Em Defesa dos Direitos Sociais
PALAVRA CRUZADA - 23/06

Em Defesa dos Direitos Sociais
Mudar a política econômica é romper com o FMI e não pagar a Dívida Externa!

Contra a Corrupção, pela Apuração e Punição dos Culpados

A crise aberta pelas declarações do deputado federal Roberto Jefferson, presidente do PTB, da base de sustentação do Governo Lula, mostra que as elites mesmo ganhando com a política econômica do governo federal, como os bancos e o agronegócio, que nunca lucraram tanto, querem muito mais.

A ofensiva das elites encontra terreno fértil na política de alianças e na política econômica do governo. Quando um presidente operário compõem seu governo com empresários, executivos dos bancos americanos e políticos dos partidos que há décadas assaltam o Estado brasileiro, passando cheques em branco para campeões da tropa de choque de Collor, como Roberto Jeferson, é possível avaliar que políticas a favor da maioria trabalhadora não são a sua prioridade. Mas, precisamos admitir, poucos poderiam prever o “tsunami de lama” em que se transformou o governo Lula.

Não existe cenário de golpe

Agora, quando as denúncias de corrupção são espalhadas no ventilador, há defensores de Lula e de seu governo que querem fazer os movimentos sociais acreditarem que está em marcha um golpe da direita contra Lula.As elites optaram pelo caminho seguro de seguir sangrando o governo até as eleições. Não interessa fragilizar o regime. Jeferson diz que Lula nada sabia, o PSDB e o PFL (que comercializam votos desde que vieram ao mundo e hoje posam de noviças) afirmam que o governo está encrencado, mas Palocci, Meirelles e a política econômica (a mesma de FHC) têm que ser mantidos. Por isso, até o momento, de forma veemente, preservam o presidente Lula, para não criarem um clima de instabilidade que tenha reflexos sobre a política econômica, e deste modo possam seguir atacando as condições de vida da população.

Se algum golpe está sendo preparado é contra o povo

E o que faz Lula para tentar recuperar a “imagem positiva” do governo? Anuncia medidas “do bem” , como diminuir os impostos sobre os capitalistas, ampliar os subsídios para as universidades privadas, ampliar o superávit primário, aumentando a Desvinculação de Receitas da União (DRU) que passaria dos atuais 20% para até 35%. Desvincula o salário mínimo dos benefícios da Previdência Social, reprime a greve do funcionalismo, acelera as (contra) reformas que retiram direitos dos trabalhadores, ou seja, empurrado contra a parede pelas denúncias de corrupção, o governo tenta garantir-se reforçando a confiança das classes dominantes em sua fidelidade ao neoliberalismo.

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