A Fam�lia Cresce                                 Veja 24/01/2001
Esqueleto de 3,4 milh�es de anos � mais uma pe�a do quebra-cabe�a da evolu��o humana


A �rvore geneal�gica dos ancestrais humanos ganhou um novo galho na semana passada. Paleont�logos da Universidade Estadual do Arizona encontraram na Eti�pia o esqueleto fossilizado de uma crian�a que morreu h� 3,4 milh�es de anos. A ossada petrificada pode ajudar a entender melhor como foi o processo de evolu��o dos primeiros ancestrais mais primitivos do homem. Os ossos foram localizados na regi�o de Afar, um dos mais ricos s�tios paleontol�gicos da �frica. Foi l� que o pesquisador Donald Johanson descobriu h� 26 anos o esqueleto batizado de Lucy, o mais famoso exemplar da esp�cie Australopithecus afarensis, datado de 3,2 milh�es de anos. Os especialistas acreditam que o novo esqueleto perten�a a um ser da mesma esp�cie. Os A. afarensis viveram no nordeste africano entre 3,9 e 3 milh�es de anos e foram uma das esp�cies mais duradouras e bem-sucedidas entre os homin�deos extintos. "O esqueleto pode preencher uma lacuna que h� entre Lucy e os indiv�duos que viveram na Tanz�nia 700.000 anos antes e explicar as diferen�as que existem entre esses dois grupos", diz o pesquisador et�ope Zeresenay Alemseged, coordenador das escava��es. Alguns estudiosos acham que Lucy e seus ancestrais da Tanz�nia s�o t�o diferentes que podem pertencer a esp�cies distintas.

Os Australopithecus foram os primeiros primatas a andar em postura ereta e deram origem ao Homo habilis, de c�rebro maior e capacidade para produzir as primeiras ferramentas. Pelo menos quatro esp�cies diferentes conviveram simultaneamente na �frica h� cerca de 3 milh�es de anos. Eram popula��es min�sculas, de poucas centenas de indiv�duos que vagavam entre o sul e o nordeste do continente. N�o h� consenso sobre qual delas exatamente se transformou no homem moderno. Essa � uma das grandes pol�micas entre os paleont�logos que estudam a evolu��o humana. Os grupos que pesquisam as esp�cies meridionais, como o do paleont�logo Ronald Clarke, defendem que foram os A. africanus, origin�rios da �frica do Sul, que se transformaram no g�nero Homo. Johanson advoga em favor dos A. afarensis.
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