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SILÊNCIO!...
No fadário que é meu, neste penar,
     Noite alta, noite escura, noite morta,
     Sou o vento que geme e quer entrar,
     Sou o vento que vai bater-te à porta...

     Vivo longe de ti, mas que me importa?
     Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
     Em roda à tua casa, a procurar
     Beber-te a voz, apaixonada, absorta!

     Estou junto de ti, e não me vês...
     Quantas vezes no livro que tu lês
     Meu olhar se pousou e se perdeu!

     Trago-te como um filho nos meus braços!
     E na tua casa... Escuta!... Uns leves passos...
     Silêncio, meu Amor!... Abre! Sou eu!...

        Florbela Espanca
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Por: Alexa (Paradise)
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Fevereiro 2001
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