Orlando Silva
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- Minhas Valsas Ser�o Sempre Iguais- (1915-1978) Voz , interpreta��o e sentimento definem o cantor e int�rprete que alcan�ou a maior popularidade e devo��o para sua arte no Brasil , ORLANDO SILVA. Rapaz humilde do sub�rbio , numa �poca em que a concorr�ncia se fazia na base do talento , na juventude dos 20 anos , Orlando abra�ou a fama e a gl�ria ao inaugurar um estilo �nico de cantar que arrastava ao seu redor multid�es de admiradores. - P�gina de Dor- Essa capacidade de empolgar n�o foi , entretanto , consequ�ncia de recursos f�ceis. Orlando Silva representava uma arte nova , mas refinada, mesmo quando bem popular. Seu cantar era feito de sutilezas , de uma t�cnica extremamente criativa , toda sua , de acabamento perfeito. Inimit�vel , conquanto fizesse escola. - Ontem � Tarde- N�o havia quem nele n�o reconhecesse o int�rprete para todos os g�neros , o artista que sabia extrair de sua voz privilegiada , mesmo nas can��es singelas , todas as possibilidades e impossibilidades , com modula��es de graves e agudos imposs�veis , mas que emitia com a maior seguran�a e facilidade. Um fen�meno vocal que , sem favor ou ufanismo , poderia se exibir em qualquer parte do mundo. Fen�meno inexplic�vel , a n�o ser pelos des�gnios superiores , pois , nascido em ber�o pobre , n�o recebera suficiente educa��o formal , n�o conhecia teoria musical e n�o tocava nenhum instrumento , mesmo de ouvido. Tudo nele era instintivo.
- Meu Romance- Nasceu ORLANDO Garcia da SILVA em 3 de Outubro de 1915 no Engenho de Dentro , Rio de Janeiro , filho de Jos� Celestino da Silva(ferrovi�rio , violonista e "chor�o") e de Balbina Garcia da Silva. Quarto filho do casal , perdeu o pai com 3 anos. D. Balbina casou-se pela segunda vez e Orlando teria mais quatro irm�os. - O Homem Sem Mulher N�o Vale Nada- Sua inf�ncia passou-se entre Engenho de Dentro , Todos os Santos , M�ier e Largo de Pilares. "Junto com os livros que eu levava para a escola , sempre havia um folheto com modinhas de sucesso. Na volta , a primeira coisa que eu fazia era subir na amoreira de uma vizinha e cantar as m�sicas que aprendia ouvindo o r�dio do vizinho." - Luar de Paquet�- Desde cedo "Landinho" teve de procurar trabalho. Com 12 anos , entregava telegramas na Western. Depois foi uma f�brica de cer�mica. Em seguida , seria aprendiz de corte de cal�ados. E balconista e entragador da Casa Reunier , loja de toucador e tecidos da Rua do Ouvidor. - Estrela D�Alva- Estava empregado na Casa Reunier quando , em 29 de Agosto de 1932 , com 16 anos , sofreu um acidente. Caiu do bonde e a roda passou sobre seu p� esquerdo , resultando perder alguns dedos. A longa e dolorosa recupera��o o deixou profundamente infeliz. Precisava por�m , voltar ao trabalho , at� para vencer o des�nimo. Conseguiu o de trocador de �nibus no qual podia trabalhar sentado.
- Nada Al�m- "Era o n�mero 84 da linha Largo de Santa Rita - Lins de Vasconcelos. Ganhava 5 mil r�is por dia. Dentro em pouco tornei-me conhecido dos outros cobradores e uma noite um chofer pediu-me para cantar. Conhecia-me do M�ier. Andava com um p� cal�ado e outro descal�o. Claudicava muito , mas procurava fingir o contr�rio , se n�o mam�e me tiraria do emprego. Meu irm�o Edmundo , que sempre esteve junto comigo , foi tamb�m ser trocador de �nibus. Nossa mis�ria tornava-nos unidos e gra�as a Deus sempre a paz e a conc�rdia reinaram em nossa fam�lia." - Dama do Cabaret- "�s vezes quando ele chegava , via aquela multid�o de trocadores e curiosos me cercando. Da primeira vez , Edmundo correu , empurrou gente e gritou perguntando o que acontecera. Pensava meu bom irm�o que eu tivesse sofrido outro desastre ou que meu mal estivesse se agravando. Mas n�o era nada. Eu estava apenas cantando." "Eu sempre levava comigo um caderno de modinhas e enquanto recebia o dinheiro dos passageiros cantarolava as m�sicas. O filho do dono da empresa de �nibus , gostando de minha voz , levou-me para trabalhar no escrit�rio e � noite eu servia de companhia nas serenatas."
- Alegria- Orlando Silva , Crist�v�o de Alencar , Ant�nio N�ssara , Roberto Martins e Evaldo Rui . Estimulado pelos amigos , Orlando come�ou sua peregrina��o pelas emissoras. Queria ao menos ser ouvido , mas sua apar�ncia de mo�o pobre , mal trajado , que mancava , causava imediata descren�a e recusa. Estava � ponto de desistir quando , nos corredores da R�dio Cajuti , de passagem , o compositor Boror� o ouviu. Impressionado , Boror� converteu-se em seu padrinho e arranjou uma audi��o com Francisco Alves , "O Rei da Voz" , a qual se deu no interior de seu carro. Francisco Alves , igualmente convencido , j� escalou Orlando para o seu pr�ximo programa na R�dio Cajuti. O Domingo 24 de Junho de 1934 marcaria sua estr�ia no r�dio. O passo seguinte seria o disco , na Columbia , com a marcha "Ondas Curtas" e o samba "Olha a Baiana" , sem aparecer no carnaval de 1935. Gravaria depois uma marchinha de propaganda , "Chope da Brahma" , mas j� tinha uma promessa da R.C.A. para um disco depois do carnaval. Com "L�bios que Beijei" , no in�cio de 1937 , atinge todo o Brasil. Depois de sua primeira apresenta��o em S�o Paulo , em janeiro de 1938 , estava evidenciado seu slogan: "O Cantor das Multid�es"!
- Errei , Erramos- Orlando Silva , Garoto e Deo . Jovem , elegante , carism�tico , senhor de si e do p�blico , aqui se faz presente , eternamente , para nossa gratid�o e para os aplausos que nunca terminam , Orlando Silva. ABEL CARDOSO J�NIOR
| GRANDES SUCESSOS
Carinhoso
L�bios que Beijei
Chora Cavaquinho
A �ltima Estrofe
Um Juramento Falso
Rosa
Hist�ria Joanina
Lago da Esperan�a
Foi Voc�
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| - LIVRO DE VISITAS
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