Do Oiapoque ao...                     Veja 01/12/1999
Obras clandestinas para irrigar lavouras de arroz est�o secando o Arroio Chu�

Foz do arroio: at� h� pouco
tempo, o areal da foto encontrava-se
todo submerso 








Desde 1851, quando foi feito o acordo que delimitou as fronteiras com o Uruguai, os brasileiros aprendem na escola que o ponto mais meridional do pa�s � o Arroio Chu�, mais precisamente a barra (ou foz) do riozinho ga�cho. A li��o de geografia, no entanto, poder� mudar, caso n�o se tome uma provid�ncia que impe�a o Chu� de secar. � normal que a vaz�o do arroio diminua nesta �poca do ano � a profundidade, de 2 metros durante o inverno, cai para meio metro. O que tem causado preocupa��o � que, em alguns trechos, ele est� quase sem �gua. "Eu me criei na beira do arroio e nunca o vi t�o baixo como agora", diz Douglas "Cafun�" Mendes, 65 anos, funcion�rio da Secretaria do Meio Ambiente da prefeitura do Chu�.

Um dos motivos para o fen�meno � a falta de chuvas na �rea fronteiri�a ao Uruguai. O �ndice pluviom�trico deste ano, desde julho at� a �ltima semana de novembro, � cerca de 35% menor do que a m�dia. Outra causa para o arroio mostrar-se t�o raqu�tico s�o as obras irregulares de fazendeiros que desviam �gua para irrigar lavouras de arroz. Ao longo dos seus 60 quil�metros de extens�o h� in�meras bombas hidr�ulicas e canos. Em alguns lugares, existem at� mesmo sinais da constru��o de uma pequena barragem, id�ia que parece ter sido abandonada pelo energ�meno que a projetou. Um dos fazendeiros, Alcir Nunes da Silva, foi mais longe. N�o contente com os canos utilizados para irrigar 400 dos 2 000 hectares de seu arrozal, ele investiu 200.000 reais para construir um canal de 400 metros e, assim, desviar as �guas do Chu� para sua lavoura. Tudo sem licen�a. Foi denunciado por habitantes da regi�o e multado em 4 500 reais pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov�veis e pela Funda��o Estadual de Prote��o Ambiental, Fepam. A obra foi embargada. "Estou sendo perseguido", diz Silva, sem enrubescer. Al�m da irriga��o irregular, a areia do fundo do arroio est� sendo retirada clandestinamente por carroceiros e vendida como material de constru��o. Isso deforma o seu leito, prejudicando o fluxo da �gua. "Se o Chu� continuar a sofrer esse tipo de a��o, secar� totalmente em alguns anos", reitera a bi�loga Luiza Chomenko, da Fepam. O aviso est� dado.
  Acontece
Passagens do Cotidiano
Fatos, contos e cr�nicas da rotina di�ria
.
.
A pousada na reserva florestal de Campos do Jord�o
N�o existe oferta melhor na est�ncia mais alta do Brasil! Conforto e sossego a apenas 4,5 km do centro!
Venha desfrutar de um ver�o refrescante, onde as temperaturas jamais excedem a 23 graus!
Fa�a um tour fotogr�fico pela pousada clicando aqui
P�gina Inicial
Hosted by www.Geocities.ws

1