folhetim

A MOSCA

^^ um dos zumbidos do MOvimento dos Sem CAsa ou MOvimento Sem Causa ^^

 

PASÁRGADA, 18 DE FEVEREIRO DE 2009 - * 01 *

 

Advertência

 

            No meio do caos político, da palhaçada terrorista  e falta do que fazer… A Mosca ataca oficialmente por prima vez!

            Chega de demagogia, de parcialidade e imparcialidade… Náo somos “ade”, “ência”,“ismo” ou “ista”. Somos apenas isto, a realidade que fabricamos de nossos sonhos. Queremos alcançar os céus da anormalidade e da liberdade, tudo com muita arte!

            Eis aqui nosso nunca humilde atentado contra o status-quo lusófono, contras as birras e disputas por poder que invadem cotidianamente nossas caixas-de-entrada. Sirva isto para colocar silêncio nas vozes da vanidade, para animar o grito das almas sedentas de novidade…!

 

 

* Estrelando… A queridinha de Pasárgada! *

 

Brincadeira de Palavras   (por Bruna Landim)

 

ORTOmanidade?

ORTOxistência?

INdoxo?

INumano?

DESumano?

DESmecanizar?

HumanaMENTE

ReligiosaMENTE

        INORTODESeuMENTE

 

MOVIMENTO

CORPOTAMENTO

                 CORPO–MENTE 

                        TAINORTO 

                 MENTO-ORTO

 

 

* A MOSCA é paradoxo. É ser e não ser, as duas coisas juntas e nenhuma delas, não respeita o sentido e nem a lógica!

 

* O nosso novo ancião…*

 

Espírito de Mosca (por Ozimar Alves Cunha Jr.)

 

Cremos na morte, porém não no conjunto
temos a pretensão de ser quase ficção
e somos apenas cientes da expressão,
cremos que tudo se revela no assunto
em três figuras, em tudo somente junto:
luz, foco e percepção no termo prontuário
porém não damos primazia ao santuário
uma ação em detrimento de uma outra,
cremos no futuro pela graça potra
intermediada pela fé, mas nesta contrário.

Nada se expressa nas obras levitais
pois como a seiva, nos auto amamos
cremos em tudo que proclamamos:
sobre o poder da sorte, fé matinais
para praticar tudo que forem banais,
cremos no poder da póstuma morte
porém ousamos iludir a própria sorte,
ninguém vem com falsas revelações
mas o batismo é feito sem as frações,
mas duvidamos do tudo que se faz forte.

Cremos que o sagrado sangue se manifesta
das profundezas, do raso fruto do espírito
não o presenciamos, mas cremos no empírico
vindo dos milagres que ao mundo se empesta
rotulando vitrine e manchete do atrativo,
cremos na grande razão, contudo não no ativo
entendemos que ela inclua o terrestre,
cremos na Bíblia como nossa regra mestre
de fé e prática, mas repelimos o seu uso
preferimos pé de coelho ou amuleto obtuso
como um bom sábio da vida campestre.
 
Cremos na ineficácia de um novo remédio
forjamos a apresentação das boas novas
desde que observados os princípios das covas,
cremos no bom e velho conselho do assédio,
cremos que os salvos participam do termo médio,
cremos que nossa burrice é boa, legítima e abençoada
mas não é superior nem inferior a nenhuma facada,
cremos na unidade, pureza e glória da ignorância
morremos pelo triunfante, lamentação e ganância
como militantes que não participam dessa morada.

 

 

 

* A  MOSCA é satisfeita em si mesma. Não nutre a insatisfação como mola propulsora de sua força!

 

* A  Kalashnikov pasárgada… *

 

PARAFRASEANDO BANDEIRA (Por Fábio Pedro Racoski)

Vou-me embora para onde?
Pasárgada é um museu.
A Ilha de Cipango é uma utopia cara e depressiva.

Vou-me embora para onde?
Não sou amigo do rei.
O rei morreu.
Sou inimigo dos presidentes
e seus impostos.

Como terei a mulher que eu quero
na cama que escolherei
se a mulher não quer cama
(quer coisas mais nobres!)
e a cama quer doentes?

Vou-me embora para onde?
A terra santa?
A terra prometida?
Lugar onde o sangue de milhões de Davis,
Maomés,
Cristos,
é derramado sem piedade e com um leve sorriso
no rosto do algoz?

Vou-me embora para onde?
Todo lugar é aqui.
A miséria invade os jardins das mansões
e a riqueza brilha nos barracos.
A violência urbana mata mais
que guerras de generais.

Vou-me embora para onde?
O Sudão padece.
O Afeganistão padece.
O Brasil chuta barrancos
e até os Imperadores do Mundo
estão roucos
pedindo socorro.

Vou-me embora para onde?
Como fugirei para Marte
se já não temos certeza
da chegada
do homem à vizinha de porta,
Lua?
Tecnologia falsa?

Vou-me embora para onde?
A morte é doce,
mas é futuro incerto.
A vida é amarga,
mas é luta e cantoria na certa.

Não me vou embora.
Aqui ficarei
com um Molotov na mão!

 

 

 

* A MOSCA é safada. Não tem papas-na-língua, não tem noção de limite e não suporta ser controlada!

 

 

* O grande comedor de guaraná e bebedor de pipoca…*

 

Liberte o poeta que existe em você (Henderson Bariani)

Poesia...quem pode defini-la ?
Poeta.....quem pode entende-lo ?

Poesia são palavras ao vento, palavras com sentimento
Sentimento todos tem
Somente os poetas tem sentimentos ?

Poesia é amor transformado em letras num papel
Amar todos amam
Somente os poetas tem um grande amor ?

Poesia é uma forma de expressar idéias
Idéias todos tem
Somente os poetas tem boas idéias ?

Liberte o poeta que existe dentro de você
E deixe-o mostrar para o mundo, em forma de poesia,
Seus sentimentos, seu amor, suas idéias
Ah ! Como seria melhor o mundo
Se todos libertassem
O poeta que adormece dentro de cada um.

 

 

* A MOSCA é arte. É transcedência, potencia de mudança dos padrões da realidade, poesia, música, pintura!

 

* Ele está cagando e dançando…*

 

o fumante    (Por Él Desdichado)

 

no topo

da humanidade

sempre tem

fogo

sempre tem

tosse

 

acompanha

a dor

e o silêncio

ganha

inspiração

por 5 minutos

 

e o melhor

da vertigem

da brusca

mudança

da pressão

 

e o princípio

de enfarto

faz da vida

5 minutos

de ilusão

 

 

 

* A MOSCA é diversidade. Reconhece qualquer coisa como válida, não se prende a conceito ou identidade, é mutação e evolução puras!

 

* O cerebrado estadista artista…*

 

Qual o sentido da vida? (por Felipe Aron)

 

Quem pode responder? As religiões dizem que todos possuímos um sentido subordinado à um conjunto de normas e valores morais determinados por alguma divindade. Penso que se isto fosse verdade, não haveria mais necessidade em existir, uma vez que tudo já estaria definido e nada mais precisaria ser criado. Se eu morresse, do ponto de vista coletivo, não faria diferença alguma, porque haveria outros que pudessem seguir as normas estabelecidades.

Na verdade, sequer precisariam existir animais racionais, uma vez que a própria capacidade criativa e inovadora do homem seria nociva para a religião, notóriamente conservadora e enraizada em dogmas. Não é atoa que o espírito revolucionário próprio de seres inquetos como os humanos é sempre criticado como "subversivo" ou "libertino" por líderes religiosos. Assim, seria mais conveniente que apenas existissem ovelhas, como o animal dominante sobre o planeta. Vem daí a comparação entre religiosos e o rebanho, o pastor e suas ovelhas.

Como o sentido religioso apenas faz com que não haja um sentido da própria existência, a religião é em verdade, o próprio niilismo, uma vez que faz apologia ao nada, a nenhuma mudança, a nenhuma transformação humana que para eles, iria de encontro aos preceitos já estabelecidos por alguma entidade superior (Deus). É preciso então buscar um sentido próprio. É preciso entender que nós existimos e temos um cérebro justamente para que ele encontre utilidade, para que crie um sentido para sua própria existência.

Assim, não existe tabu inquebrável, embora você não precisa quebrar todos. Não existem valores imutáveis, embora você não precisa romper com todos. Não existe bem e mal porque não existe quem defina o que são, embora deva saber que sair prejudicando todos os que encontrar pela frente provavelmente vai fazer com que você saia prejudicado por alguém também.

Sartre disse que a essência, o sentido da vida surge após o nascimento e cada um deve buscar o seu. Penso que aí se inclui a morte também. Se durante nossa vida, estamos criando e formando o sentido dela, a obra estará será terminada - porém nunca pronta, quando morremos. Muitas vezes, quando escrevo, me preocupo em deixar um bom acervo sobre meus pensamentos, opiniões, idéias e tudo mais, para que não morram comigo. Não sei dizer se é uma contribuição significativa. Talvez ainda não, mas eu também não cesso de escrever. Sinto-me como construindo um castelo, tijolo por tijolo, seja quando dou aulas, seja quando exponho minhas idéias, seja quando minhas atitudes vão de acordo com o que penso e seja quando escrevo algo.

O sentido da vida, para mim, é construi-la, não caindo nos obstáculos, mas tornando-os parte da construção porque todos nós conhecemos o óbvio sorriso de satisfação de um cara feliz, neste ponto, somos todos humanos iguais, mas é diante dos desafios que as pessoas se distinguem. Que o ouro se diferencia de uma mera pedra reluzente. Por isso, mesmo não acreditando em bem ou mal, possuo meus princípios ao agir, que vão de acordo com o que eu penso, faço de minhas ações um exemplo daquilo que eu mais gostaria de expressar. Não me preocupo e nem me importo em fazer o bem e nem em ser humilde e modesto, escondendo o que eu realmente penso. Me preocupo em agir de acordo com o que eu defendo, em encontrar desafios e tornar minha existência mais e mais forte para que algum dia eu perceba que ela tem um significado.

 

 

 

* A MOSCA pergunta. Questiona constantemente sobre o valor e a motivação dos mais comuns atos, quer fazer refletir sobre a forma como realizam-se as práticas humanas.

 

* O ermitáo desalmado ... *

 

(Sem-título) (Por McMillan Hunt)

 

Não se consegue mover a mente para além do paralelismo...

Tantos ‘ismos’ nos faltam – ou se escondem – ao que sabemos sentir...

E já não cremos, perdeu o gume a certeza...

É o nada que nos preenche, a única fé que nos vem rente...

Ele quer anular tudo, principalmente a vida, e o camuflamos a priori como evoluções inabaláveis de um exterior inabalável...

Mas é o exterior quem abala!

Abala a si por nós não abalar-nos com ele, abala-nos por nos abalarmos com ele...

É o choque, o duplo encontrar da existência, que monta tudo...

Mas nós agora queremos conduzir o impacto do ser com o não-ser e superar os deuses!...

Nos expia o orgulho de sabermos ser essenciais ao que nos é o todo...

Por isso a crença é pouca, ou nenhuma, pois sempre nos foi ensinada a crença como crença exterior...

Agora somos o exterior querendo crer no interior.

A anti-crença esbarra por tudo no mundo, como pororoca, e será ela a selecionar o fim ou o renascimento do náufrago impetuoso...

Não podemos duvidar por nenhum instante de que a gênese é constante e somos os fabricantes da única realidade existente no mundo, a peculiarmente nossa.

 

 

 

* A MOSCA não é ´ista´. Não pode ser rotulada, está além de qualquer normativa de compreensão ou classificação.

 

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