A VIRGEM MARIA NO TEMPO DA PÁSCOA
Quisera oferecer uma meditação sobre o sentido da
presença discreta e até escondida da Mãe do Ressuscitado, no mistério desses
cinquenta dias de alegria pascal que chamamos de Tempo de
Pentecostes.
É
tempo do Cristo Ressuscitado, presente no meio de seus discípulos desde a manhã
da Páscoa. É tempo do Espírito Santo cuja efusão, São João Evangelista
antecipa na tarde do Domingo da Ressurreição, para sublinhar que o dom do
Espírito Santo é sopro do próprio Ressuscitado, transmitido a seus
apóstolos (cf. Jo. 20, 22-23), para que
prossigam a mesma obra que Jesus levou até o fim. É tempo da Igreja, da
humanidade nova que é o corpo do Ressuscitado que através das aparições de
Jesus a seus discípulos, alegra-se com a certeza de sua presença até o fim dos
tempos em sua peregrinação histórica (Mt. 28, 20). É
tempo de Maria, a Mãe de Cristo Ressuscitado que sente a alegria pelo triunfo
de seu Filho, discípula entre os discípulos, aquela que foi testemunha da
Ressurreição, da Ascensão e de Pentecostes.
Vamos elucidar de uma maneira simples, a presença de
Maria nestas três ocasiões, à luz da Liturgia, com elementos tradicionais e
novos, do Oriente e do Ocidente, baseando-se também na iconografia
e na tradição bíblico-litúrgica. Queremos assim, suprir discretamente, o
silêncio dos dados encontrados nos Evangelhos sobre Maria.
Trata-se da presença e do exemplo de Maria no
centro dos mistérios que selam a missão salvadora de seu Filho, da
Ressurreição até o Pentecostes.
Maria na alegria da Ressurreição
Não vamos embarcar na difícil tarefa de justificar
uma aparição de Jesus Ressuscitado à Virgem Maria. Existe literatura
abundante, nos apócrifos, nos escritos dos Padres
que se deixaram convencer pelos apócrifos, e até mesmo nos Evangelhos que se
esforçam para ver em uma das Marias que receberam a aparição de Jesus, à Virgem
Mãe de Deus. Nem é este o lugar para que sejamos seduzidos pelos
clássicos livros da Vida de Maria que falam da primeira aparição do Senhor a
sua Mãe, ou pela abundante literatura espiritual sobre este tema. Vamos
simplesmente perscrutar os textos litúrgicos, que são escritos de fé, que no
âmbito da celebração dos mistérios, adquirem o valor do verdadeiro “sensus fidelium”.
Que
Maria seja testemunha da Ressurreição de seu Filho, ninguém duvida. Sua
presença no cenáculo, a espera do Espírito Santo, é um dado essencial. A
experiência de Maria como Mãe e discípula não terminou ao pé da Cruz.
Maria é associada plenamente à continuidade do mistério de Cristo na
dimensão do Espírito, que se inaugura na manhã da Páscoa e tem como momento
estrelar a efusão do Espírito Santo,
O Oriente Bizantino
A Liturgia
bizantina que com tanta emoção canta a presença de Maria ao pé
da Cruz e põe em seus lábios os mais comovedores lamentos pela morte de seu Filho, é bastante discreta quando se refere à alegria Pascal
que sente a Mãe de Jesus. O “megalinário” ou Canto à Maria que se intercala nas
Orações Eucarísticas depois da epíclese, no momento em que se recorda a Virgem
na comunhão dos Santos, tem a finalidade, de acentuar esta alegria:
“O Anjo exclamou a Cheia de Graça:
’Virgem Pura rejubila!’
De novo digo, rejubila,
teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia.
Resplandece, resplandece, ó Nova Jerusalém,
pois a glória do Senhor, brilhou sobre ti.
Exulta agora, e alegra-te Sião.
E tu, ó Mãe de Deus toda pura,
Rejubila na Ressurreição do teu Filho.”
A última parte deste hino é de autoria de São
João Damasceno, que é cantado na Grande Vigília Pascal
Bizantina. A Mãe de Cristo é associada à alegria da Nova Jerusalém, da Igreja
que nasce da Ressurreição. Mas o texto tem conteúdo simbólico sugestivo. As
palavras do Anjo no primeiro anúncio “Alegra-te, cheia de Graça”, tem agora
a dimensão do grande anúncio da Páscoa. Os anjos são os primeiros evangelistas,
como também as mulheres que receberam o anúncio e o comunicaram aos discípulos
incrédulos. A liturgia bizantina por isso, as honra com o título de “iguais-aos-apóstolos” ou,
“apóstola-dos-apóstolos”.
Entre estas mulheres, portadoras de perfumes (miróforas) e evangelistas, Maria está incluída, e é
testemunha da Ressurreição. A alegria deste segundo anúncio que a Virgem
recebeu, parece, nos sugerir o texto bizantino, recordar todas as promessas do
primeiro “alegra-te” da Anunciação como também as palavras que Jesus
repetiu muitas vezes a seus discípulos e que Maria, junto com tantas outras,
conservava em seu coração: “Ao terceiro dia ressuscitarei”. Neste texto bizantino,
podemos encontrar a fonte da antífona Mariana que a Igreja do Ocidente
repete durante todo o tempo pascal: “Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia”.
Entre os tropários da Ressurreição que a Liturgia
Bizantina canta todos os domingos, o do sexto tom, conservou também uma
breve recordação do encontro de Jesus com sua Mãe:
“Enquanto Maria estava diante do sepulcro
a procura de teu imaculado corpo,
os anjos apareceram em teu túmulo
e as sentinelas desfaleceram.
Sem ser vencido pela morte,
submeteste ao teu domínio o reino dos mortos,
e vieste ao encontro da Virgem revelando a Vida.
Senhor, que ressurgiste dos mortos, glória a Ti!“
Uma antiquíssima ilustração iconográfica faz eco a
esta convicção dos cristãos, transmitida pela tradição
oral. O Evangeliário de Rábbula de
Edessa, dos finais do século VI, conservado hoje na Biblioteca Laurenziana de
Florença, apresenta a cena das mulheres indo ao sepulcro na manhã da Páscoa, ao
lado da cena de Maria junto ao pé da Cruz.
A Liturgia do Ocidente
Em plena consonância com as expressões
bizantinas, uma oração visigótica para o Dia da Ressurreição é dedicada à
Virgem Mãe de Deus, quando vai buscar o corpo de Jesus no sepulcro, que
alguns evangelistas atribuem à Maria de Magdala:
“Senhor Jesus Cristo,
com que ardoroso desejo e devoção
buscava tua bem aventurada Mãe,
por todos os rincões teu corpo,
quando mereceu receber do Anjo o anúncio
para que não mais chorasse,
pois estavas já ressuscitado..."
Como feliz prolongação da tradicional Antífona
Mariana: “Rainha do Céu, alegrai-vos...”, o Missal Romano de Paulo VI
elaborou várias orações para as Missas Votivas à Mãe Deus, no Tempo
Pascal, recorrendo à alegria da Virgem pela Ressurreição de seu Filho.
Actualmente, compilou-se novas orações para as
Missas dedicadas à Maria como a Missa “À Virgem Maria na Ressurreição do
Senhor”, cujo conteúdo sintetiza de maneira apropriada o que a devoção dos
fiéis havia sempre colocado em relevo: a presença de Maria no Mistério do
Cristo Ressuscitado. Maria, a Virgem da Páscoa, tem na Liturgia Ocidental,
orações litúrgicas que celebram e propõem uma união indissolúvel da Mãe
de Deus com o triunfo de seu Filho. Como canta o Prefácio desta Missa:
“Porque na Ressurreição de Jesus Cristo, teu Filho, encheste de alegria a Santíssima Virgem
e premiaste maravilhosamente
sua fé; ela havia concebido o Filho crendo, e, crendo esperou sua Ressurreição;
forte na fé, contemplou o
dia da Luz e da Vida, na que, dissipada a noite da morte,
o mundo inteiro alegrou-se e
a Igreja nascente, ao ver novamente o seu Senhor imortal, se alegrou
entusiasmada”
A alegria da Virgem na Páscoa, é a alegria da Igreja
que se exulta pelo triunfo de Cristo e encontra a cada ano, no Mistério Pascal,
a fonte de seu regozijo, de sua esperança e de seu empenho.
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A solenidade da Ascensão do Senhor, quarenta dias
após a Ressurreição, celebra a subida gloriosa de Cristo à direita do Pai. É
também o momento final da presença visível do Senhor Ressuscitado em meio a
seus discípulos. Diz São Leão Magno: o que era visível em Cristo passou-se aos Sacramentos
da Igreja.
A presença de Maria na Ascensão do Senhor é um dado
que a tradição nos passa através da iconografia. A liturgia bizantina
recorreu aos ícones
para elaborar seus ofícios litúrgicos para este dia, dando destaque a presença
de Maria neste acontecimento.
Desde a primitiva representação da Ascensão
do Senhor, em Monza, do século IV ou V, Maria ocupa o lugar
central entre o grupo dos discípulos que dirigem seu olhar ao Senhor que
ascende aos céus, rodeado por anjos. Os anjos anunciam que tal como havia
subido ao céu, Ele voltará cheio de glória (At. 1,
10-11). O Evangelho de Rabbula de Edessa oferece uma imagem a este respeito com
um colorido impressionante. Os detalhes da Virgem Maria são espectaculares. De
pé, entre o grupo dos apóstolos ocupa o lugar central. Está revestida com um
manto púrpura da “Theotokos”, a Mãe de Deus; suas mãos estão numa posição de
oração, como se quisesse acompanhar o movimento de ascensão de seu Filho.
A liturgia bizantina recorre à iconografia
para elaboração de alguns tropários referentes a esta festa, dando voz a
expressão iconográfica. Um texto das Vésperas da Ascensão canta:
“Era conveniente que quem, como Mãe,
sofreu mais que ninguém a Paixão,
fosse agraciada por contemplar
a Glorificação de Teu Corpo”.
E, associando a Mãe aos apóstolos, testemunhas
essenciais dos acontecimentos, segundo as Escrituras, a Liturgia Bizantina
expressa a Teologia deste mistério com esta oração:
"Doce Jesus,
que sem abandonar a comunhão com o Pai,
quiseste submeter a nossa humanidade
entre os habitantes desta terra,
e que hoje, do Monte das Oliveiras
subiste em glória, elevando o homem contigo
por amor à natureza decaída,
fizeste este mesmo homem
sentar-se contigo junto a teu Pai.
Por isso, os exércitos angélicos,
assombrados, cheios de reverência,
magnificam teu imenso amor pelos homens.
Junto com eles, também nós habitantes da terra,
glorificamos tua vinda até nós
e tua ascensão aos céus.
Encheste de alegria o grupo dos doze apóstolos
e a Bem-aventurada Virgem Maria que te gerou,
faz-nos dignos da glória dos eleitos,
por suas orações e tua grande misericórdia.”
A teologia litúrgica que se desprende da iconografia
do Mistério da Ascensão desenvolve amplamente o significado da presença de
Maria neste episódio. Sublinha especialmente o carácter eclesial desta
presença. No meio dos discípulos e em uma antecipação da espera pelo
Pentecostes, Maria é a imagem da Igreja nesta terra. Sua atitude orante, com as
mãos elevadas para o céu, é a expressão da epíclese, ou seja, a ardente
invocação do Espírito Santo pela Igreja, esposa de Cristo. Desde o momento da
Ascensão do Senhor, a Virgem suplica que o Espírito Santo venha habitar
entre nós.
A mesma série de ícones apresentada no Evangeliário
de Rabbula apresenta a cena do Pentecostes com uma assombrosa identidade coma
Ascensão: o lugar que ocupava o Senhor na cena da Ascensão é ocupado pela pomba
do Espírito Santo que derrama chamas de fogo sobre as cabeças dos apóstolos e
de Maria. Há uma razão profunda para a presença de Maria neste mistério. A
Virgem foi testemunha da entrada de Jesus neste mundo pela encarnação em seu
ventre. Dela o Verbo recebeu a carne que agora é levada à gloria
do Pai e é introduzida para sempre no seio da Trindade. Maria aparece como testemunha
da humanidade de Cristo que é glorificada. Termina desde modo os acontecimentos
visíveis de seu Filho na Terra. Mas Jesus se faz presente visivelmente nos
Sacramentos da Igreja. Da mesma forma que Maria sentiu o Senhor encarnar-se em
seu seio, também ela, é digna de vê-lo subir em glória, cujo corpo passou por
tantos sofrimentos.
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“Os discípulos dedicavam-se à oração em comum,
junto com Maria, a Mãe de Jesus”. (At. 1, 14)
Para a presença de Maria no Cenáculo de Pentecostes
contamos com a breve e significativa referência de São Lucas que narra este
acontecimento no Livro dos Actos dos Apóstolos. Desta forma, este
texto coloca Maria inserida no seio da comunidade apostólica pois, no
momento da descida do Espírito Santo, ela está com os apóstolos. Assim escreveu
X. Pikaza, um dos melhores artigos escritos sobre
este tema particular:
“Que contribuição traz Maria, na visão dos estudiosos que interpretam a vida de Jesus? Os Apóstolos são testemunhas de sua atividade e de sua Páscoa; as mulheres testemunham a força de seu amor pela humanidade e a realidade de sua morte; os seguidores testemunham os milagres e sua misericórdia. E Maria? Ela testemunha o seu nascimento e sua infância comprovando sua verdadeira humanidade.”
Jesus não poderia ser concebido pela Igreja como
plenamente humano se faltasse o testemunho de uma Mãe que o gerou e o educou.
Na visão da Igreja, Maria faz parte da vida de Jesus, mesmo sendo uma
testemunha silenciosa: “Guardava tudo em seu coração” (Lc. 2, 19-51). Há algo que nem os apóstolos, nem as
mulheres nem seus seguidores poderiam testemunhar a não ser Maria que entregou
à Igreja tal testemunho: sua humanidade e divindade.
O facto de Maria aparecer nos ícones sempre no meio
dos Apóstolos embaça fortemente o pensamento de estar inserida
significativamente na comunidade apostólica, pois ela continua, com sua
presença, a evangelizar; e recebe, por outro lado, dos que
compreenderam a profundidade de sua fé e missão, a honra de ser
chamada “Bem Aventurada”.
A efusão do Espírito, como sabemos, tem
impressionantes semelhanças com o mistério da Anunciação. É a mesma força
que desce do alto, a mesma que cobriu Maria com sua sombra e agora enche o
coração dos apóstolos. Os lábios de Maria, na Anunciação se abriram para cantar
o Magnificat; e no Pentecostes os apóstolos anunciaram as obras do Senhor
a todos os homens em várias línguas. Lá é o mistério do Cristo que se encarna;
aqui é o mistério da Igreja que nasce. Maria então é aquela que está
presente de maneira singular nestes acontecimentos que obedecem uma
continuidade: da Encarnação do Verbo ao nascimento da Igreja, por meio do
Espírito Santo.
Também no Pentecostes, a iconografia nos oferece uma
mensagem da fé da Igreja. O códice de Rabbula de Edessa, fonte inspiradora da
iconografia oriental e ocidental, coloca a Virgem de pé no centro da
Igreja apostólica; a pomba, símbolo do Espírito Santo, é colocada verticalmente
sobre sua cabeça, lançando sobre ela a chama mais abundante do fogo
pentecostal. Maria aparece, como na Ascensão, no centro, como figura e modelo
da magnífica presença feminina na Igreja, e lembra também o rosto de
Jesus, no meio de seus apóstolos.
Para este ícone quisera evocar sobriamente uma
sugestiva exegese da Teologia Oriental. Escreve o Teólogo V. Lossky:
“O Espírito Santo
apareceu em forma de línguas de fogo,
separadas umas das outras,
e pousaram sobre a cabeça dos que ali estavam,
sobre cada um dos membros do Corpo de Cristo.
O Espírito Santo se comunica com as pessoas,
marcando cada membro da Igreja
com o selo da relação pessoal
e única com a Trindade”.
O Espírito de Pentecostes une e distingue. Plasma a
pessoa em sua irrepetível singularidade, em seu próprio carisma mas, por sua
vez, faz destas mesmas pessoas comunhão umas com as outras. Não é uma fusão que
as despersonaliza. A Igreja é comunhão de pessoas, chamadas uma a uma pelo
mesmo Espírito, salvaguardando cada singularidade, cada vocação e cada missão,
para que participem da plena unidade, como imagem da Trindade. Maria ocupa
assim seu lugar na Igreja, pela sua missão, carisma, solidariedade, unidade e
comunhão com os demais. Ela é parte da Igreja, discípula e apóstola, e que pela
sua maternidade, teve a função de congregar a todos na comunhão, na oração
perseverante, à espera do Paráclito.
A Liturgia da Igreja quis preencher um vazio
mariano na “eucologia” ocidental com as orações litúrgicas das missas votivas à
Virgem Maria, que é o centro do mistério do cenáculo com a “Missa da
Virgem Maria no Cenáculo” e a “Missa da Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos.”
Vale a pena recordar os textos centrais do Prefácio que evocam a simetria entre
a Anunciação e a vinda do Espírito Santo e a simetria entre a Visitação de
Maria à Isabel com a Missão dos Apóstolos:
“Por que nos deste na Igreja Primitiva uma exemplo de oração e de unidade admiráveis:
a Mãe de Jesus orando
com os discípulos. Aquela que esperou em oração a vinda de Cristo invoca,
agora,
o Defensor prometido com seus
rogos ardentes e que na Encarnação do Verbo foi coberta pela sombra do
Espírito,
de novo é cheia de graça pelo
dom divino, no nascimento de teu novo povo...”
Assim, com feliz intuição litúrgica, a Igreja
reconhece em Maria as primícias de sua missão apostólica que parte do cenáculo
cheio de ardor e da força do Espírito Santo:
“Porque ela, conduzida pelo Espírito Santo visitou, levando Cristo em seu ventre, o Precursor,
dando-lhe alegria e bênção;
do mesmo modo Pedro e os demais apóstolos, movidos pelo mesmo Espírito,
anunciaram a todos os povos
o Evangelho que havia de ser para eles causa de alegria e salvação.
Agora também a Santíssima
Virgem pede, com sua intercessão incessante,
para que anunciem o Cristo
Salvador para o mundo.”
Em plena recuperação do exemplo de Maria para a
Igreja no exercício do culto divino, estas contribuições da espiritualidade
litúrgica, com a ajuda do Oriente cristão e o inesperado presente da primitiva
iconografia Mariana que é fonte da “lex credendi” (a norma da fé), podemos viver o Mistério do
tempo Pascal. Na celebração do Mistério de Cristo que ressuscitou, subiu aos
céus e enviou o Paráclito, a Igreja vê Maria, como testemunha especial destes
acontecimentos, vivendo tais mistérios e os comunicando ao mundo.
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)