A PROPOSTA DIVINA DE VIDA
Na Bíblia encontramos a mais trágica de todas as
consequências do pecado: "Porque o salário do pecado é a morte."
Que tristeza seria se esta fosse a única declaração que a Bíblia traz sobre o
assunto.
Felizmente não é assim. Paulo
então conclui: "mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo
Jesus nosso Senhor" (Romanos 6, 23).
Há um conforto no coração do homem com
esta mensagem. Nós fomos feitos para a vida. E não aceitamos a morte.
Todas as vezes que vamos a um cemitério sepultar um
amigo, uma criança, ou alguém da família, despertam-se em nós os piores
sentimentos. Isto acontece porque dentro de cada um de nós, existe uma vontade
muito forte de viver. A divindade possuía um plano de salvação, mesmo antes do
pecado.
Desta maneira, quando Adão e Eva pecaram, Deus
vetou-lhes o acesso à árvore da vida, mas abriu-lhes um caminho de esperança e
salvação. Naquele mesmo dia, Deus prometeu-lhes que viria alguém nascido de
mulher para pagar o alto preço que o pecado exigia: a morte.
Quando falamos em morte, não nos referimos a simples
morte física. Fazemos referência ao facto em si e sobre tudo o que isso
representa: a pior e mais amarga de todas as separações.
A condição humana após o pecado era viver uma
existência sujeita a todos os transtornos que o pecado trouxe: dor, sofrimento,
angústia, injustiça, dissensões e depois, morrer, sem ter nenhuma esperança de
algo superior. Esta seria a história se não fosse a proposta divina.
O desejo de vida no homem é tão forte que a maioria
das pessoas acredita no prolongamento da vida após a morte. Surgiram várias
teorias que defendem o facto de o ser humano possuir uma alma imortal.
A primeira mentira proferida por Satanás continua
igual, ainda engana milhões de pessoas da mesma forma como Eva foi enganada.
No entanto, não é isso que a Palavra
de Deus nos ensina. O triste facto é que tendo escolhido o pecado, o homem
tornou-se mortal.
Por outro lado, o amor de Deus não poderia permitir
que a humanidade ficasse escrava do pecado para sempre. Para isso alguém
precisaria pagar o preço do pecado. É aí que entra a proposta divina.
A Bíblia nos diz: "Porque Deus amou o mundo
de tal maneira que deu o Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que nele
crê, não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao
mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por
Ele. Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê, já está condenado;
porquanto não crê no nome do Unigénito Filho de Deus." (João 3,
16-18).
O amor de Deus é algo tão maravilhoso e
extraordinário que só poderá ser compreendido plenamente na eternidade.
Passaram-se milhares de anos desde o momento
Nesta procura divina vemos o resumo do Evangelho. O
homem pecou e se escondeu de Deus. O Senhor no entanto foi em busca daqueles
que se haviam perdido.
Ao nascer Jesus neste mundo, segundo a primeira
promessa de Génesis 3, 15, Deus veio em pessoa aproximar-se da humanidade
pecadora. Aqui viveu Jesus identificado com as coisas dos homens.
Cresceu, trabalhou, sofreu. Conheceu as dificuldades
e problemas que todos nós enfrentamos. Suportou provas e tentações. Mas
resistiu a tudo e a todas as coisas, e não foi achado nele pecado algum.
Em seu ministério de 3 anos e meio, Jesus se
identificou com os pobres, miseráveis e sofredores deste mundo. Dedicou seu
tempo aliviando a carga daqueles que padeciam as tristes consequências do
pecado.
Ao findar Sua missão, Jesus enfrentou a morte. Morte
é separação. Eternamente em companhia de Deus o Pai e de Deus, o Espírito
Santo, Jesus temeu não suportar a dor horrível da separação. Na noite de Sua
extrema agonia, Ele orou: "Pai, se possível passa de mim este cálice,
todavia não seja como eu quero, mas como Tu queres." (Mateus 26, 39).
Jesus foi condenado e crucificado. Por Sua vida
justa, Jesus adquiriu o direito de pagar o preço que o pecado impôs. Com Sua
morte, derramando seu sangue inocente, Jesus pagou o preço requerido pelo
pecado de Adão e Eva.
No momento de Sua morte, Jesus assumiu a culpa de
todos os pecados que haviam sido cometidos e a culpa de todos os pecados que
haveriam de ser praticados ainda.
Como Jesus é plenamente Deus e tornou-se plenamente
homem, Ele era o único que poderia morrer e tornar a viver por Seu próprio
poder. Lemos em João 10, 17-18: "Por isto o Pai me ama, porque dou a
minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a
dou; tenho poder para dar e poder para tornar a tomá-la".
Quando Jesus ressuscitou, obteve a confirmação de
que seu sacrifício havia sido aceito para pagar o preço do pecado, e tornou-se
o Salvador da humanidade. Ele subiu ao céu e o Espírito Santo veio para actuar
no coração dos homens a fim de que estes aceitem a proposta de vida que Deus
lhes está fazendo.
Deus está propondo a vida eterna a todos quantos
desejarem. É uma oferta para todos, é para você e para mim. Não importa nossa
cor, raça, religião ou profissão. Se somos ricos ou pobres.
O que Ele quer é que aceitemos esta proposta de
vida. Simplesmente aceitar. Deus fez tudo o que era necessário para que
tivéssemos vida. Jesus pagou totalmente o preço que o pecado exigiu. Ele pode
perfeitamente dar vida a todos os que aceitarem Sua oferta de amor.
Eu sinto em meu coração que a cruz do Calvário é a
maior dádiva que recebemos de Deus.
Que amor maravilhoso. É impossível recusar a
proposta do Senhor, e por outro lado sentirmos vontade de contar esta linda
história - a história da Cruz.
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)