As mulheres, as mais infectadas pelo HIV-SIDA
Adital - 25/2

A metade das pessoas que vivem com HIV-SIDA no mundo têm de 15 a 20 anos e o rosto da epidemia se torna feminino, disse Matilde Maddaleno, assessora das organizações Mundial e Pan-americna da Saúde.

Durante o 2º Congresso Cubano e 1º Caribenho de Saúde Integral da Adolescência, nesta cidade, a especialista referiu-se à feminilização da pandemia, que já infectou mais de 42 milhões de pessoas no planeta.

As mulheres têm maiores possibilidades de infecção do ponto de vista biológico e social, disse Maddaleno, que destacou a necessidade de se chegar à eqüidade de gênero e de resolver os grandes problemas sociais que enfrenta o sexo feminino.

A especialista ilustrou com números como não são cumpridas as previsões para as Metas do Milênio, subscritas por 189 Estados em 2000 e que contêm propostas de ações concretas para o combate à pobreza, à fome e a outros flagelos.

Na América Latina, disse, 50% dos adolescentes se encontram fora do sistema escolar, aumenta o número de mães em idade precoce e, assim, os riscos para o recém-nascido.

Um estudo realizado na região revela que 20 em cada 100 jovens teve infecções de transmissão sexual, e que aumenta o HIV-SIDA.

Cuba apresenta o menor índice de infecção por HIV-SIDA na América Latina e no Caribe graças aos programas de saúde e educação existentes, elogiados pela especialista.

Fonte: Agência Cubana de Notícias

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