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A IGREJA DE S.BR�S
   A Ermida de S. Br�s (juntamente com as igrejas dos L�ios e S. Francisco) marca, talvez mais do que a transi��o da arte do s�culo XVI,  a introdu��o do tardo-g�tico em �vora.
    Esta constru��o, integrada no contexto europeu, ao n�vel dos nacionalismos e regionalismos, � um exemplo singular da coexist�ncia de sensibilidades diferentes: influ�ncias arquitect�nicas de uma corrente mediterr�nica com elementos de fei��o portuguesa e mud�jar.
    Esta des-unidade tem, paradoxalmente, uma unidade bem vis�vel, a afirma��o alentejana de uma arquitectura no contexto do tardo-g�tico portugu�s.
    Na verdade, a sociedade, durante este per�odo art�stico, surge com renovado fervor religioso em contraste com o luxo (quase desregrado) que a invadiu.
    A ermidinha foi mandada construir por D. Jo�o II, onde existiu temporariamente uma albergaria de madeira para tratar dos doentes da peste de 1479-80.
    J� estava ao culto em 1490. Ao proceder-se a remodela��es em 1573, recobriram-se pinturas murais e azulejos e perdeu-se o ret�bulo cl�ssico.
    O monumento, delineado por mestre desconhecido, apresenta singular originalidade na arquitectura portuguesa. Tem planta rectangular e al�ados baixos e grossos, salientando-se tr�s partes distintas: p�rtico, nave e capela-mor.
    Destaca-se, a alvura da sua cal (outrora), o recorte dos seus catorze contrafortes cil�ndricos coroados por coruch�us c�nicos e ainda o diadema de merl�es chanfrados no remate dos muros e a pureza dos volumes geom�tricos.
G�rgulas de granito, representando animais, protegem todo o edif�cio. Ao longo da cornija notam-se vest�gios muito curiosos de friso de esgrafitos, representados por emblemas manuelinos, cruzes de Cristo e temas geom�tricos.
  O p�rtico comp�e-se de tr�s arcos ogivais apoiados em meias colunas de alvenaria com capit�is de folhagem. � um elemento que enobrece a ermidinha e permite ampliar, em dias de festa, o espa�o reduzido do interior.
     A nave, muito simples, com ab�bada de meio canh�o, tem dois altares, um de cada lado, dedicados a S. Rom�o e a Nossa Senhora das Candeias. S�o de talha dourada e de estilo roc�c�. O rebordo branco da ab�bada amplia e alegra e o revestimento azulejar de esmalte verde e branco empresta uma decora��o verdadeiramente surpreendente. A simplicidade e o gosto da geometriza��o e a nave �nica denotam uma sensibilidade mud�jar bem patente na graciosa combina��o de formas, materiais e t�cnicas.
     Na capela-mor, o ret�bulo dourado de estilo roc�c�, representa a Natividade, Ressurrei��o de Cristo, Prega��o e Mart�rio de S. Br�s. No centro est� a escultura de madeira do padroeiro, - S. Br�s - que a tradi��o afirma representar o retrato do monarca fundador, D. Jo�o II.
     � muito importante o n�cleo de ourivesaria sacra, de prata dourada, da extinta Confraria, que se guarda no Museu Regional como patrim�nio da C�mara Municipal de �vora.
    Salienta-se o c�lice manuelino, revestido de esmaltes policromos com inscri��o g�tica; o b�culo barroco, oferecido pelo de�o Diogo de Miranda Henriques; a mitra doada pelo inquisidor-mor Manuel Magalh�es de Meneses e o relic�rio de S. Br�s, enfeitado com a ef�gie do titular, do s�culo XVII.
     No adro desta ermida, no s�culo XVIII, costumavam armar-se as tribunas dos inquisidores para assist�ncia aos Autos de F� do Santo Of�cio.
Edif�cio de car�cter robusto, protegido por botar�us rematados por coruch�us e coroado superiormente por merl�es chanfrados, apresenta ainda um friso de esgrafitos ao gosto da �poca.
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