| Horizonte a única sala disponível do sonho universal O das duas criações a primeira a que fica, a segunda a que passa, não passasse sempre tudo e nada mesmo se quedasse mas por aqui nada passa. … nada passa que não tenha incessantemente passado sob as nuvens do céu, nas asas de um tufão Nas asas de um tufão me levaram as palavras, cujas Letras soletro como o vento em turbilhão. Quem as traz, quem as leva? Partimos ou ficamos? Não há partida nem chegada A viagem é longa e sem retorno A alma voa sem fronteiras Ventos contrários Tufões malditos A hora nunca chegará! Oxalá não chegue … se for a hora da partida. Deixar Macau, não é desejo. Deixar Macau não é projecto, Nem é sonho, nem vontade … Nem será fatalidade… Ah! Mas se for a hora de chegar … Se for a hora de sentir nas ruas os sons inconfundíveis desta cidade onde respiro a brisa estranha e familiar da terra que me conquistou, então será com ansiedade, será com alegria que a saudarei. É sempre com alegria que saudamos o que de bom a vida tem para nos dar…mas, por vezes, a vida também nos dá a decepção e nos prega partidas em cada esquina. O que é importante é estarmos bem connosco e também com os outros. Se nos dermos as mãos construiremos, com certeza, Um mundo onde é possível encontrar a plenitude… O que é a plenitude… A plenitude é o nosso desejo de viver. A plenitude é inesgotável porque entre o céu e a terra é o vazio Entre o céu e a terra é o vazio… De Lao Tze até ao presunto, que é aquilo que fica entre as duas fatias de pão. Os poetas ficam entre o Céu e a Terra - mais ao pé do Céu? - não será água nem ar, talvez espuma. Fica sempre entre qualquer coisa - "entre" no seu sentido ascendente - presunto, portanto. Como é bom estar no presunto, ser presunto. Sobretudo presunto de "pata negra", colocado na posição cimeira dos Presuntos. |
| POEMA COLECTIVO |
No dia 4 de Outubro (de 2000) realizou-se um encontro de poetas de Língua Portuguesa de Macau com a presença de Alberto Estima de Oliveira, Yao Jingming, Henrique de Senna Fernandes, Carlos Marreiros, Carlos Morais José, Fernando Sales Lopes, Silveira Machado, Fernanda Dias e ainda com a participação de Miguel Senna Fernandes que declamou Adé e Amílcar Martins que leu Camilo Pessanha e um texto seu. Deste encontro que encheu a Galeria da Livraria Portuguesa resultou o poema colectivo que segue. |
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| Por: Alexa (Paradise) Reservados todos os direitos de autor Abril 2001 |
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