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SOFRI UMA GRANDE DECEPÇÃO O QUE FAZER? Pergunta: Conheci meu marido com 16 anos e ele com 18, namoramos 1 ano e meio e nos casamos, temos uma filha de 12 anos. Meu casamento nestes anos todos sempre foi maravilhoso, cheio de cuidados,carinhos e fidelidade. Meu marido sempre fez questão que contar a todos como era maravilhoso estar casado comigo e de como eu era "tudo". Estamos hoje eu com 30 anos, ele com 32. Há uns dois meses ele se envolveu com uma menina de 19 anos estagiária na mesma empresa que ele trabalhava, começou a se afastar de mim, ficou estranho. Quando eu o coloquei contra aparede, ele confessou tudo e me disse que iria abrir mão de tudo para ficar com ela, que o que ele tinha sentido era muito forte, eu fique absolutamente sem ação, só conseguia chorar. Uma semana depois ele me disse que tinha se encontrado e conversado com ela, e tinha percebido que não era o que ele esperava e que se eu quisesse ele queria tentar comigo novamente, e eu aceitei e é lógico que eu continuava mal. Uma semana depois ele me disse que não estava aguentando me ver sofrer e que queria uma tempo. Durante o dia nós trabalhamos, ele me liga o tempo todo, para conversas do dia a dia, pergunta como estou, almoçamos e jantamos juntos, eu durmo em casa com minha filha, ele dorme na casa da tia dele. Todos os dias fazemos sexo como era antes dos acontecimentos, e é muito bom, nos beijamos muito e nossas conversas são muito agradáveis, mas ele me diz que não se sente seguro para me passar segurança. Ele não trabalha mais na mesma empresa que fechou e nunca mais se encontrou com a outra. Faz um mês que tudo isto está acontecendo, emagreci 11 quilos e ultimamente durante o dia tenho depressão e à noite pânico, nestas noites de pânico ele dorme em casa e tenta me ajudar. Não sei que atitude tomar, ou eu o mando pro inferno de uma vez, peço o divórcio e pensão (não tenho coragem), ou vou ficar nesta situação pra sempre. Não sei o que fazer, pois sempre fui independente, decidida e corajosa, agora não sou nada. Me ajude. Resposta: A vida... ah! A vida... Será que pode existir outra estrada tão maravilhosa e tão cheia de surpresas? Alguém disse, uma vez, que os problemas e as dificuldades da vida não acontecem por acaso. Todas as dificuldades que enfrentamos possuem uma finalidade, um objetivo. E quais seriam estes objetivos? Talvez não tenha notado, mas em sua vida, quantas decisões você tomou baseadas em erros ou acertos do passado? Quantas dificuldades foram superadas pelo simples fato de você já tê-las enfrentado antes, e com isso, reunido experiência e força, para vencê-las em combates futuros. Quantas pessoas você ajudou, evitando que sofressem, baseada nas suas próprias dificuldades? E quantas vezes você livrou-se de sofrimentos e preocupações, graças aos amigos, conhecidos o familiares, que já haviam quebrado a cara antes de você e puderam dar valiosos conselhos. Você já ouviu falar em Montezuma? Montezuma foi o último Imperador do Império Asteca, no México. Quando os espanhóis chegaram ao México foram bem recebidos por Montezuma e seu povo, que achavam que os espanhóis eram a reencarnação dos seus deuses, que estariam retornando à terra. Quando os Astecas descobriram que os espanhóis não eram os seus deuses, rebelaram-se, mas foram massacrados. Seu líder Montezuma, foi preso, humilhado e teve sua cabeça decepada. Por que será que isto aconteceu com os Astecas? Apesar de possuírem muitas riquezas (ouro, prata, esmeraldas, rubis, etc.) os Astecas eram inocentes, e renderam-se à encantos baratos, como espelhos, pólvora, fogo fácil e outras porcarias que foram oferecidas pelos espanhóis. Assim como os Astecas sucumbiram devido à sua inocência diante do desconhecido, muitas vezes, em nossa vida, pecamos e erramos justamente por estarmos frente à frente com o desconhecido, com aquilo que nunca sentimos, com aquilo que nunca vivemos. A falta de experiência e de orientação frente à uma situação nunca vivida, pode levar as pessoas à tomarem atitudes que podem trazer sérios e graves prejuízos. Podemos citar como exemplo um rapaz chamado Pedro (nome fictício) que era apaixonado por uma moça chamada Rosângela (nome fictício) que estudava na mesma sala que ele. Entretanto, ela não estava nem um pouco interessada nele, nem mesmo dava-lhe atenção. Uma outra moça, que chamava-se Vanda (nome fictício) e estudava em outra sala era apaixonada pelo Pedro, e como fazia parte do seu círculo de amizades, tomou coragem e declarou o seu amor. Pedro, sem esperanças de conquistar o amor de Rosângela, e percebendo a sinceridade no amor de Vanda, aceitou namorar, embora ainda não gostasse dela. Alguns meses se passaram, e Pedro já começava a gostar daquela moça tão carinhosa, tão meiga, que era Vanda, mas o seu sentimento ainda era pequeno, se comparado com a intensidade do amor que Vanda nutria por ele. Um belo dia, Pedro foi abordado no pátio do colégio durante o recreio, por Rosângela, que disse que estava disposta a namorar com ele. O mundo de Pedro caiu... ela não sabia o que fazer. O que era melhor, ficar com Vanda que ele sabia que realmente o amava, ou trocá-la por Rosângela da qual ele gostava e não tinha certeza da sinceridade e da intensidade dos sentimentos dela? Pedro nunca havia passado por uma situação assim, e sinceramente não sabia o que fazer. Durante vários dias aquela dúvida o consumiu por dentro, pois ele sabia que da sua decisão dependeria a felicidade ou o sofrimento de três pessoas. Finalmente, mesmo sem ter certeza do que fazia, Pedro resolveu abandonar Vanda e iniciar seu namoro com Rosângela. O rompimento com Vanda foi muito dolorido, já que ela o amava de verdade e sofreu muito com a separação. O namoro com Rosângela começou muito bem, mas não resistiu mais do que alguns meses, para ser mais exato, dois meses. Ao descobrir que Pedro estava novamente sozinho, Vanda o procurou para reatarem o namoro, mas ele disse que seria um cafajeste se fizesse isto, já que ele a havia trocado por outra e não merecia o perdão dela. Vanda insistiu, dizendo que estava disposta a passar uma borracha no passado e iniciar um novo relacionamento, sem preocupar-se com o que já havia passado. Olhando no fundo dos olhos de Vanda, Pedro percebeu o quanto ela o amava. E aprendeu que nós não devemos nunca trocar o que é certo, pelo incerto. Ele aprendeu que não devemos tomar nenhum tipo de decisão, seja ela qual for, quando estamos em dúvida, e não temos certeza de nossas vontades e necessidades. Neste caso, o melhor a fazer é analisar friamente a situação, e se necessário, pedir opiniões externas, de pessoas imparciais, para só então decidir o que fazer. Não é possível prever atitudes, nem tampouco é recomendável justificar atitudes já tomadas. Entretanto, podemos fazer algumas considerações. Ressaltamos que devido às circunstâncias, não podemos, nem iremos acusar ou defender ninguém. Consideremos e analisemos cuidadosamente: - Casamos quando éramos novos, sem experiência. Como poderíamos analisar corretamente uma situação baseada em fatos que são novidade para nós? - Com que parâmetros poderíamos julgar uma paixão, se isto também é novidade para nós? Como descobrir se o que sentimos é realmente amor, ou apenas uma atração física, se não temos a experiência de ter vivido vários relacionamentos amorosos antes do casamento? - Será que o que aconteceu com nosso parceiro, poderia acontecer conosco? - Se nós tívessemos errado, e descoberto mais tarde, que estávamos enganados, o que aconteceria? - Quem erra, tem direito à perdão? - Será que somos perfeitos? - Podemos nos arrepender? - O ser humano tem o direito de errar? - Nós podemos perdoar? - Conseguiremos conviver com o nosso erro e o perdão do parceiro, ou com o erro do parceiro e o nosso perdão? - Se o erro fosse nosso, gostaríamos de ser perdoados e ter outra chance? - Como gostaríamos de ser tratados se o erro fosse nosso? A decisão não é fácil, e talvez fosse melhor se tomada com a ajuda de um terapeuta de casais. É preciso analisar tudo que já foi passado em companhia do parceiro. Se a vida do casal sempre foi boa, será que apenas um problema, um erro, tem o poder para acabar com tudo o que foi vivido? Vale à pena desistir de tudo? Só quem está diretamente envolvido tem esta resposta. É preciso que ambos conversem sobre esta situação e cheguem a um consenso. O ser humano tem o péssimo hábito de não tomar certas decisões, ou de não aceitar certos fatos, apenas pela satisfação ridícula de não dar o braço à torcer. E mesmo sofrendo, acha que ganhou alguma coisa. Se o casal ainda se ama, precisa parar e ouvir aquilo que seu coração está dizendo... Muitas vezes em nossa vida, já temos tudo do que precisamos. Entretanto, em algumas ocasiões, precisamos tomar um susto, para perceber que o que temos é muito importante. |
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