A Igreja está alicerçada sobre uma rocha que desafia
todos os tempos e esta rocha é o próprio Cristo, cabeça da Igreja. Ele mesmo
fundou a Igreja, que é uma sociedade que tem como missão perpetuar sua vida e
sua doutrina sobre a terra. Sendo que é uma sociedade orgânica surgiu a
necessidade de organizá-la, nascendo assim as comunidades.
No fim do século I terminou a época dos Apóstolos e
assim se iniciou a época dos "Epíscopes" (Bispos). No século II foram
instituídos os Bispos para cada Igreja local. No século III a Igreja já estava
melhor organizada, tendo em cada metrópole um Bispo. Com o crescimento cada vez
maior e rápido das comunidades cristãs, principalmente após o Edito de Milão (3
I 3), quando Constantino estabeleceu a liberdade de religião, a Igreja sentiu
necessidade de ter uma boa estrutura a fim de guardar todo o seu património
espiritual.
No decorrer dos séculos IV e V, as divisões civis
causaram também as divisões eclesiásticas, as metrópoles civis tornaram-se
também metrópoles religiosas: Cesareia na Palestina, Alexandria no Egipto,
Antioquia no Oriente... Dentro desta divisão e organização é que surgiu os
"Patriarcas" para administrar a Igreja que se desenvolvia rapidamente
e que passou a ser a jurisdição máxima, dentro da Igreja Oriental. No fim do
século IV a Igreja contava com cinco Patriarcados (Pentarquia): Roma, Constantinopla,
Alexandria, Antioquia, e Jerusalém.
Em termo de jurisdição na tradição oriental, o
Patriarca (Pai dos pais) é um Bispo eleito em Sínodo (ou Concílio), reconhecido
pelo direito eclesiástico e a ele compete uma honra singular (singulari honore
prosequendi sunt), com ampla jurisdição sobre o seu Patriarcado. O
Patriarca possui um "primado" que deriva de São Pedro, fazendo
assim com que todas as outras Igrejas tenham seus sucessores sobre a Sé de
Roma. Pedro em Jerusalém, Pedro em Antioquia, Pedro em Alexandria e Pedro
Com o passar do tempo surgiram na Igreja outros
Patriarcados conforme as necessidades: No século XVII, foram formados os
Patriarcados de Babilónia na Mesopotâmia (traque); de Moscovo (Nova
Constantinopla e terceira Roma) na Rússia; No século XIX, surgiram diferentes
Patriarcados Nacionais na Europa Oriental, na medida em que os países se
tornaram independentes; o último em data foi formado na África, o Patriarcado
de Addis Abbeba (Etiópia), separado do Patriarcado de Alexandria em 1960.
Na Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, embora não esteja
establecido nenhum Patriarcado e o seu Bispo Presidente não tenha o título de
Patriarca, é equiparado ao mesmo dentro da jurisdição, sendo possível vir a
receber tal título eclesiástico, por determinação do Concílio Mundial da
Igreja.
Nas antigas Igrejas (Mesopotâmia, Persa, Arménia e
Geogiana) o respectivo Patriarca recebe o título de "Katholikos". O
Katholikossato (palavra grega - pronuncia: Kasolicossato), é uma província
eclesiástica como o Patriarcado, e o seu titular é o Katholikos (pronuncia:
Kasolikós), título auferido aos chefes espirituais das antigas Igrejas da
Mesopotâmia (Persa), Arménia e Geórgia. Nestas Igrejas, Katholikos possui o
mesmo grau de Patriarca. Por determinação do Primeiro
Santo Sínodo da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, reunido em 20 de
Fevereiro de 2005, o Bispo Presidente da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica,
possui o título de Katholikos, que o coloca no mesmo grau de um «Patriarca
Oriental» dentro da Jurisdição Canónica.
O título de Primaz na Igreja Católica Ortodoxa
(Oriental) é auferido a todos os dirigentes de uma Igreja Autocéfala, quando
por algum motivo não foi eleito um Patriarca. Na Igreja Católica Oriental,
segundo o direito expresso no Motu próprio "Cleri
Sanctitati" (1957), o Primaz está unido a uma Sé
Metropolitana que está fora de um Patriarcado determinado; o Primaz possui
direitos similares aos de um Patriarca. O Bispo Presidente da Igreja Católica
Ortodoxa Hispânica, possui o Título de Primaz
da Hispânea e da América Latina.
Metropolita é o mesmo que Arcebispo de uma Metrópole
(Arquidiocese), que tem jurisdição canónica sobre as outras Dioceses e Bispos.
O Bispo Presidente da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica,
possui o Título de Metropolita
de Braga e Toledo e Todo o Brasil.
Na antiguidade Greco-romana, Eparquia significava
prefeitura, província e o Eparca, Prefeito. No direito Grego moderno, Eparquia
significa distrito e no direito canónico oriental, Eparquia (Diocese)
corresponde a uma circunscrição eclesiástica dirigida por um Eparca (Bispo). O
Bispo Presidente da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, possui o Título
de Arcebispo e não o de Bispo, visto dirigir uma Arquidiocese.
Os Exarcas são Bispos que representam o Patriarca ou
o Katholikos, embora na Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, os Exarcas
possam ser Leigos. Os Exarcas têm jurisdição sobre o Exarcado Apostólico, que
no direito canónico oriental corresponde a uma circunscrição eclesiástica que
está fora do território Patriarcal e que não foi ainda constituído Eparquia
(diocese) por motivo de um baixo número de fiéis ou outro motivo. Exarcado
Apostólico corresponde à Administração Apostólica. O Exarca Apostólico é
encarregado de missão, nomeado pelo Patriarca ou pelo Bispo e depende
juridicamente da Sé Apostólica, apesar do mesmo participar do Sínodo de sua
Igreja.
Palavra árabe que significa "Nosso Pai", corresponde ao título de Padre. Na Igreja Etíope (Rito
Alexandrino) corresponde ao título de Bispo.
O título de Arquimandrita, no passado correspondia
ao Superior de um Mosteiro, sinónimo de Abade (Higúmeno). Actualmente é um
título de honra eclesiástica auferido a um Sacerdote conforme as suas
responsabilidades dentro da Igreja. Corresponde ao título de Monsenhor rito
latino.
Título honorífico auferido a um Sacerdote da Igreja
Oriental, e segundo o novo Direito Canónico Oriental, é o Vigário Geral da
Diocese.
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)
Última actualização deste Link em 14 de Abril de 2009