IGREJA CATÓLICA
APOSTÓLICA EPISCOPAL
LUSO-HISPÂNICA
(hoje: Igreja Católica
Ortodoxa Hispânica)
1ª Carta
Apostólica do Arcebispo Metropolita Primaz
sobre a História
da Igreja e sua Fundação
COMO NASCEMOS?
A SANTA IGREJA CATÓLICA
APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA é uma “associação religiosa” totalmente
independente, que nasceu no ano 2004 da vontade de alguns cristãos lusitanos,
ortodoxos e católicos romanos, leigos e clérigos, que abandonaram as suas
jurisdições canónicas de livre e espontânea vontade, para poderem regressar ás
raízes da verdadeira Ortodoxia e do Catolicismo, na busca da Fé
autêntica, profunda e sincera
Esta SANTA IGREJA CATÓLICA
APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA, residente em território português, tem
como base primordial a assistência religiosa a todos membros portugueses
registados como membros efectivos e que professam o Rito Renovado de São Pio V,
e que aceitam a Autoridade Apostólica do seu Arcebispo Presidente.
QUAIS SÃO AS NOSSAS RAÍZES?
A SANTA IGREJA CATÓLICA
APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA tem como Igreja Mãe a SANTA IGREJA
ORTODOXA, através da qual o Arcebispo Presidente, Sua Eminência Reverendíssima
Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO tem uma válida
e inquestionável Ordenação Presbiteral, indo comungar à Legítima Sucessão
Apostólica Episcopal Católica Romana – Ortodoxa Greco Russa, que tem início
no primeiro Arcebispo-Primaz da Ibéria, D.
ARMANDO DA COSTA MONTEIRO, da IGREJA APOSTÓLICA CATÓLICA ORTODOXA.
QUAL É A NOSSA FÉ?
A
SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA tem os ensinamentos
da sua Fé, estão fundados na Fé Católica e Ortodoxa, que estão resumidos no
texto inicial e inalterável do Símbolo da Fé (chamado Credo de Nicéia),
formulado no século IV pelos dois primeiros Concílios Ecuménicos de Nicéia e
Constantinopla, confessando “o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade
Consubstancial e Indivisível”.
Nós
cremos em “um só Deus, Pai Todo-Poderoso, Criador dos Céus (mundo real mas
invisível e imperceptível aos nossos sentidos, mundo angélico) e da Terra
(mundo visível). Esta criação deve ser compreendida no sentido mais forte e
mais rico do termo, não como uma organização a partir de elementos caóticos
preexistentes mas como Criação pura, do nada da vontade única da Trindade.
Nós
cremos em “um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Único de Deus, nascido do Pai
antes de todos os séculos, gerado, não criado, consubstancial ao Pai (da mesma
essência que Ele, logo Deus), por quem tudo foi criado.
Nós
cremos na Encarnação do Filho de Deus (o Verbo) que por nós homens (Deus fez-se
Homem para que o Homem fosse deificado) e para a nossa salvação, desceu dos
Céus e encarnou pelo Espírito Santo no seio de Maria, Virgem, e se fez Homem
(quer dizer que assumiu, no seu Amor, a totalidade da natureza humana, exceptuando
o pecado). As duas naturezas, a divina e a humana subsistem em Cristo “sem
confusão nem separação” (segundo o dogma do 4º Concílio Ecuménico de
Calcedónia, no século V).
Nós
cremos na crucifixão, na morte e na ressurreição de Cristo, acontecimentos anunciados
nas Sagradas Escrituras pelos Profetas e ocorridos “sob Pôncio Pilatos”,
momento histórico central da nossa salvação.
Nós
cremos na “subida aos Céus” do Senhor, na Sua Humanidade glorificada. Sentado à
direita do Pai, fonte de tudo para todos, Ele virá dos Céus em Glória
(visivelmente, Todo-Poderoso) para “julgar os vivos e os mortos” (no dia final
da História do Mundo).
Nós
cremos no “Espírito Santo, Senhor e fonte de Vida, que procede do Pai e não do
Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho recebe a mesma adoração e a mesma glória.
Foi Ele que falou pelos profetas” (por Profetas, a Igreja entende os do Antigo
Testamento e igualmente os Padres da Igreja, os Santos inspirados por Deus, os
Santos Concílios Ecuménicos, até aos nossos dias).
Nós
cremos na “Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica”. Desde sempre, desde os
Apóstolos até hoje, a IGREJA CATÓLICA E ORTODOXA viveu sob a forma “colegial”,
à imagem e semelhança da Divina Trindade, donde a existência, em perfeita
sintonia de Fé, de Igrejas canónicas e administrativas independentes, mas
ligadas entre si pela mais estrita observância dogmática, sem nenhum outro
Chefe Supremo e Infalível senão o Senhor Jesus Cristo.
Nós,
como Igreja Católica e Ortodoxa, fiel à Tradição milenar e doutrinal evangélica,
não aceitamos uma “Primazia Universal” seja que Bispo for sobre todos os
outros. Só o Senhor é Cabeça da Igreja e o Único Pastor Universal.
Nós
confessamos um só Baptismo para a remissão dos pecados e espera a ressurreição
dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”.
Destes
fundamentos dogmáticos seguem-se algumas formas essenciais de ensinamento e
piedade Ortodoxa: a Veneração da Virgem Santa Maria, toda Santa e toda Pura,
obra-prima da Criação, representante da humanidade transfigurada e Mãe do Filho
de Deus.
Para a
Igreja Ela está acima dos Querubins e dos Serafins, pois, tendo nascido com
pecado original, por sua vontade livre nunca pecou.
A
Veneração dos Santos, imagens de Deus, chegados pelos seus esforços e pela
graça (vontade livre do homem aderente à vontade de Deus) à semelhança divina.
A
Veneração dos Sagrados
Ícones, que nos leva, pela contemplação de uma imagem, ao objecto
representado. Não se trata de uma representação imitativa, mas de uma de uma
“significação”. O pintor de Ícones (imagens) não deve inventar (para respeitar
a imagem significante tradicional) nem decalcar sobre outros já existentes
(para respeitar a liberdade da arte e a sua diversidade).
A
veneração dos Ícones está ligada à esperança da transfiguração da natureza
visível. O 2º Concílio de Nicéia (7º Santo Concílio Ecuménico) em 787, aprovou contra os Iconoclastas
(destruidores de imagens) a veneração dos Sagrados Ícones que enraízam a sua
existência no mistério da Encarnação, condenando toda a veneração a estátuas
que imitassem a natureza visível (os rostos dos Santos) como idolatria.
SOMOS UMA IGREJA...
Somos
uma “Igreja” porque nos reunimos em – ecclesia
– sob a direcção do clero, para celebrar a Santa
Missa e os demais Santos
Sacramentos na simplicidade da Igreja doméstica, na simplicidade e no calor
humano, no amor e fraternidade de homens e de mulheres que se amam e se
respeitam em Cristo, sem necessidade de basílicas e catedrais cheias de pompa e
glória, onde o amor, a tolerância, a fraternidade e o respeito mutuo, dão lugar
à mesquinhez, à intolerância e ao desrespeito pela intimidade e privacidade do
outro, no seu direito à diferença e a viver segundo a sua condição.
Para o apóstolo Paulo a
Igreja é um "corpo" do qual Cristo é a cabeça e os cristãos os
membros. A palavra Igreja, vem do grego e quer dizer
"assembleia do povo". Este termo foi escolhido pelos primeiros
cristãos porque os romanos os consideravam uma seita e para não serem assim
chamados escolheram o nome de Igreja.
A Igreja é, portanto o
encontro da comunidade primitiva de cristãos que se consideravam iguais, unidos
na mesma fé e no mesmo Deus. Não existiam ainda as divisões, era uma Igreja
única.
SOMOS UMA IGREJA CATÓLICA...
Somos “Igreja Católica”
porque professamos a fé cristã universal, considerando como seus verdadeiros
irmãos
SOMOS UMA IGREJA ORTODOXA...
Somos uma verdadeira e
legítima Igreja, de Fé Católica - Ortodoxa, Canónica,
porque seguimos os cânones da Santa Igreja Indivisa, e confessamos a mesma Fé
que as Santas Igrejas Católicas e Ortodoxas. A nossa Teologia, a nossa Liturgia
e os nossos Dogmas não diferem em nada dos das outras autênticas Igrejas
Católicas e Ortodoxas existentes nos quatro cantos do Mundo, com o direito ás
suas particularidades.
O que
dá verdadeira
canonicidade às SANTAS IGREJAS CATÓLICAS E ORTODOXAS,
é a aceitação dos Sete Primeiros Concílios Ecuménicos e o cumprimento dos seus
cânones; a Confissão de uma mesma Fé; o Credo de Nicéia; a Comunhão dos Santos,
entre eles o destaque que tem a Bem-aventurada Virgem Maria; o Sacramento da
Sagrada Comunhão dado sob as duas espécies e a Sucessão
Apostólica Episcopal válida e legitima.
SOMOS UMA IGREJA APOSTÓLICA E
EPISCOPAL...
Somos “Igreja Apostólica
e Episcopal” porque todos os Sacramentos são administrados por verdadeiros
Sacerdotes, validamente ordenados dentro duma autêntica Sucessão Apostólica
Episcopal, sendo os mesmos Sacramentos válidos e lícitos.
SOMOS UMA IGREJA LUSO-HISPÂNICA...
Somos “Igreja
Luso-Hispânica” porque nascemos em território português (ibérico), pela
vontade de cristãos lusitanos em expandir a verdadeira fé cristã católica e
ortodoxa, conquistando para Cristo todos aqueles que ainda o não conhecem ou
dele têm uma visão deturpada.
SOMOS UMA IGREJA INDEPENDENTE...
Somos “Igreja
Independente” porque nos desagregamos de todas as Igrejas institucionais
existentes, que abusam do seu poder comunitário e colegial, para um governo
ditatorial, autocrata, absolutista e singular, que não admite a liberdade de
pensamento e de decisão.
Não é difícil de compreender
que o Espírito Santo sopra onde quer, age por sua própria sabedoria infinita,
de maneira independente, soberanamente actuante naqueles que aceitam a vontade
do Deus criador de todas as coisas. Aquele que acreditar que o Espírito Santo
terminou a sua obra entre nós ou que se submeteu às decisões de alguma igreja
institucional, engana-se totalmente, pois novas e muitas outras igrejas e
comunidades de fé ainda surgirão até que o Senhor Omnipotente venha.
Somos um novo ramo, único na
sua particularidade, dentro da Santa Igreja Universal, que respeita e honra
todos os Patriarcados da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica, embora não
esteja submetida a qualquer autoridade patriarcal, nem tenha feito nada para
estar a ela submetida, ou ter uma autorização específica de qualquer
Patriarcado ou Arcebispado. Nascemos sem direitos e desprezados por tantos dos
nossos irmãos, que duma forma ditatorial nos tentam desacreditar, que nos
querem “excomungar”, usando a velha arma política do tempo inquisitorial,
tentando marcar o que é meramente rigorismo da lei, esquecendo que o Cristo a
quem dizem servir e amar de todo o coração iniciou o seu ministério, reunindo
um grupo de gente desprezível e da camada mais pobre e insignificante da
sociedade, onde estavam os pescadores, os cobradores de impostos, prostitutas,
homens depravados, avarentos e talvez até existissem “homossexuais”. Mas, é necessário
observar que a História Sagrada também nos diz, que foram estes homens e
mulheres desprezíveis e inferiores da sociedade de então, que deixaram o tudo e
o nada que tinham e não tinham, ao escutarem a Mensagem de Jesus, seguindo-o na
totalidade das suas vidas, com o fardo da sua fragilidade humana tão propensa
para o mal. Foram estes pobres e não os doutores da Lei e os sacerdotes do
poder religioso instituído, grandes senhores do tempo de então, que o escutaram
com ouvidos de sabedoria e generosidade de coração, prontos a dar a vida por
Ele e pelo Evangelho, derramando o seu sangue pela salvação de muitos.
Em pleno século XXI, a
sociedade traz novas possibilidades e novos desafios ao cristianismo. Existem
cristãos que não foram felizes no seu primeiro matrimónio e que se separaram,
voltaram a casar, procurando novamente a felicidade; existem os que usam meios
contraceptivos, controlando assim a natalidade; existem os que optam por
estilos de vida alternativos fora dos padrões da sociedade e das igrejas
tradicionais “falsamente” conservadoras e morais; existem pais solteiros que
foram obrigados a abandonar as suas famílias, em consequência dum acto mal
pensado; existem adultos, jovens e velhos abandonados e discriminados pela
sociedade que se diz cristã e seguidora de bons princípios morais, mas que se
torna sarcástica e arrogante; existem gays e lésbicas que procuram ser
reconhecidos e aceites na sua diferença, sem discriminação, condenação e
castração, desejando que o seu amor seja abençoado pela Igreja, que diz colocar
em prática os ensinamentos de Cristo, no amor e respeito pelo outro. Todos
esses nossos irmãos buscam uma comunidade que aplique um ministério cristão com
verdade e em justiça para a sua particularidade, que fomente a unidade através
das diferentes expressões do amor de Deus, deixando de existir homens e
mulheres que são expulsos e discriminados pelas suas igrejas, onde um
ministério de amor e tolerância é inexistente, dando lugar aos rigorismos das
leis e às interpretações literais em defesa dum código de moral público, que
segundo a segundo é ignorado pelo pecado da hipocrisia e da mentira, em
práticas escondidas que são de bradar aos céus.
Esta Santa Igreja Apostólica
acolhe no seu seio todos aqueles que são rejeitados e banidos pela sociedade e
pelas suas comunidades cristãs, acreditando que a graça e o amor de Cristo
também podem reinar plenamente no seu coração, reinando já, se duma forma
sincera aceitam Jesus Cristo como seu Salvador.
A Igreja de Cristo é com
certeza seu mais precioso e verdadeiro sacramento, sinal de salvação, porta do
céu e fruto de mútuo amor entre a criatura e o Criador.
Não é verdadeiro pensar que
igrejas mais antigas possuem especiais e celestes privilégios negados às suas
irmãs mais novas. Talvez grupos eclesiais mais recentes estejam mais perto de
Deus exactamente por serem novos, livres dos erros e crimes do passado que não
é simplesmente histórico, mas sangrento e vergonhoso. São igrejas menos
comprometidas com o deus criado pelos homens e mais obedientes ao Deus que
criou todos nós.
SÃO CARLOS DO BRASIL, O NOSSO PAI NO
ECUMENISMO...
E A SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA
BRASILEIRA...
A SANTA IGREJA
CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA tem em Sua Excelência
Reverendíssima Dom CARLOS DUARTE COSTA, Bispo Católico Romano, da Diocese de Botucatu -
SP, que ficou popularmente conhecido como Bispo de Maura, como um Pai na Fé e
um Apóstolo do Ecumenismo.
Dom
CARLOS DUARTE COSTA, nasceu no Rio de Janeiro em 21 de
Julho de 1888, sendo filho de João da Mata Francisco da Costa, e de Maria
Carlota Duarte Silva Costa. Foi baptizado no dia 03 de Setembro de 1888, pelo
Reverendo Padre Francisco Goulart, e mais tarde Crismado pelo Dom João
Eberhard. Recebeu a Primeira Comunhão em 24 de Julho de 1897, com apenas 9 anos
de idade, embarcando no mesmo ano para Roma com o seu tio, Dom EDUARDO DUARTE
SILVA, Bispo de Uberaba – MG, para estudar no Colégio Pio-Latino Americano.
Regressou ao
Brasil em 1905, indo cursar o Seminário Maior em Uberaba – MG, com os Padres
Agostinianos. Após concluir os estudos foi ali mesmo ordenado ao Presbiterado
pelo seu tio, Dom EDUARDO, em 11 de Abril de 1911, contando a idade de 23 anos.
Mais tarde foi nomeado Cónego Capitular, e alguns anos depois, pela publicação
dum Catecismo destinado ás crianças, recebeu o título de Monsenhor, e em
seguida foi nomeado como Protonotário Apostólico. Foi também nomeado Secretário
Geral da Arquidiocese do Rio de Janeiro, pelo Cardeal Arcoverde, e nomeado pelo
seu sucessor, o Cardeal Silveira Cintra, como Vigário Geral.
Em
04 de Junho de 1924, foi eleito Bispo e designado para a Diocese de Botucatu
SP, por Decreto de Pio XI. Em 08 de Dezembro de 1924, foi Sagrado
Bispo, na Catedral Metropolitana do Rio de
Janeiro, pelo Cardeal
Silveira Cintra, contando 36 anos
de idade e 13 de sacerdócio.
Fundou a Congregação das
“Missionárias de Santa Teresinha do Menino Jesus” em 07 de Junho de 1928 na
cidade de Botucatu.
O desejo de ver
o Brasil para os brasileiros e uma Igreja mais humana e menos prepotente
fizeram mover o ódio dos seus irmãos no episcopado romano, iniciando-se assim
as perseguições. Foi um verdadeiro Profeta do socialismo cristão. Corajoso,
analisava todos os problemas da vida humana, dos bens necessários, da
degeneração da igreja de Roma.
Em
06 de Julho de
Em
06 de Julho de 1945, no Rio de Janeiro, o “Bispo de Maura”, cercado de amigos e
admiradores, funda a IGREJA
CATÓLICA APOSTÓLICA BRASILEIRA, liberta
totalmente do jugo do Vaticano e completamente nacional, sendo proclamado seu
PRIMEIRO BISPO, ao mesmo tempo que era excomungado pela Igreja de Roma.
Dom CARLOS
DUARTE COSTA, dirigiu e orientou a ICAB durante 16
anos. Subiu à morada dos Anjos a 26 de Março de 1961. Contava 73 anos de uma
vida dedicada à causa de Cristo e do Evangelho, 50 anos de Sacerdócio e 37 anos
de Episcopado.
A
sua vida irrepreensível e autêntica, aliada às suas ideias e acções santas e
cristãs, valeram-lhe a honra dos Altares, por decisão do CONCÍLIO NACIONAL em
06 de Julho de 1979, sob o título de SÃO CARLOS DO BRASIL.
O
imenso desejo de ver a todos os seres humanos, amando-se e respeitando-se em
Deus, e os esforços envidados para a concretização deste ideal, valeram-lhe o
justo e merecido título de “Pai do Ecumenismo” dado pela Igreja.
QUEM É O PRIMEIRO ARCEBISPO DE LISBOA,
PRIMAZ DA HISPÂNEA, E PRESIDENTE
DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL
LUSO-HISPÂNICA?
O Arcebispo Metropolita e
Presidente, Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO nasceu em 20 de Maio de
1975,
Recebeu o Santo
Sacramento Baptismo na SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA em 04 de
Outubro de 1975, na Igreja Paroquial de São Pedro de Penaferrim, Sintra, na
festa de São Francisco de Assis, das mãos do Revº Padre Fernando, por delegação
do pároco, Revº Padre António David Lencastre Ribeiro da Silva, das mãos de
quem recebe a primeira comunhão em 14 de Abril de 1984. Teve como padrinho a
José Maria Laureano, tio-avô paterno, e como madrinha a Rosa Maria dos Reis
Laureano, prima.
Aos 25 de Maio de 1991,
recebe na SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, das mãos de Sua Excelência
Reverendíssima, o Senhor
Dom António dos Reis Rodrigues, Bispo Titular de Madarsuma, Auxiliar e
Vigário Geral do Patriarcado de Lisboa, o Santo
Sacramento do Crisma, na Igreja Paroquial de São Pedro de Penaferrim,
Sintra.
Tendo manifestado desde
cedo, a vocação para a vida religiosa e sacerdotal, entra com 19 anos, ainda na
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, na Província Portuguesa da Ordem dos Irmãos
Pregadores (Dominicanos), no Convento de Cristo-Rei, no Porto, onde inicia o
tempo de Postulantado
de 10 de Setembro de
Após dois anos de formação,
inicia o noviciado
canónico, para a Província de Portugal, mas realizado na Província Bética,
no “internoviciado ibérico”, tendo este inicio aos 20 de Setembro de 1996 e
terminando em 13 de Setembro de 1997, no Convento de Santo Tomas, em Sevilla –
España, com a recepção pelo Prior Provincial da Bética, o Reverendíssimo Padre
Frei Hermínio da Paz Castaño, sendo Mestre de Noviços o Reverendo Padre Frei
Francisco Sanchez Hermosilla, e Prior Conventual o Reverendo Padre Frei António
Larios; recebeu o hábito branco dos Irmãos Pregadores durante o ano de
Noviciado, em 12 de Outubro de 1996 no Convento de Santo Tomas, em Sevilla –
España, das mãos do Reverendíssimo Padre Frei Pedro Fernandes, Vigário
Provincial de Portugal, juntamente com: Frei Carlos Manuel Furtado dos Santos;
Frei José Manuel Correia Fernandes; Frei Herlander Pala Limão; Frei Manuel
Rodriguez; Frei David del Cid
Herrero; Frei Jose Angel Lans; Frei Jorge Alvarez
Alvarez; Frei Carlos Arias Crespo; Frei Mário Garcia Gómez; Frei Javier Garzón, companheiros de
noviciado. O Reverendo D. Paulino Castañeda Delgado, sacerdote diocesano a
residir no convento e seu amigo, fez questão de ser ele a dar-me o capuz do
hábito, como prova de amizade e carinho, tendo dessa forma ficado como
padrinho. Tendo terminando o noviciado e sendo aprovado na votação para os
votos temporários, foi demitido da Ordem a convite do Prior Provincial de
Portugal, Padre Frei Miguel dos Santos com a opinião favorável do Conselho
Provincial, aos 15 de Setembro de 1997, com a desculpa esfarrapada de que não
servia para viver em comunidade, embora tivesse os votos favoráveis à Profissão
Simples, por parte da comunidade do noviciado, não tendo chegando a emitir
votos religiosos. Deus acabara de lhe fechar uma porta e escancarado uma
janela.
Em 1 de Novembro de 1998,
por sua livre opção, sai da jurisdição canónica da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA
ROMANA, por achar que o Bispo de
Roma e a Cúria Romana, ao colocar os interesses temporais e políticos acima
dos interesses de Cristo e dos homens seus irmãos, está ipso facto, há muito
tempo excomungada pela opinião pública mundial, segregada, portanto, da
verdadeira Igreja de Jesus, o Cristo. Sendo assim, não teve outra alternativa
do que separar-se da Igreja Romana, por não querer fazer parte duma Igreja
hipócrita, promíscua, intolerante, discriminatória e fascista.
Não quis continuar a
responder “Amén” a uma Igreja que desde o momento em que deixou de ser
perseguida, preferiu a indignidade dos cristãos à dignidade do Cristianismo.
Aos 11 de Fevereiro de 2001,
Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO, entra na IGREJA ORTODOXA, na
jurisdição da IGREJA APOSTÓLICA LUSO-HISPÂNICA, tendo nessa mesma noite
recebido o HÁBITO RELIGIOSO da Ordem Cisterciense da Reconciliação e a
CONSAGRAÇÃO MONÁSTICA das mãos do Arcebispo-Primaz Dom JUAN
IGNACIO CARIAGA Y CARIAGA, que em 13 de Fevereiro do mesmo ano, lhe confere
a SAGRADA
ORDENAÇÃO DIACONAL e o eleva a ASSISTENTE AO TRONO PRIMACIAL. Em 20 de
Fevereiro do mesmo ano, recebe a SAGRADA
ORDENAÇÃO PRESBITERAL, pelas 11 horas da manhã, na Igreja de Santa Maria do
Juncal, em Alcobaça, também das mãos do Arcebispo-Primaz Dom CARIAGA Y CARIAGA.
Por não aceitar que o
Arcebispo-Primaz Dom JUAN IGNACIO CARIAGA Y CARIAGA venha a praticar actos de
governo duvidosos, e por Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO zelar pela
honestidade, algum tempo depois abandona a jurisdição, sofrendo as
consequências canónicas de tão elevada atitude.
Mais tarde, no primeiro
aniversário da sua Ordenação Presbiteral, Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS
LAUREANO, entrega o pedido de Incardinação
na SANTA IGREJA APOSTÓLICA CATÓLICA ORTODOXA nas mãos do seu
ARCEBISPO-PRIMAZ DA IBÉRIA, Dom ARMANDO DA COSTA MONTEIRO, que se encontrava
detido no Estabelecimento Prisional da Polícia Judiciária, no qual pede uma
reordenação sob-condição, por existirem dúvidas sobre a licitude da Ordenação
Episcopal de Dom JUAN IGNACIO CARIAGA Y CARIAGA.
Em 15 de Abril do mesmo ano,
Domingo de Páscoa, Monsenhor
Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO, concelebra a Santa Missa pela primeira vez
com o Arcebispo Dom ARMANDO MONTEIRO, sendo duma forma simples recebido na
jurisdição da SANTA IGREJA APOSTÓLICA CATÓLICA ORTODOXA e tendo feito os seus
votos de obediência ao Arcebispo-Primaz.
Em 17 de Junho do mesmo ano,
o Arcebispo Primaz Dom ARMANDO DA COSTA MONTEIRO, confere a SAGRADA
ORDENAÇÃO PRESBITERAL ao Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO, no
Santuário de Nossa Senhora das Lágrimas, em Lisboa, servindo de Santa Sé
Arquiepiscopal. Na mesma celebração é nomeado CAPELÃO AUXILIAR
DO SANTUÁRIO.
O Senhor Dom ARMANDO DA
COSTA MONTEIRO possui uma válida e inquestionável Sagração
Episcopal recebida das mãos de Sua Eminência Reverendíssima Dom
MILTON CUNHA, em 06 de Agosto de 1990, no Santuário do Menino Jesus de
Praga, São Paulo - Brasil; tendo recebido mais tarde
também das mãos de Sua Eminência Reverendíssima Dom MILTON CUNHA o Múnus Arquiepiscopal, em 24 de Fevereiro de 1991,
também no Santuário do Menino Jesus de Praga, São Paulo – Brasil, tendo como
testemunhas do acto, Sua Excelência o Cônsul do Mónaco, Dr. Sílvio Costa e
Silva.
Sua Eminência Reverendíssima
Dom MILTON CUNHA, foi consagrado
Bispo na Catedral do Rio de Janeiro – Brasil, da IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA
BRASILEIRA, no dia 05 de Junho de 1960, por Sua Excelência Reverendíssima Dom
CARLOS DUARTE COSTA. Em 29 de Outubro de 1970, Dom MILTOM CUNHA é recebido
na THE AMERICAN ORTHODOX CATHOLIC CHURCH,
Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO é nomeado Representante
da Igreja na COMISSÃO DE TEMPO DAS CONFISSÕES RELIGIOSAS NA RTP em 20 de
Junho de 2001 e CHEFE
DE GABINETE DO ARCEBISPO-PRIMAZ em 01 de Janeiro de 2002.
Em 29 de Junho de 2002, Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO recebe
a TONSURA
E CONSAGRAÇÃO MONÁSTICA, segundo a Regra de São Basílio,
das mãos do Arcebispo-Primaz e na sua Festa Onomástica, tendo recebido o nome
religioso de PADRE FREI ALEXANDER.
Aos 08 de
Dezembro de 2002, em reconhecimento pelo seu trabalho, é nomeado CHANCELER
DA CÚRIA PRIMACIAL DA IBÉRIA e elevado a PRELADO
DOMÉSTICO DA CASA ARQUIEPISCOPAL E PRIMACIAL DA HISPÂNEA, pelo Arcebispo-Primaz.
Em
14 de Agosto de 2003, é nomeado MEMBRO FUNDADOR DA IGREJA APOSTÓLICA CATÓLICA
ORTODOXA com assento no SANTO SÍNODO.
Em
14 de Setembro de 2003, Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO, na Festa
Litúrgica da Exaltação da Santa Cruz e perante o Povo de Deus, foi elevado e
abençoado como ARQUIMANDRITA
DA ORDEM DE SÃO BASÍLIO.
Em
08 de Dezembro de 2003, Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO, foi eleito
canonicamente para o SAGRADO MINISTÉRIO EPISCOPAL, para a Sagrada Sé Arquiepiscopal de Santo André, no Estado de São
Paulo – Brasil, pela Boca do Arcebispo Primaz e na presença do Clero e Fiéis.
Em 20 de Dezembro de 2003, professa o seu Juramento de Reverência e Obediência
ao Arcebispo Primaz, conforme as rubricas, e recebe o Solidéu Episcopal, assim
como o uso das vestes segundo a sua própria dignidade.
Em 02 de Março de 2004, após suportar
calado as afrontas e as humilhações a que foi sujeito vezes sem conta, quer
pelo próprio Arcebispo Primaz, quer pelo Clero mesquinho, bajulante e
intriguista, ou mesmo por alguns dos fiéis, que usurpam do seu lugar por
favoritismos e por compadrios, resolve
abandonar a jurisdição canónica, por não se
identificar com a forma ditatorial, empresarial e déspota, adoptada pelo
Arcebispo Primaz no governo da Igreja.
Monsenhor Dom PAULO JORGE DE JESUS
LAUREANO, sofre na pele a privação do bom nome, em consequência duma cabala
injusta e infame, com o fim de destruir a sua obra, porém, os seus amigos e
conhecidos não o abandonam nesse momento, e todos juntos fundam em Março de
2004, a SANTA
IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA, livre de toda a opressão e mesquinhez.
Monsenhor Dom PAULO JORGE DE
JESUS LAUREANO, na reunião de fundação, depôs de livre e espontânea vontade
todos os títulos, cargos e privilégios anteriormente recebidos, ou seja: o de
Capelão Auxiliar do Santuário de Nossa Senhora das Lágrimas, o de Chefe de
Gabinete do Arcebispo Primaz da Ibéria, o de Secretário do Departamento Social
da Igreja, o de Representante da Igreja na Comissão de Tempo das Confissões
Religiosas na Rádio Televisão Portuguesa, o de Chanceler da Cúria Primacial da
Ibéria; o de Prelado Doméstico da Casa Arquiepiscopal e Primacial da Hispânea,
o de Membro Fundador da Igreja com assento no Santo Sínodo Primacial, o de
Arquimandrita da Ordem de São Basílio, o de Bispo Eleito para a Arquidiocese de
Santo André – São Paulo – Brasil, o que fez sem demora, mas sem renunciar em
qualquer momento ou sob qualquer pretexto à sua Consagração Monástica como
Monge Ortodoxo da Ordem de São Basílio e à sua Sagrada Ordenação Presbiteral, o
que jamais poderia fazer em consciência, pelo compromisso perpétuo que assumiu
perante Cristo e perante a Igreja Universal e não única e exclusivamente para
uma parte dessa mesma Igreja Universal, Corpo Místico de Cristo. Monsenhor Dom
PAULO JORGE DE JESUS LAUREANO foi em seguida ELEITO por aclamação ao EPISCOPADO
por todos os membros fundadores da nova Jurisdição Canónica, a SANTA IGREJA
CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA, com o título de primeiro
“ARCEBISPO DE LISBOA, METROPOLITA DE BRAGA E TOLEDO, E PRIMAZ DA HISPÂNEA DA
SANTA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA EPISCOPAL LUSO-HISPÂNICA” e que assumisse a
consequente presidência da Igreja a título VITALÍCIO, podendo, praticar todos
os actos necessários, para o justo desenvolvimento da mesma Igreja em
território ibérico e não só, assim como, após receber a válida SAGRAÇÃO
EPISCOPAL, ordenar Diáconos e Presbíteros, assim como Sagrar Bispos para que
não fique em causa a continuidade do Santo Sacramento da Ordem e demais
Sacramentos nesta Santa Igreja Apostólica, Católica e Ortodoxa.
"As
portas do inferno não prevalecerão contra ela”.
A
todos os clérigos e fiéis, concedo a minha Bênção Apostólica, pedindo ao Senhor
Jesus que derrame sobre todos vós as suas graças celestes.
Sintra, 15 de Junho de 2004.
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)