Chico Alencar, Maninha e Ivan Valente anunciam filiação ao PSOL
Agência Câmara - 27/09

Os deputados Chico Alencar (RJ), Maninha (DF) e Ivan Valente (CE) anunciaram, nesta terça-feira, sua desfiliação do PT e a filiação ao PSOL. Os deputados Orlando Fantazzini (RS) e João Alfredo (CE) também já deixaram o PT. Ivan Valente explicou que resolveu mudar de partido porque o PT fez uma opção pelo capital financeiro. O partido, segundo ele, escolheu um modelo econômico que manterá a maioria da população excluída. O deputado adiantou que votará no deputado Aldo Rebelo (PCdoB-AL) na eleição para a Presidência da Câmara, embora a bancada do PSOL ainda não tenha definido quem apoiará na disputa. Ivan Valente explicou que todos estão se filiando ao Psol para ajudar a construir o partido.

Já a deputada Maninha comparou sua saída do PT ao fim de um casamento:

- Continuamos apaixonados, mas as brigas são tão freqüentes que impedem o casamento de prosseguir - afirmou.

Ela lembrou que suas divergências com orientações do partido já são antigas. Maninha assinalou que sua filiação ao PSOL tem o objetivo de consolidar uma alternativa política para a esquerda. Ela acredita que o PT esgotou todas as possibilidades de mudança em razão da eleição interna, cujos resultados do primeiro turno já apontam para uma vitória da corrente Campo Majoritário, que comanda o partido atualmente. Ela não quis adiantar seu voto na eleição da Câmara e disse que vai aguardar a decisão do PSOL.

O deputado Chico Alencar explicou que muda de partido para manter seus princípios:

- É muito duro deixar a casa onde nasci. Saio do PT para continuar petista - afirmou o parlamentar, referindo-se aos princípios do petismo histórico, que, em sua opinião, tem sido esquecido pela atual direção do partido.

Orlando Fantazzini (SP), que anunciou sua saída na segunda-feira, explicou que a maioria conquistada pelo Campo Majoritário no Diretório Nacional inviabiliza a permanência no partido da ala esquerda, mesmo que todas as correntes de esquerda se unam para eleger um candidato de oposição para a presidência do PT, no segundo turno.

- A eleição interna do partido era a última trincheira para fazer o esforço de convencimento de mudança nos rumos do governo Lula. Nós perdemos essa batalha, mas uma batalha não significa uma derrota. A guerra contra o imperialismo do capital não vai ser mais no PT, vai continuar no PSOL.

Depois que as desfiliações forem formalizadas na Mesa da Câmara, o PT deixará oficialmente de ter a maior bancada, que passará a ser do PMDB.

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