S�o os pequenos medos que sutilmente roubam nossas vidas. Os grandes valores � morte, perda, o sentido da vida...
isso, geralmente, n�s podemos ignorar e ignoramos na maioria de nossos dias. Fil�sofos e te�logos podem refletir sobre os detalhes de tais quest�es, mas a maioria das pessoas n�o t�m tempo, ou procuram evitar esses pensamentos, ou apenas t�m sorte por n�o serem massacradas por muita curiosidade.
Muitos medos s�o racionais, naturalmente, e podem ser amigos de nossas vidas; o medo que aumenta nossa aten��o em uma parte escura da cidade, por exemplo, ou o medo da queda que n�s nos temos ao estar perto da beirada de um penhasco em um dia ventoso.
O medo, entretanto, � uma besta inteligente. � atr�s da fachada amena do medo que repousa o real perigo, venenoso como a cauda do escorpi�o, sempre pronto a atacar.
Quanto de seu dia � �dedicado� aos pequenos medos? � mais do que voc� pensaria, a princ�pio. Os pequenos medos s�o os tipos de medo que n�s mal notamos, no entanto ignoramos raramente.
S�o os que fazem cada dia confort�vel: o medo da exclus�o que nos inclina a ficarmos conformados em muitas situa��es; o medo de ser ridicularizado que nos silencia quando n�s gostar�amos de rir espalhafatosamente; o medo da rejei��o que faz com que n�s evitemos muitas conex�es em potencial.
N�s j� estamos acostumados com esses medos, pois eles se infiltram em nosso dia-a-dia sutil e suavemente, com o m�nimo de conflito poss�vel.
S�o os medos que nos fazem cumprir o hor�rio de trabalho, que nos impedem de desafiar a opini�o e os m�todos de nossos superiores.
O medo assegura-nos de estar constantemente na defensiva, respondendo sempre no presente aos nossos piores pensamentos do que o futuro trar� se n�s n�o nos prepararmos.
O medo das conseq��ncias limita as a��es que n�s executamos. O medo se torna o ator em nossas vidas, enquanto n�s gradativamente nos juntamos � audi�ncia, assim tornando-nos espectadores passivos dos eventos rotineiros de cada um de nossos preciosos dias. Assim,
n�s desperdi�amos nosso tempo rebaixando-nos a estes medos, e nossas vidas passam despercebidas, sem dar chance a lamenta��es posteriores.