclear total contra a Uni�o Sovi�tica eram de quatro para uma. O erro foi acreditar que a paran�ia se arrastaria pelas d�cadas seguintes. Hoje, com as ogivas russas enferrujando dentro dos tubos de lan�amento de m�sseis, o risco de uma cat�strofe at�mica planet�ria beira zero. "Para os s�bios � sempre mais c�modo elaborar sobre o futuro", escreveu Anatole France (1844-1924), uma das gl�rias das letras francesas.


Sobre o ano 2000 errou-se comodamente. Quem previu maravilhas imaginou a humanidade garimpando ouro e diamante na Lua e nos meteoros. Os materiais preciosos seriam enviados � Terra por meio de dutos gigantescos cujas bocas ficariam na altura em que hoje giram os sat�lites orbitais. Col�nias humanas em Marte estariam planejando j� a pr�xima aventura da ra�a � a conquista das estrelas. Quem deixou a depress�o do momento influenciar sua vis�o do futuro previu um mundo sem sexo, com megal�poles afogadas em pl�sticos e outros dejetos n�o degrad�veis. A mais comovente e pessimista vis�o do futuro que n�o houve transpira no filme Metropolis, feito em 1926, na Alemanha, por Fritz Lang. Na obra, a paisagem urbana do ano 2000 � dominada por carros voadores e fortalezas dez vezes mais altas do que os grandes arranha-c�us da atualidade, onde clones humanos s�o escravizados por uma ra�a de d�spotas ambiciosos. Se considerarmos, como se queria no passado, que o ano 2000 � o marco do futuro, pode-se dizer que chegaremos l� daqui a sessenta dias. E o futuro n�o ser� em branco e preto, como anteviu Fritz Lang, nem cor-de-rosa, como o enxergaram centenas de outros vision�rios.

Onde e por que erraram os futuristas? Em primeiro lugar, erraram por deixar sua vis�o ser moldada pelos sentimentos de sua �poca. Erraram tamb�m por n�o enxergar os tons cinza, ou seja, por prever ora o inferno, ora o para�so. A realidade teimou em ficar no meio-termo. "Talvez o maior erro dos primeiros futuristas tenha sido imaginar o mundo como um todo indivis�vel. Na verdade, temos hoje parcelas da humanidade na �frica que vivem na Idade M�dia e verdadeiras col�nias futuristas na Calif�rnia", diz o americano Peter Schwartz, autor do livro A Arte da Previs�o. Mais recentemente, quando o futurismo virou brincadeira, as pessoas encarregadas de enxergar mais adiante passaram a ser chamadas de cenaristas. Mesmo elas tiveram seus postos eliminados quando apareceu a reengenharia, a tend�ncia de cortar gorduras no quadro de pessoal das empresas. Obviamente, os cenaristas n�o conseguiram prever a pr�pria extin��o. Antes de sumir do mapa, eles deram uma contribui��o valiosa � arte de tentar antever eventos futuros. "Eles n�o tentavam mais adivinhar o futuro mais prov�vel, mas tra�ar estrat�gias para os futuros poss�veis", conta Schwartz em seu livro. Descobriram o �bvio � o futuro tem de ser constru�do. Ele n�o ocorre naturalmente, como as chuvas e as dores de cabe�a. Na �rea dos computadores, essa mesma id�ia foi exposta com clareza por Jean Paul Jacob, vision�rio da IBM. "� poss�vel antever com seguran�a o futuro das atuais tecnologias. Bobagem � tentar adivinhar quais ser�o as tecnologias do futuro", diz Jacob.

Os futur�logos quebraram a cara por seguir justamente no caminho oposto. Tentar adivinhar as tecnologias, os comportamentos e o funcionamento da sociedade do ano 2000 sem se preocupar em acompanhar como o mundo em que viviam estava se desenvolvendo. O patrono do catastrofismo � o ingl�s Thomas Malthus, que viveu no s�culo XVIII. Ele previu que a humanidade n�o escaparia da fome. Seu c�lculo parecia infal�vel: a popula��o crescia geometricamente (1, 2, 4, 8, 16...) e a produ��o de gr�os, aritmeticamente (1, 2, 3, 4...). Trombou com a realidade porque a produ��o de gr�os se deu num ritmo centenas de vezes mais forte que o crescimento populacional. Malthus n�o poderia ter enxergado isso no tempo em que vivia, quando cada gr�o de trigo semeado produzia dez outros num ano bom e cinco num ano ruim. A mesma limita��o tolheu os futur�logos que at� bem pouco tempo atr�s previam um ano 2000 atormentado por guerras mundiais, com ogivas nucleares cruzando sobre a cabe�a das pessoas, semeando destrui��o e morte. "O s�culo XX foi violento, sem d�vida. Mas, quando as pessoas olharem para tr�s daqui a 500 anos, v�o constatar que ele foi marcado pela explora��o do espa�o e pela inven��o do chip de computador. Pouca gente se recordar� de Hitler, Stalin ou Churchill", diz o escritor americano Arthur Schlesinger Jr.

Outro tipo de deforma��o que afeta as previs�es � causado pela miragem cabal�stica do n�mero redondo. �s portas do ano 2000, os futur�logos preferiam acreditar que a virada do s�culo e do mil�nio, por si s�, seria capaz de operar maravilhas. H� apenas tr�s anos, em 1996, os dirigentes da ind�stria automobil�stica brasileira imaginavam que seria poss�vel triplicar a produ��o de carros. Com 5 milh�es de ve�culos produzidos no ano, o Brasil seria o quinto fabricante mundial de autom�veis na virada do s�culo. Dentro de dez semanas, quando amanhecermos no ano 2000, o pa�s continuar� fabricando o mesmo 1,6 milh�o de ve�culos que fabricava no ano passado.

Como observa Adrian Berry no livro The Next 500 Years � Life in the Coming Millennium (Os Pr�ximos 500 Anos � A Vida no Mil�nio que Vem), a propens�o humana ao p�nico coletivo � outra marca das grandes previs�es. "O medo da superpopula��o, do aquecimento global e do buraco de oz�nio � a vers�o recente do p�nico milenar que nos acompanha. Mas quase sempre o p�nico � inversamente proporcional ao perigo real do momento", escreveu Berry. As previs�es feitas sobre a superpopula��o revelam a servid�o psicol�gica ao p�nico. Foi ontem, em termos hist�ricos, que o f�sico brit�nico John Fremlin previu que "em 1.000 anos a humanidade poderia se extinguir asfixiada pelo calor que os pr�prios humanos haveriam de gerar". Quando Fremlin disse isso, na d�cada de 60, a popula��o mundial crescia 1,9% ao ano. Chegou a crescer 2%, nos anos 70, mas atualmente aumenta j� num ritmo mais moderado, 1,3%. Vai estacionar e declinar nas pr�ximas d�cadas, segundo a Organiza��o das Na��es Unidas.

Fremlin poderia saber na �poca que estava redondamente enganado? Provavelmente, n�o. O p�nico foi com certeza um dos motores do per�odo. O respeitado Clube de Roma, entidade formada por cientistas e intelectuais do mundo inteiro para monitorar o desenvolvimento humano e dar diretrizes para o futuro do mundo, tamb�m estava com o mesmo tipo de humor. Num documento que ficaria famoso com o nome de Os Limites do Crescimento, os s�bios de Roma previram que no s�culo XXI � este que est� para come�ar assim que o pr�ximo d�cimo terceiro sal�rio se acabar � os recursos industriais do planeta estariam exauridos e "a popula��o mundial atolada na polui��o e no lixo que ela mesma produziria". Bem, a previs�o vale para algumas cidades cujos prefeitos se empenharam em cumprir a profecia, mas n�o para o mundo inteiro.

O fracasso de alguns estudos foi semelhante at� na incapacidade de prever os grandes acontecimentos que haveriam de transformar o mundo e entortar a pontaria de qualquer previs�o, como a implos�o da Uni�o Sovi�tica e a explos�o econ�mica dos Tigres Asi�ticos. "Em geral economistas s�o incapazes de prever alguma coisa do curto e m�dio prazo", diz Paul Ormerod, ele mesmo um economista do Henley Centre, na Inglaterra. "Preocupados com as teorias econ�micas, eles n�o conseguem enxergar o que est� acontecendo a seu redor." Uma semana antes do lend�rio crash da Bolsa de Nova York em 1929, Irving Fisher, respeitado professor de economia da Universidade Yale, pontificava: "As a��es alcan�aram o que parece ser uma cota��o permanentemente alta". Embora hoje se saiba que a longo prazo as a��es realmente tendem a se valorizar, a li��o deixada pelo crash foi justamente oposta: � bom n�o contar com a id�ia de cota��es permanentemente altas.

Os economistas escreveram um cap�tulo s� deles na hist�ria das previs�es amalucadas. Para eles, o futuro sempre foi um ref�gio � afinal podem n�o estar mais aqui para sofrer o resultado de suas sugest�es acatadas por governos e empresas nem para constatar que se enganaram clamorosamente. Depois de errar quase tudo sobre o passado e o presente do capitalismo, o famoso economista Lester Thurow, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, tentou o futuro. Ele o fez num livro publicado no Brasil h� dois anos e intitulado O Futuro do Capitalismo. Thurow j� havia diagnosticado erroneamente que a guerra comercial com o Jap�o aniquilaria a ind�stria dos Estados Unidos e que o desemprego seria a maior praga da sociedade americana. Bem, a realidade detonou suas previs�es. Pr�xima do pleno emprego, nunca a economia americana foi t�o forte. No livro de 1996, Thurow previu que, por seu pa�s ser a pot�ncia hegem�nica do planeta, os jovens dos Estados Unidos n�o encontrariam mais motiva��o para continuar lutando pelo futuro. Bem, basta uma leitura distra�da pelas p�ginas de economia e de assuntos internacionais dos jornais para ver que s�o justamente os jovens americanos os l�deres da mais formid�vel revolu��o tecnol�gica, comercial e de costumes do s�culo, a proporcionada pela internet. O americano Herman Khan, que pontificou na d�cada de 70 com um livro que virou best-seller no Brasil, O Ano 2000, elevou a futurologia primeiro � condi��o de ci�ncia e logo depois a rebaixou ao status de piada. Khan n�o teve nem o benef�cio do tempo. Suas previs�es foram sendo desmentidas nos primeiros anos depois da publica��o do livro. Ele previu o papel central que os computadores teriam na vida moderna. Mas a internet passou longe do seu radar.

A maior das aventuras da futurologia se deu no campo da explora��o espacial. No in�cio dos anos 70, em plena euforia da chegada do homem � Lua, acreditava-se que a humanidade haveria de celebrar o r�veillon do ano 2000 nas estrelas, transitando pelo espa�o em supernaves movidas a hidrog�nio e fazendo escalas em col�nias orbitais. Em 1969, quando a Apollo 11 voltou de seu passeio hist�rico � Lua, o vice-presidente americano Spiro Agnew anunciou que uma miss�o tripulada haveria de desembarcar em Marte em 2000. No vig�simo anivers�rio da Apollo 11, em 1989, o presidente George Bush prometeu que o homem voltaria � Lua, "desta vez para ficar", no ano 2000 e celebraria o q�inquag�simo anivers�rio de sua conquista desembarcando em Marte em 2019. Pelo menos a primeira parte da promessa j� falhou. Na �poca em que Bush fez seu an�ncio exultante, a Nasa informou que apenas a viagem a Marte custaria 400 bilh�es de d�lares. C�lculos mais realistas reduziram o or�amento a 10% do valor inicial, mas j� era tarde e a proposta, rejeitada pelo Congresso, acabou retirada por Bill Clinton. "A viagem espacial foi uma muta��o tecnol�gica que n�o deveria ter ocorrido antes do s�culo XXI", escreveu o ingl�s Arthur C. Clarke, autor do cl�ssico de fic��o cient�fica 2001, uma Odiss�ia no Espa�o.

Livres para dar asas � imagina��o, escritores de fic��o cient�fica acertaram mais que profissionais como Herman Khan. Entre as grandes sacadas de Clarke, por exemplo, est� a �rbita geoestacion�ria. Em 1945, em um artigo publicado na revista da For�a A�rea brit�nica, ele calculou a altura da �rbita em que os sat�lites girariam na mesma velocidade de rota��o da Terra � permanecendo, portanto, estacionados num ponto no espa�o. Assim nasceram os sat�lites de comunica��o. Em sua homenagem, essa posi��o passou a ser denominada �rbita Clarke. No final do s�culo XIX, o franc�s J�lio Verne ganhou fama ao descrever viagens submarinas e espaciais muito antes que elas acontecessem. O segundo livro de Verne � Paris no S�culo XX � teve a publica��o censurada "por excesso de fantasia". Nele o autor previa carruagens sem cavalo movidas a motor a gasolina, trens autom�ticos e luz el�trica, novidades absolutas em seu tempo. Sua previs�o mais impressionante, por�m, foi a "fotografia telegr�fica, que permite a transmiss�o da c�pia de um texto ou ilustra��o e cartas de cr�dito. Com essa m�quina, contratos podem ser assinados a uma dist�ncia de 5 000 l�guas". Estava inventado o fax.

Miopia sobre o futuro
As previs�es mais estapaf�rdias feitas sobre o ano 2000

SEXO SEM SEXO
O ato sexual perder� import�ncia. O intercurso deixar� de ser t�o popular. O uso do anticoncepcional entrar� em decl�nio e o debate homossexualidade versus heterossexualidade n�o ter� mais sentido (Shere Hite, autora do Relat�rio Hite, uma pesquisa sobre a sexualidade feminina, em 1980)
Obviamente o sexo reina

O COMPUTADOR
O mercado mundial ter� lugar para cinco computadores (Thomas Watson, fundador da IBM, 1943)
J� foram fabricados 300 milh�es de computadores pessoais em todo o mundo

O BRASIL NA MIS�RIA
O Brasil ter� uma renda per capita de 506 d�lares e um produto interno bruto de 246 bilh�es de d�lares (Herman Khan, futur�logo americano, no livro O Ano 2000, de 1967)
A renda per capita brasileira � de 4 800 d�lares e o PIB beira os 800 bilh�es de d�lares

O TRIUNFO DO COMUNISMO
O comunismo dominar� o mundo, com exce��o de Estados Unidos, Canad� e Austr�lia. A Europa Ocidental se tornar� sat�lite da Uni�o Sovi�tica (Timothy Leary, guru americano da contracultura nos anos 60)
A Uni�o Sovi�tica acabou em 1991 e o comunismo sobrevive em estado puro apenas em Cuba e na Cor�ia do Norte

POPULA��O
O mundo ter� 7 bilh�es de habitantes. O Brasil, 212 milh�es (Herman Khan)
O mundo tem 6 bilh�es de habitantes e o Brasil, 160 milh�es

A DOEN�A VENCIDA
As pessoas morrer�o apenas em acidentes, mas n�o definitivamente. Os mortos ser�o congelados para ser tratados mais tarde (F.M. Esfandiary, futur�logo e consultor das Na��es Unidas)
As doen�as continuam matando

ESPA�O
Haver� mais humanos vivendo no espa�o que na Terra. (Gerard K. O'Neill, professor de f�sica da Universidade Princeton e autor do livro Col�nias Humanas no Espa�o, 1980)
Continuamos com os p�s no ch�o

FAM�LIA
A fam�lia ser� substitu�da por clubes de amigos. Todos trabalhar�o menos, ganhar�o menos, assistir�o menos � televis�o (Ernest Callenbach, autor de Ecotopia, em 1981)
A vida ainda gira em torno do n�cleo familiar

SA�DE
O controle qu�mico do envelhecimento dobrar� o tempo de vida das pessoas (Harry Stine, consultor dos institutos Smithsonian, Hudson e do Futuro, 1981)
S� em ratos de laborat�rio, por enquanto

TRABALHO
As pessoas viver�o mais, trabalhar�o menos e se aposentar�o mais cedo. Ter�o f�rias mais longas e jornadas de trabalho mais curtas. Num ano, trabalhar�o 147 dias e descansar�o 218 (Herman Khan, 1967)
As pessoas ainda trabalham 218 dias por ano e descansam 147

DROGA
A coca�na ser� legalizada. A legaliza��o da maconha ocorreria antes e serviria para aumentar a arrecada��o de impostos
(Shelley Levitt, editora da revista High Times, de apologia �s drogas, em 1981)
O consumo de drogas � a trag�dia de sempre e o combate ao tr�fico virou guerra

CONSUMO
O pre�o do barril de petr�leo chegar� a 75 d�lares e a ind�stria automobil�stica declinar�. As fam�lias substituir�o o autom�vel pela bicicleta e pela motocicleta (David Pearce Snyder, editor da revista The Futurist, 1981)
O autom�vel est� firme e forte. O barril de petr�leo custa 23 d�lares

ESPORTE
O recorde de Bob Beamon no salto em dist�ncia (8,90 metros) s� ser� superado daqui a 1 000 anos (Robert Weil e Ben Bova no livro The Omni Future Almanac, de 1982)
O recorde resistiu 23 anos. Foi batido pelo americano Mike Powell em 1991. Ele saltou 8,95 metros

INFLA��O
A disparada de pre�os e a recess�o for�ar�o o governo americano a impor a volta do padr�o ouro. Um hamb�rguer custar� 10,50 d�lares em Nova York (Murray Rothbard, professor do Instituto Polit�cnico de Nova York, 1981)
O padr�o ouro est� enterrado e um Big Mac custa 2,45 d�lares em Nova York

GUERRA
A guerra nuclear entre os Estados Unidos e a Uni�o Sovi�tica provocar� entre 100 milh�es e 200 milh�es de mortes (Edmund Berkeley, engenheiro de computa��o da Universidade Harvard, 1981)
Com o fim da Uni�o Sovi�tica e da Guerra Fria, o risco de uma guerra nuclear total � remota

BOMBA
Catorze pa�ses ter�o a bomba at�mica, incluindo o Brasil (Robert Weil e Ben Bova, futur�logos americanos, 1982)
�ndia e Paquist�o t�m a bomba, mas o Brasil n�o

PAZ
As na��es do mundo inteiro se unir�o num Congresso Global para atacar os problemas de popula��o, alimenta��o e energia que amea�am o futuro da humanidade (Isaac Asimov, escritor de fic��o cient�fica, 1981)
A ONU continua sendo o foro de debate dos problemas internacionais

AMBIENTE
A Floresta Amaz�nica desaparecer� por volta do ano 2000 (Robert Weil e Ben Bova, 1982)
A destrui��o preocupa, mas a Amaz�nia ainda est� em seu lugar

AGRICULTURA
As superf�cies marinhas, da Ant�rtica e da Lua ser�o adaptadas para a planta��o de lavouras. Parte da humanidade viver� em cidades subterr�neas (Andrei Sakharov, f�sico nuclear russo, 1974)
Em se plantando, tudo d�. Na terra

ENERGIA
Centrais orbitais transformar�o energia solar em eletricidade, que ser� transmitida � Terra por microondas (Isaac Asimov, 1981)
N�o funcionou nem em testes

CARRO VOADOR
O autom�vel e o avi�o, duas das maiores inven��es humanas, ser�o combinados e o resultado ser� o aerocar, o carro voador (Moulton Taylor, inventor americano, 1946)
Autom�vel e avi�o continuam fazendo sucesso, mas separados

METR�POLE
S�o Paulo ser� a segunda maior metr�pole do mundo, com 26 milh�es de habitantes (relat�rio sobre popula��o das Na��es Unidas, 1979)
S�o Paulo tem 17 milh�es de habitantes



Frases que n�o deveriam ter sido ditas
"Dizem que o senhor Castro � comunista, mas em Cuba quem faz oposi��o a Fulg�ncio Batista � chamado de comunista. O senhor Castro, na verdade, est� bem � direita do general Batista"
(revista The Economist, sobre Fidel Castro, em 1958)

"Tudo o que podia ser inventado j� foi inventado"
(Charles H. Duell, gerente do Escrit�rio de Patentes dos Estados Unidos, em 1899)

"Quem imagina que a transforma��o do �tomo possa ser uma fonte de energia est� falando bobagem"
(Lord Rutherford, o descobridor da fiss�o nuclear, em 1930)

"O fon�grafo n�o tem nenhum valor comercial"
(Thomas Edison, inventor do toca-discos, em 1880)

"� uma inven��o maravilhosa, mas n�o passa de um brinquedo"
(Gardiner Hubbard, sogro de Alexander Graham Bell, o inventor do telefone, em 1876)

"Em seis meses a televis�o some do mercado. As pessoas v�o se cansar de ficar sentadas diante de uma caixa de madeira"
(Darryl F. Zanuck, presidente da 20th Century Fox, em 1946)

"N�o existe nenhuma raz�o que justifique uma pessoa ter um computador em casa"
(Ken Olson, fundador da Digital Equipment Corporation, a maior competidora da IBM, em 1977)
  Acontece
Passagens do Cotidiano
Fatos, contos e cr�nicas da rotina di�ria
.
.
A pousada na reserva florestal de Campos do Jord�o
N�o existe oferta melhor na est�ncia mais alta do Brasil! Conforto e sossego a apenas 4,5 km do centro!
Venha desfrutar de um ver�o refrescante, onde as temperaturas jamais excedem a 23 graus!
Fa�a um tour fotogr�fico pela pousada clicando aqui
P�gina Inicial
Hosted by www.Geocities.ws

1