PEQUENO F.A.Q. DA MOSCA
(Conforme publicado no jornal “Él Toro
Brabo”)
QUAL É O PAPEL DA MOSCA EM PASÁRGADA?
A MOSCA pretende
constituir-se como um movimento que possa reunir todos os insatisfeitos com o
status-quonão apenas de Pasárgada, mas de toda Lusofonia. O papel da Mosca é
oferecer uma via alternativa de agremiação social, englobando os distintos
campos e aspectos da cultura. A Mosca busca transformar o micronacionalismo,
explorar novas possibilidades para sua ocorrência. Mais do que isso, o
Movimento dos Sem Casa (ou Sem Causa) trata de defender alguns ideais de
nobreza espiritual que julga serem muito relevantes para a prática da vida e de
forma consequente para as atitudes micronacionais. Estes ideais estão baseados
em premissas bem simples, o amor e a liberdade.
A MOSCA não
exitará em lutar pela garantia da liberdade de qualquer micronacionalista, para
união dos conflitos desnecessários e pelo entendimento ultimaldos opostos. A
Mosca também é um movimento de defesa do cidadão pasárgado, sendo ou não sendo
integrante oficial do nosso movimento. Queremos patrocinar a cultura e a
descoberta de novos meios de realizar a micronaçáo, acreditamos nas coisas
alternativas, nas novidades e na arte.
A MOSCA É ANARQUISTA?
Não e sim. Por um
lado, a Mosca evita utilizar da política para alcançar seus objetivos, é contra
a excessiva burocratização das ferramentas sociais e da `especialização` das
relações humanas. Por outro lado, a Mosca reconhece o Estado Pasárgado, suas
leis, soberania, símbolos e cultura arraigada. A Mosca luta pela liberdade de
escolha e de atitude dos cidadãos, mas não defende a ausência do estado devido
ao fato deste ser uma das principais molas propulsoras da atividade
micronacional. Sem embargo, a Mosca tem como meta a diminuição da interferência
estatal na prática dos micronacionalistas, queremos um estado que ampare o
cidadão e não exerça coerção em suas liberdades; um estado que incentive a
independência dos cidadãos em todos os âmbitos possíveis.
A MOSCA É
VIRTUALISTA?
A Mosca não se
importa com essa questão. Como dito em nosso manifesto, aceitamos qualquer
forma de prática micronacional que possa refinar o micronacionalismo,
tornando-omais atrativo, prazeroso e principalmente enriquecedor para seus
praticantes. A Mosca reconhece a ficção e a realidade factível com pesos iguais
na balança da atividade micronacional. O que se deve atentar é somente
para forma como se realiza. Tanto o
realismo quanto o virtualismo podem ser benéficos ou não para a evolução da realização
micronacional e nenhum dos dois guarda, em si, características universais e
abrangentes de valor. Ambos se estabelecem como aceitáveis ou não na medida em
que estão inseridos num contexto determinado (ou indeterminado) da realidade
social e cultural da micronaçáo.
A MOSCA É LIBERTINA?
A Mosca pode ser
ou não libertina. A Mosca não tem em suas bases de ação um princípio de
ilegitimada desorganização da sociedade, nunca. Todavia, a Mosca reconhece a
turbulência social como ferramenta de enfraquecimento de estruturas sociais,
políticas e culturais que executam a limitação das liberdades dos
micronacionalistas. A Mosca sim gosta de festa, de alegria e abastança, mas
isso não tem que ver com a destruição de bases sólidas da sociedade pasárgada
que são essenciais para a manutenção e bom convívio social. A Mosca adora uma
farra, mas com camisinha!
DE ONDE VEIO ESSE
NOME...MOSCA?
O nosso nome MOSCA encaixou-se perfeitamente. Primeiro por satisfazer a sigla de nosso movimento (MOvimento Sem CAsa ou MOvimento Sem CAusa) e depois principalmente por ser um inseto (um animal!) renegado, o qual é motivo de assombração, o qual é conhecido por espezinhar... É também pequena e astuta, veloz, sagaz... E parece ser muito independente! Até voa! Esses todos são preceitos e realidades de nosso movimento, a repulsa e o temor por parte das camadas dominantes da sociedade, nosso caráter de liberdade, inteligência e sem-vergonha de atuar quando é hora necessária. Nossas atitudes artísticas são como o zumbido de uma Mosca....ZZZUUUUZZZZUUUU...! É impossível não prestar atenção em nós, é impossível que não tenhamos um impacto perturbador e assombroso, pois a nossa busca é pelo novo, pelo outro de nós, pelo seguinte, pelo adiante do micronacionalismo!
POR QUE A MOSCA
INSISTE
É que náo queremos colocar um rótulo sobre a liberdade de
nosso potencial. Náo queremos ajudar a fortalecer um arquétipo de nosso
movimento, pois a nossa intençáo é justamente contrária. Queremos fugir da
fixidez de uma ideologia, de um partido político, de uma corrente ou doutrina
qualquer. Nossa busca é por ser alguma coisa de indecifrável, de inominável, de
inexplicável e náo algo que possa ser caracterizado em algum tipo de padráo ou fio
condutor de comportamento. Se temos um fio condutor, este é o fio condutor de
náo ter um fio condutor. Um pouco paradoxal? É que somos assim mesmo!
QUEM FAZ PARTE DA
MOSCA PODE SER FILIADO A UM PARTIDO POLÍTICO?
Claro que sim. Inclusive isso já ocorre. A MOSCA pretender
ser um ambiente que englobe a política, portanto náo há problema nenhum em ser
filiado a algum partido e participar do movimento. Embora a política seja uma
ferramenta evitada e muitas vezes negada pelas moscas, queremos ser também um
ponto de interseçáo e entedimento das diversas forças políticas da sociedade,
abrigando membros e simpatizantes das distintas casas pasárgadas. Estamos acima
da identificaçáo e propriedade políticas e participar de nosso grupo é
simplesmente reconhecer que a política pode ser transcendida através da arte e
do amor.
A MOSCA TEM ALGUM
TIPO DE LIDERANÇA OU HIERARQUIA INTERNA?
Náo. Em nosso movimento todos têm igual oportunidade e
reconhecimento para criar projetos e açóes, náo precisando recorrer à autorizaçáo
de ninguém especificamente. Nossa organizaçáo interna está baseada num simples
comum acordo dos membros e as questóes sáo resolvidas com uma prática consulta
popular interna. Algumas vezes uma unanimidade é muito difícil em certos
assuntos, mas a liberdade de criaçáo tem privilégio sobre a liberdade de
coerçáo. Assim, na MOSCA sai na frente quem quer criar (e cria!) coisa nova e
fica para trás quem quer ficar para trás. Isso náo impede em nada que façamos
forças-tarefa para a resoluçáo de nosso projetos, distribuindo (a partir de
voluntariado) encargos (e nunca cargos) para um determinado projeto. Mas o mais
importante é que na MOSCA há uma horizontalidade de respeito e reconhecimento
de potencial e nossa verticalidade advém unicamente de méritos construídos a
partir de atividades realizadas.
DE ONDE NASCEU A
MOSCA?
A MOSCA, praticamente desde o seu nascimento, reúne
interessados e agitadores culturais de distintos cantóes de Pasárgada e
realmente náo quer assimilar-se a uma outra regiáo. Sim que procura manter e
valorizar a pluralidade de seus integrantes, seja variedade ideológica,
cantonal ou - abrangentemente - cultural. Nascemos em um momento onde Pasárgada
parecia precisar de um grupo minimamente coeso para fortalecer e dar base para
os interessados em produzir cultura e arte. Em verdade a MOSCA náo tem um fundador,
mas é fruto de um momento histórico do país e sua fundaçáo é produto mais de um
conjunto de fatores socio-culturais do que de um ou outro micronacionalista.
AFINAL, COMO FAÇO SE
EU QUISER SER UMA MOSCA TAMBÉM? E SE EU FOR DE OUTRA MICRONAÇÁO?
Isso é o mais simples de tudo. Além de ler (e simpatizar) com nosso manifesto e nossas publicaçóes e açóes, é simplesmente enviar um correio eletrónico para [email protected] . A nossa lista principal de comunicaçáo náo tem moderaçáo de entrada e nem de conteúdo, assim que qualquer micronacionalista é livre para juntar-se ao nosso infame movimento. Membros de outros países também sáo muito bem-vindos, afinal náo queremos restringir nosso raio de influëncia somente a Pasárgada, mas ser farol penetrando todos os sendeiros da Lusofonia.