Novo F�lego                                        Veja 12/08/1998
Exporta��o reacende a produ��o baiana

Depois de tr�s d�cadas de estagna��o, a tradicional ind�stria de charutos da Bahia anda soltando baforadas de al�vio. A produ��o nacional de fumo para charutos foi a quarta maior do mundo, no ano passado, com 6.000 toneladas. "As perspectivas sombrias come�aram a ser dissipadas, ironicamente, pela onda de antitabagismo que varreu os Estados Unidos", afirma Arthur Souza Cruz, gerente da Promoexport, empresa ligada ao governo da Bahia. "Com o cigarro cada vez mais proscrito, muitos fumantes se refugiaram no charuto, o que fez o mercado mundial do fumo crescer 15% nos �ltimos quatro anos." Cerca de 95% da produ��o brasileira � destinada aos estrangeiros. As exporta��es cresceram 460% nos �ltimos quatro anos.

Proibidos de consumir os puros cubanos, os americanos s�o os principais compradores do charuto brasileiro � levam 76% do total das exporta��es. A expectativa dos produtores baianos � de que seus melhores fregueses consumam 1 bilh�o de charutos no ano 2000. No come�o da d�cada, o consumo era de 100 milh�es de unidades. Para atender a essa demanda, a produ��o baiana vai aumentar 10% neste ano. "Pelo mercado, poder�amos crescer mais, mas n�o conseguimos porque o processo � artesanal", diz Cruz. Empolgados com as vendas externas, os fabricantes tentam tamb�m reconquistar o consumidor brasileiro, que costuma preferir os estrangeiros (em 1997 o Brasil importou 4,5 milh�es de charutos, quase metade do que consumiu). Cuidado, Fidel Castro.
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