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| Em campanha pela Legalização do Aborto |
| www.catolicasonline.org.br - 18/2 |
| Entidades feministas de todo o País constituíram, em 2003, as Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, dando início a uma série de ações visando a legalização do aborto no Brasil. Católicas pelo Direito de Decidir (CDD/Br), participante das Jornadas, colocou-se em campanha por essa causa. Nossa campanha foi lançada durante o V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com uma mesa da qual participaram Matilde Ribeiro, ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Nilcéia Freire, ministra da Secretaria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres, Gilberta Soares, coordenadora das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Anita Oliveira, da Marcha Mundial de Mulheres contra a Pobreza e a Violência, e Maria José Rosado, coordenadora de CDD/Br, com a mediação de Dulce Xavier, relações públicas de CDD. Essa campanha prevê a realização de oficinas de formação sobre a questão do aborto, nas quais será distribuído um kit de materiais composto por:
Com esses materiais, queremos contribuir para uma reflexão positiva sobre a decisão pelo aborto, informada e despojada de preconceitos. O aborto é tratado, nesse kit, a partir de aspectos ético-religiosos, de direitos das mulheres e da saúde pública. Além disso, estamos realizando uma coleta de assinaturas daquelas pessoas cientes da necessidade da legalização do aborto no País. Pesquisas indicam que no Brasil são realizados anualmente mais de 750 mil abortos em condições inseguras. Complicações acarretadas pelo aborto clandestino são a quarta causa de mortalidade materna no país. Além disso, cerca de 250 mil mulheres são internadas a cada ano no Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações de aborto e, dessas mulheres, a maioria é negra, jovem e pobre. Para mudar essa situação, é necessário que a prática de aborto deixe de ser considerada crime. É essencial que a mulher tenha o direito de decidir sobre o próprio corpo e de ser assistida pelos hospitais públicos, independentemente das causas do aborto. Além disso, é preciso garantir que a população brasileira tenha acesso à educação sexual, aos métodos anticoncepcionais e tenha a possibilidade de escolher ter filhos ou não. CDD defende o respeito aos direitos sexuais e reprodutivos, como parte da luta por justiça social. Contamos com o seu apoio. ____________________ O texto do manifesto é o que segue: "Pesquisas indicam que no Brasil são realizados anualmente mais de 750 mil abortos em condições inseguras. Complicações acarretadas pelo aborto clandestino são a quarta causa de mortalidade materna no país. Além disso, cerca de 250 mil mulheres são internadas a cada ano no Sistema Único de Saúde (SUS) por complicações de aborto e, dessas mulheres, a maioria é negra, jovem e pobre. Para mudar essa situação, é necessário que a prática de aborto deixe de ser considerada crime. É essencial que a mulher tenha o direito de decidir sobre o próprio corpo e de ser assistida pelos hospitais públicos, independentemente das causas do aborto. Além disso, é preciso garantir que a população brasileira tenha acesso à educação sexual, aos métodos anticoncepcionais e tenha a possibilidade de escolher ter filhos ou não. Em defesa da justiça social, assinamos abaixo em apoio à legalização do aborto no Brasil." ____________________ Para aderir entre no link http://www.catolicasonline.org.br/aborto/conteudo.asp Atenciosamente, Católicas pelo Direito de Decidir / Brasil (11) 3541.3476 |