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| Neo-aliados elogiam partido, mas esquerda petista cobra mudanças |
| Cátia Seabra |
| Folha de São Paulo - 10/2 |
| O PT chega ao jubileu de prata elogiado por novos aliados e visto com ressalvas pela esquerda da sigla e colaboradores históricos. Para Valdemar Costa Neto, presidente do PL, o partido amadureceu e buscou o consenso para chegar ao Planalto. A sigla é símbolo da ampliação das alianças petistas que resultou na eleição de José Alencar como vice-presidente. A idéia de evolução do PT também é defendida por Roberto Jefferson, presidente do PTB. "O PT hoje é mais moderado,é partido de poder. É muito maior do que há 25 anos. O PT era muito clerical, sindical e intolerante", diz ele. Ao partido, Jefferson daria, como presente pelo jubileu, uma caixa de Romanée-Conti, o polêmico vinho, avaliado em R$ 8.500, com o qual presidente Lula brindou na campanha de 2002. A avaliação de Raul Pont (PT-RS), da esquerda do partido, é menos otimista. "Estamos lutando contra essas tendências de diluição do partido, a tendência de sermos mais eleitoreiros ou eleitorais e menos militantes", afirma. De presente, ele diz ter dado à sigla a "Carta aos petistas", documento das tendências à esquerda, que cobra do governo mudanças de rumo e mais debate interno. O aliado Luiz Marinho, da CUT, diz que o maior presente o partido tem nas mãos, o Planalto, mas que "falta uma política econômica que ouça menos o sistema financeiro". Já o prefeito do Rio, César Maia (PFL), alfineta: "Um livro de administração do Peter Drucker [guru da gestão empresarial]" é o presente que daria ao PT. |