"Meu negócio é Pará, não Paris", afirma Rossetto
Eliane Catanhêde
Folha de São Paulo - 5/3

O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) disse ontem que todas as atenções estão voltadas para o Pará, mas que há possibilidade de "graves conflitos" em Rondônia, e ele vai ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana que vem para tentar reverter os cortes de R$ 2 bilhões no Orçamento de sua pasta.

Rossetto, porém, nega que esteja resistindo publicamente aos cortes por pressão da Quarta Internacional, organização criada por Leon Trótski (1879-1940) e sediada em Paris que reúne movimentos de esquerda e à qual é vinculada a Democracia Socialista, corrente do PT a que ele pertence.

"Meu negócio é Pará e Rondônia, não Paris", disse Rossetto. Ele diz ter lido texto da Quarta Internacional em que é cobrado, mas que discordou do teor. "O texto diz que o nosso governo não é capaz de fazer as mudanças necessárias, e eu discordo. Acho que um governo com largas composições, como o nosso, tem muitos limites, mas continua portador de uma agenda de mudanças."

O texto, citado pela Folha anteontem, diz que ele "tem permanecido muito discreto" diante dos "atrasos da reforma agrária".


 

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