Plínio Arruda Sampaio lança candidatura para presidência do PT
PALAVRA CRUZADA - 13/05

O PARTIDO DOS TRABALHADORES foi fundado há 25 anos, no bojo do mais formidável processo de lutas de massas de nossa História. Esse movimento, além de derrotar a ditadura militar, impulsionou organizações democráticas populares consistentes, como o próprio PT, o MST, a CUT, a UNE, dentre outras.

Hoje, o PT encontra-se numa encruzilhada. A dinâmica que o levou à presidência da República, inverteu sua vida interna. As decisões não mais emanam das bases e das instâncias democráticas. Obedecem à lógica oficial, que por sua vez submete-se a diretrizes de organismos da alta finança mundial. A democracia interna, que já vinha sendo comprometida há algum tempo, foi solapada ainda mais nestes dois anos de subordinação das direções partidárias ao núcleo do governo federal.

O PT precisa mudar, para que o governo Lula mude.

Uma direção partidária, para ser conseqüente com as bandeiras históricas que nortearam a construção do PT, deve exigir do governo:

- A mudança da política econômica, com a demissão da equipe responsável pela área. O objetivo é renegociar nossa dívida externa, para que se mude a lógica de uma diretriz baseada em metas de inflação, superávits primários e altas taxas de juros, que arrocham as nossas contas públicas. Somente assim teremos reforma agrária e políticas sociais e investimentos em setores estratégicos para o desenvolvimento autônomo e auto-sustentado do país;

- A retirada imediata das tropas militares do Haiti. A ocupação de um país soberano não pode ser o passaporte para uma maior respeitabilidade do Brasil no plano internacional;

- A manutenção do monopólio estatal do Petróleo;

- Propor formalmente ao governo a redefinição da política de alianças, a fim de compor um novo bloco, apto a dar sustentação ao Programa de Governo aprovado no Encontro de Olinda.

Ao mesmo tempo, no âmbito partidário, é fundamental:

- Convocar um encontro extraordinário para se debater o relacionamento com o governo federal. O PT não pode ser uma correia de transmissão das políticas oficiais;

- Reestabelecer a consulta permanente aos núcleos de base, como previsto em seu estatuto original, fortalecendo a democracia interna;

- Definir regras que garantam a igualdade de recursos para campanhas eleitorais entre os candidatos partidários a cargos eletivos;

- Impedir que qualquer petista seja punido por defender as bandeiras históricas do partido;

- Retomar seu programa e sua estratégia socialistas como um partido da mudança social.

Para lutar por esses pontos, lançamos a candidatura do companheiro Plínio de Arruda Sampaio para a presidência do Partido dos Trabalhadores, no Processo de Eleições Diretas de 2005.

Plínio demonstrou, em sua trajetória militante de mais de meio século, um compromisso inabalável com a luta popular e pelas mudanças estruturais que a sociedade brasileira exige. Um dos expoentes da luta pela reforma agrária, também desempenhou um papel importante no fortalecimento da vida democrática do PT e na sua vinculação com as lutas sociais. Na complexa conjuntura que atravessamos, ele tem defendido de maneira firme o projeto histórico do nosso partido.

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