Deu no “The New
York Times” desta quinta-feira, 15/9: Investigadores designados pelo Vaticano
foram instruídos a vasculhar cada um dos 229 seminários católicos nos Estados
Unidos, em busca de "evidências de homossexualidade"
e de professores que discordem dos ensinamentos da Igreja, segundo um documento
preparado para orientar o processo. O documento do Vaticano, entregue ao jornal
americano nessa quarta-feira, 14/9, por um Padre que pediu para não ser
identificado por temer represálias, surge no momento em que os católicos
aguardam uma manifestação do Vaticano que determinará se homossexuais devem ou
não ser impedidos de exercer o sacerdócio.
Segundo o NYT, seminaristas e padres gays têm sido alvo de um escrutínio
rigoroso porque um estudo encomendado pela Igreja revelou no ano passado que
cerca de 80% dos jovens que foram vítimas de abusos sexuais por parte de padres
eram garotos. Especialistas em sexualidade humana advertem que a homossexualidade
e a atracção por crianças são dois fenómenos diferentes, e que uma
percentagem desproporcional de garotos pode ter sido vítima de abusos porque os
padres contam com mais possibilidade de acesso aos alvos masculinos - como coroinhas ou jovens seminaristas - do que às garotas.
Mas algumas autoridades da Igreja nos Estados Unidos e em Roma, incluindo
alguns Bispos e vários sacerdotes conservadores, atribuem o abuso a padres
gays, e pedem uma reformulação dos seminários. A antecipação quanto a uma
medida dessa natureza aumentou neste ano com a eleição do Papa Bento XVI
que falou da necessidade de "purificar" a Igreja. Não se sabe quantos
padres católicos são gays. As estimativas variam de 10% a 60%. O catecismo da
Igreja Católica (Romana) afirma que pessoas com tendências homossexuais
"profundas" devem viver em estado de castidade porque "os actos
homossexuais são intrinsecamente doentes".
Publicação On-line do “Notícias do Portugal Gay” de 15 de Setembro de
2005
(http://portugalgay.pt/news/index.asp?uid=150905B)
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)