![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| Legalize já! |
| Paulo Piramba |
| PALAVRA CRUZADA - 28/3 |
| O anúncio feito pela direção do PSOL, no final do ano passado, da obtenção das 438 mil assinaturas necessárias para o registro definitivo como partido político na Justiça Eleitoral, foi motivo de alegria para a maioria da esquerda socialista brasileira. Descontados os setores mais governistas da esquerda petista [e os sectários de plantão], a conclusão de mais uma etapa do processo de construção do partido é um fato importante, mesmo para aqueles que não colocam, hoje, a questão partidária como centro da discussão, e, também, para quem ainda tem reservas quanto à possibilidade do PSOL vir a ser uma alternativa estratégica ao PT. Impressiona a rapidez com que as assinaturas foram recolhidas, mesmo que o PSOL não tenha ainda uma estrutura nacional. Entre a juventude, principalmente, mas também no funcionalismo público e na população em geral, o trabalho de “formiguinha” de abordagem e convencimento demonstrou o desgaste dos partidos constituídos – principalmente o PT. Porém, se a transformação do PT num partido “igual a todos que estão aí” – como se ouviu muito nas ruas – fez aumentar a descrença nos partidos em geral, a menção às principais figuras públicas do PSOL, principalmente Heloísa Helena, contribuiu muito para a decisão de apoiar a criação deste novo partido. Nesta empreitada, os militantes do PSOL contaram com a ajuda de filiados e militantes de outros partidos, que compreenderam a importância da existência de um partido com o perfil que o PSOL pretende ter, para a democracia brasileira. Mas nada é fácil para quem não vive sob as asas dos poderosos, desfrutando de suas benesses. O processo recém-começado de entrega das fichas com as assinaturas, tem mostrado uma rigidez muito grande por parte da Justiça Eleitoral, na validação destas assinaturas. É importante lembrar que a abordagem a cada pessoa, na maioria das vezes, não permite que a assinatura seja igual a registrada nos cartórios eleitorais. Isto tem provocado uma “quebra” significativa entre o número de assinaturas recolhidas e as realmente válidas. Dentro do PSOL, então, o que se ouve é a necessidade de retomada da campanha de legalização, com o recolhimento de um número de assinaturas que crie uma margem de segurança, para a obtenção do registro dentro dos prazos estipulados no calendário eleitoral. Mas a legalização do PSOL não é somente tarefa para seus e suas militantes. Por ser mais um instrumento de luta dos trabalhadores e dos movimentos sociais, contra o neoliberalismo, na luta pela construção do socialismo no Brasil, deve fazer parte também da agenda de cada lutador social, independente de sua opção partidária. |