Tesouro I�ado Veja 04/11/1998 Esfinge e est�tua de sacerdote do Egito antigo s�o retiradas do fundo do mar
Parece imposs�vel, mas o Egito, explorado por pesquisadores h� s�culos, ainda consegue produzir novidades arqueol�gicas surpreendentes. Foi o que aconteceu na semana passada. Na quarta-feira, uma esfinge de granito com a cabe�a do pai da rainha Cle�patra foi i�ada das �guas turvas do Porto de Alexandria depois de ter passado 1.600 anos submersa. No mesmo dia, mergulhadores franceses liderados pelo arque�logo Franck Goddio recuperaram, tamb�m do fundo do Mediterr�neo, uma est�tua do sacerdote de �sis segurando uma urna. Acredita-se que essa pe�a de 250 quilos fa�a parte do santu�rio de �sis existente na Ilha de Anti-Rodes, onde Cle�patra tinha o seu pal�cio. A ilha e seu porto, que afundaram depois de uma s�rie de terremotos e inunda��es, tornaram-se o alvo principal das explora��es dos cientistas neste ano. Eles fazem parte da �rea real da cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande no ano 331 antes de Cristo, que est� sendo perscrutada h� tr�s anos.
V�bora � Foi dali, h� alguns anos, que se conseguiu i�ar uma pe�a simplesmente sensacional: um bloco de 40 toneladas que se sup�e ser um peda�o do Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas do mundo antigo. No final de 1996, Franck Goddio anunciou ter encontrado as ru�nas do que acredita ser o pal�cio de Cle�patra, a rainha que seduziu Julio C�sar e Marco Ant�nio e depois se suicidou com o veneno de uma v�bora. Seria impr�prio dizer que tantas pe�as de qualidade foram "achadas". A palavra pode transmitir uma conota��o inadequada ligada ao acaso. Esses objetos, integrantes de constru��es erguidas pelos eg�pcios durante 5.000 anos de Hist�ria, s� foram retirados do fundo do mar gra�as ao emprego de uma nova tecnologia. Mesmo escondidas na �gua turva da regi�o, as pe�as s�o localizadas e fotografadas por rastreadores submarinos acoplados a computadores. Com esses equipamentos foram mapeados 2 hectares de ru�nas submarinas da antiga Alexandria, dando in�cio ao atual trabalho dos arque�logos marinhos.
Ainda n�o se sabem os destinos da esfinge e da est�tua do sacerdote. Provavelmente, elas ficar�o guardadas no Museu de Alexandria, embora as autoridades eg�pcias queiram que a maioria dos achados seja deixada no fundo do mar. A id�ia deles � transformar toda a antiga �rea real em um museu submarino para ser visitado em barcos com fundos transparentes ou em t�neis com paredes de vidro. |