MONGE DA IGREJA ORTODOXA
CONFESSA TER
ABUSADO DE CRIANÇA DE CINCO ANOS
«Crimes em julgamento terão sido cometidos entre Maio
e Agosto de 2003. O Tribunal de Vila Franca de Xira começou ontem a julgar um
monge da Igreja
Ortodoxa portuguesa, acusado de abuso sexual de crianças. O arguido
confessou parte dos crimes, mas justificou a situação com a vontade de
"proteger a Igreja". Afiançou, além disso, que era uma menina de cinco
anos quem o procurava para práticas sexuais, o que, em seu entender,
demonstrava que manteria esses comportamentos com outros membros da comunidade.
O arguido, oleiro, de 36 anos, já professava a religião ortodoxa e diz que
sempre pensou tornar-se monge mas só há cinco anos entrou numa comunidade,
então instalada em Mafra.
Esta comunidade, que já passara por Sintra, mudou-se, em
Janeiro de 2003, para a Quinta da Granja, uma propriedade rural de Cachoeiras,
concelho de Vila Franca. Foi aí que, segundo o Ministério Público, o monge
terá, entre Maio e Agosto de 2003, sujeitado uma menina de cinco anos a vários
abusos sexuais. Diz a acusação que, aproveitando a relação de confiança com a
mãe da criança (uma das responsáveis do mosteiro), o arguido abusou sexualmente
da menina. O Ministério Público acrescenta que o homem terá uma vez sido
surpreendido por um rapaz de 10 anos - que também
vivia na comunidade - e que posteriormente o terá violado, amarrando-o a uma
cama. A situação acabou por ser descoberta e investigada pela Polícia
Judiciária e o arguido foi detido em Março de 2004, já depois de ter sido
convidado a sair da comunidade. A menor, de acordo com exames efectuados,
mantinha o estado de "virgindade anatómica". Em audiência, o monge
contou ontem que trabalhava na quinta e tomava conta do mosteiro e garantiu que
foi a menina que começou a manifestar interesse em "namorarem" e em
manterem contactos sexuais; diz que começou por recusar, mas que a criança lhe
terá dito que "já tinha tido relações" com outros membros da
comunidade. Garantiu que nunca abusou do rapaz. "Como é que é capaz de
dizer que foi uma criança de cinco anos que o seduziu?", estranhou a juíza
presidente do colectivo, Hermínia Oliveira. "No mosteiro fazia-se tudo
menos rezar. A ideia com que ficamos é que é uma autêntica perversão",
prosseguiu. O arguido disse ainda que, em Mafra, terá havido problemas com
monjas menores e um outro responsável da Igreja, mas o caso terá sido
"abafado". O procurador da República garantiu que as denúncias serão
investigadas. Na sessão foram ainda ouvidas duas inspectoras da brigada de
crimes sexuais da PJ, que afirmaram que a menina falou apenas de abusos
cometidos pelo arguido, mas admitiram que a comunidade é muito fechada.
"Dava a sensação de ter algum receio de contar certas coisas", disse
uma delas.»
COMENTÁRIO:
A pessoa e grupo a que o
violador pertence não fazem parte de qualquer Igreja Ortodoxa. Tiveram origem
na Igreja Ortodoxa de Portugal, ao tempo em que esta possuía um mosteiro em Mafra. Aquele grupo
foi expulso da Igreja Ortodoxa e da comunhão com as Igrejas Ortodoxas canónicas
há alguns anos atrás. Devido à permissividade da legislação Portuguesa,
conseguiram antes da expulsão fazer uma alteração dos estatutos, que impediu a
autoridade da Igreja
Ortodoxa da Polónia de quem dependiam e de onde veio o decreto de
excomunhão, apropriando-se imediatamente da denominação e de todos os bens da
Igreja. Aquele grupo, agora considerado seita, foi um dos principais animadores
da Ladeira
até que conflitos entre os dois grupos os separou, vindo a recuar para a quinta
onde agora se encontram e que conseguiram por aluguer. Do mosteiro que existia
em Mafra o maior número de monges e monjas que ali residiam afastaram-se antes
da excomunhão e encontram-se em mosteiros estrangeiros, sob protecção da Igreja
da Polónia. Os poucos que ficaram com a seita têm vindo a protagonizar
acontecimentos que nada têm a ver com a ortodoxia apesar de assim se
intitularem, enganando quem lê as notícias.
Alberto
Teixeira
Publicado no Jornal On-line “Portugal Gay”, de 01 de
Março de 2005
(http://portugalgay.pt/news/index.asp?uid=010305A)
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Última actualização deste Link em 14 de Abril de 2009