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Um passeio choroso
Através da ingratidão
Desta cidade de ateus
Irónicamente chamada
Do Santo Nome de Deus,
De calçadas pavimentadas
Com a maldade de um mundo
De valores adormecidos
Sob o peso das muralhas
Donde me espreitam canhões
Também condenados ao silêncio
Que me rodeia no percurso
Em que sou acompanhada
Por um quarto crescente
Da lua tímida e discreta
Sorrateiramente envolta
Num manto azulado de luz
Totalmente roubado do brilho
Que na infância me envolvia
Nas noites quentes de Verão
Vagueando pelas planícies
Das terras áridas além-rio
Em que alargando o olhar
Me demorava e me perdia
Na contagem das estrelas
Querendo encontrar um dia
Uma que brilhasse só para mim.

Por: A.F.
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Passeio
Choroso...
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Por: Alexa (Paradise)
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Abril 2001
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