PARAÍSO GARCIA
A história da localidade de Paraíso Garcia ainda não foi escrita, o que vem dificultando profundamente nossos estudos. Com o objetivo de ampliarmos o conhecimento geral a respeito, abrimos aqui um espaço para os dados que temos encontrado.
No povoado chamado
então José Pinto, foi construída a capela de São
Sebastião de Nova Cruz, em 1901. Teve este nome até 1911,
quando foi criado o distrito com o nome de Campolide. O território
que o constitui foi desmembrado de Santa Rita de Ibitipoca e dele faziam
parte ainda, entre outros, os povoados do Vermelho e do Almeidas.
Mais tarde, o governo
de Minas Gerais mudou o nome do distrito de Campolide pelo de Saldanha,
nome de um morador da localidade chamada Almeidas. Pelo mesmo ato governamental,
a sede do distrito foi transferida para o antigo povoado chamado Vermelho.
Em 1938, o distrito
de Saldanha foi desmembrado do município de Barbacena, incorporado
ao novo município de Bias Fortes e teve restabelecido o nome Campolide.
Com isto passou a haver duplicidade deste nome: Campolide, povoado (antigo
José Pinto) e Campolide, vila (antigo Vermelho).
Finalmente, em 1962,
o distrito de Ibitipoca foi elevado a município, com o nome de Santa
Rita de Ibitipoca, e a ele foi incorporado o território correspondente
ao distrito de Campolide, desmembrado do município de Bias Fortes.
Na mesma ocasião, parte do território de Campolide passou
a formar novo distrito, com sede no povoado de Campolide - antigo José
Pinto - e com nome de Paraíso Garcia, em homenagem a Paraíso José
Garcia”.[2]
Como se vê, nossos estudos nos levam a pesquisar o entorno da atual Paraíso Garcia, região de povoamento bastante antigo, com predominância das famílias Garcia e Pereira.
A cidade de Bias Fortes, à qual Paraíso Garcia pertenceu, tem referências históricas a partir de 1826, quando uma povoação chamada Quilombo já gozava da categoria de “distrito”. Segundo tradições locais, a denominação surgiu por ser local de esconderijo de negros fugitivos que se aglomeravam no entroncamento de dois rios: Quilombo e Vermelho. Somente no século vinte veio a ser conhecida com o atual nome, homenagem à Crispim Jacques Bias Fortes. Entre os documentos mais remotos de que se tem notícia, o livro “Termo de Conciliação do Bem Viver” foi aberto e rubricado pelo Juiz de Paz de nome José Ribeiro de Almeida. Nos anos cinquenta do século vinte, o distritro de Paraíso Garcia era também conhecido como Paraíso Grande.[3]
Já o nome Santa Rita de Ibitipoca tem tradição histórica bem mais conhecida. Freguesia desmembrada de Barbacena a 21 de outubro de 1826, a Igreja de Santa Rita de Cássia de Ibitipoca registra Francisco Joaquim de Araújo como seu primeiro vigário colado, apresentado por carta da regência de 03.02.1832. Em seguida contou com o padre José Joaquim de Almeida, apresentado por Carta da Presidência da Província de 09.10.1839 e colado no dia 06.12.1839. Em sua criação, teve esta freguesia as capelas filiais de Quilombo e Ibertioga.[4]
Para levantarmos
as origens da família de Paraíso José Garcia, assim
como a história da localidade hoje conhecida como Paraíso Garcia,
servimo-nos da seguinte relação de freguesias e distritos
do município de Barbacena. [5]
Freguesia de Nossa
Senhora da Piedade de Barbacena;
Freguesia de João
Gomes;
Freguesia de Melo
do Desterro;
Freguesia de Nossa
Senhora das Dores do Rio do Peixe;
Freguesia de Nossa
Senhora da Conceição da Ibitipoca;
Freguesia de Quilombo;
Freguesia de Santana
do Barroso;
Freguesia de Santa
Rita de Cássia de Ibitipoca;
Distrito de Curral;
Distrito de Ibertioga;
Distrito de Ilhéus;
Distrito de Livramento;
Distrito de Ribeirão;
Distrito de Santana
do Garambéu.
Em nosso próximo
artigo falaremos um pouco mais do Povoado de José Pinto, nascido
em terras de José Avelino da Silva Pinto. Em 1904, Paraíso
José Garcia adquire a vila e para ali transfere-se com sua família.
Bibliografia