CATECISMO ORTODOXO
Parte I
Deus
1. Nosso conhecimento de Deus
r -
Auto-suficiente e todo bem-aventurado
Essas duas expressões são próximas em significado.
O
auto-suficiente não deve ser entendido no sentido de "satisfeito consigo
próprio". Mais apropriadamente significa a completude da possessão,
bem-aventurança completa, a completude de todas as coisas boas. Assim, nas
orações antes da comunhão lemos: "Senhor, não sou digno que entre em minha
morada..." (Segunda Oração). De novo "Não sou digno de contemplar e
ver as alturas do céu..." (Oração de São Simeão,
o Tradutor). "Suficiente" significa aqui "espiritualmente
adequado", "espiritualmente rico". Em Deus está a suficiência de
todas as coisas boas. "Ó, profundidade das riquezas tanto da sabedoria
quanto da ciência de Deus!" Exclama o Apóstolo
Paulo, "porque Dele e por Ele, e para Ele são todas as coisas"
(Rom. 11, 33.36). Deus não tem necessidade de coisa
alguma "pois é ele mesmo quem dá a todos a vida, e a respiração, e
todas as coisas" (Act. 17, 25). Assim Deus, é Ele mesmo a fonte de toda vida e de toda a coisa boa;
dele todas as criaturas derivam a sua suficiência.
Todo Bendito. O Apóstolo Paulo chama duas vezes a
Deus
A Bem-aventurança de Deus tem o seu reflexo no
incessante louvor, glorificação e agradecimento, que enche o universo, e quem
vem dos altos poderes - os Querubins e Serafins que
rodeiam o Trono de Deus, flamejando-o com fragrante amor por Deus. Esses
louvores são oferecidos por todo mundo angélico e por todas as criaturas do
mundo de Deus: "O sol canta Teus louvores; a lua glorifica-Te; as estrelas
suplicam diante de Ti: a luz obedece-Te; as profundezas estão tementes na Tua
presença; as fontes são Tuas servas" (Oração da Grande Bênção de Água,
Jan.5, Festal Menaion, p.
356).
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)