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| O salto em frente é o Poder Popular |
| Movimento de Bases Populares da Venezuela |
| resistir.info - 12/2 |
| Assistimos ao encerramento de um período de ofensiva contra-revolucionária, onde o povo venezuelano, setores patrióticos das forças armadas e o governo derrotaram a dita ofensiva estratégica da direita interna, representada pelos grupos económicos, partidos políticos (Ação Democrática, COPEI, Bandeira Vermelha, Primeiro Justiça, MAS e Cúpulas Sindicais) e externa, o império norte-americano. Esse período decorre desde a promulgação das “leis habilitantes” (10/12/2000), quando teve lugar a primeira greve decretado pelos sindicatos amarelos até ao referendo, passando pelo Golpe de Estado (11/05/2001) e lock-out petrolífero. Neste período valorizamos as ajudas do Companheiro Presidente à Revolução Bolivariana:
A implementação nacional das Missões [1] permitiu incorporar o povo, maciçamente, nas políticas sociais e, fundamentalmente, a ser participante direto de uma das formas de distribuição da renda petrolífera, mas também reconfigurou uma nova institucionalidade, contraposta ao velho estado “puntofijista”. Um desafio que a partir daqui se coloca é precisamente a superação desse velho estado e a configuração de um estado de transição, democrático, nacional e popular, expressão da nova realidade nacional; para a revolução é imprescindível construir uma nova institucionalidade, um novo estado e novas relações de poder, onde o horizonte seja a socialização-democratização do poder político. A elaboração de uma política energética multilateral permitiu dar um preço mais justo ao petróleo, reativar a OPEP e, nessa direcção, valorizamos os esforços por uma política petrolífera e energética continental e subordinada às necessidades de desenvolvimento nacional dos nossos países. Encerra-se um ciclo da luta de classes, a contra-revolução foi taticamente derrotada e abre-se um novo período de confrontação, onde emergem novos atores e novos cenários. Aqui, queremos destacar a situação provocada pelo sequestro do dirigente revolucionário Rodrigo Granda, em flagrante violação da soberania nacional e um claro exemplo da expansão e aprofundamento do Plano Colômbia II, que expressa os verdadeiros planos do império para desestabilizar a Revolução Bolivariana e regionalizar o conflito colombiano, cenário ideal para dividir os nossos povos e aí colocar as suas forças militares recolonizadoras. Perante isto, repudiamos firmemente as provocações fascistas do lacaio Alvaro Uribe, títere do império norte-americano, que está a converter a república irmã da Colômbia num porta aviões ianque, a partir da qual se deslocariam as forças intervencionistas contra a nossa revolução e todos os povos latino-americanos em luta. Por isso pensamos que a estratégia imperial para derrotar a revolução bolivariana está numa fase de reelaboração e procura descobrir um novo ator que conduza a contra-revolução. E aqui está, a nosso ver, problema central: neste novo período, o aprofundamento ou a derrota da revolução passa por o povo organizado e as suas diversas formas de organização política na rua, elevando o seu nível de consciência e organização, impedir que a direita enquistada no processo, empenhe os nossos sonhos e esperanças ao império, sob a fórmula de institucionalização da revolução, canalizando o processo dentro dos parâmetros de um novo estado capitalista modernizado. Assim, neste novo ciclo histórico, os inimigos principais continuam a ser o imperialismo norte-americano e a direita, disfarçada de bolivariana, infiltrada no processo; daí ser fundamental mobilizarmo-nos e lutar para que o salto em frente da revolução seja, efetivamente, o aprofundamento das transformações sociais, políticas e económicas, isto é, que se constitua num instrumento de efetiva e real transparência do poder perante o povo organizado. A confrontação política de classes agudizar-se-á e passará para outras instâncias e planos, onde um deles é a resistência-boicote às mudanças do velho estado para a construção de uma nova institucionalidade revolucionária. Por isso, nós, homens e mulheres do campo e da cidade, organizados no Movimento de Bases Populares, 13 anos antes da insurreição cívico-militar bolivariana, queremos retomar esse mesmo espírito rebelde e heróico dos nossos militares patriotas, para novamente colocar a necessidade histórica da unidade entre o povo e as Forças Armadas, para fazer frente ao inimigo que espreita a nossa Pátria, e isso não é outra coisa senão a defesa integral da Nação. Propomos ao povo e às organizações populares a seguinte plataforma de luta que, na prática concreta, nos vá articulando e unificando, sem sectarismos, nem cálculos de grupo, pois o nosso único guia de ação deve ser a defesa e aprofundamento da revolução. Não podemos abandonar o companheiro Presidente neste novo ciclo histórico de confrontação de classes. De nós depende, pois, que a espada de Bolívar prossiga cavalgando pela América Latina. PLATAFORMA DE LUTA DO POVO BOLIVARIANO
_______________ O original encontra-se em |