CASAMENTO - INSTITUIÇÃO DIVINA

 

 

Várias instituições formam a estrutura da civilização ocidental: o casamento, a propriedade privada, e o estado.

Mas, com todo o respeito, cremos que a instituição do casamento e da família é a mais importante de todas. Dela depende a estabilidade social e a segurança do Estado, e das pessoas.

Na esfera individual, nada abaixo de Deus exerce tão poderosa influência como o casamento. O êxito ou o fracasso na vida, tanto do homem como da mulher, muito depende do êxito ou do fracasso no casamento.

Hoje a instituição do casamento, ou seja, da família, está em crise. Milhares de casais estão-se separando. Outro sintoma é o elevado número de casais que vivem sob tensão, com lares sacudidos por discussões acaloradas, por palavras duras e maus-tratos.

A tensão a que estão expostos e com frequência quase insuportável, destroça os nervos, e arruína a saúde. Muitos casais continuam vivendo juntos por amor aos filhos, ou por alguma outra consideração.

Mas, não são felizes. Pelo contrário, são profundamente infelizes, o casal e também os filhos.

Entretanto, o casamento foi instituído para o bem do homem. Sim, para o seu mais elevado bem. Deus é o Seu Autor. Com efeito, Deus oficiou o primeiro casamento da História.

Isto significa que a condição ideal para o homem é de estar casado, como Deus mesmo disse no princípio: "Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idónea." (Génesis 2, 18).

A instituição do casamento foi honrada pelo Senhor Jesus Cristo, que assistiu um festa nupcial, as Bodas de Caná. Jesus honrou o casamento também nos seus ensinos, comparando o recebimento da Igreja por Ele, na Sua segunda vinda, a uma festa nupcial. Mateus 22, 1-14.

A instituição do casamento tem lugar de honra na tradição judaico-cristã. Na sua fórmula para o acto do casamento os judeus empregam a palavra «kiddushin», que significa santidade.

A Igreja Católica Ortodoxa considera o casamento uma instituição natural feita pelo Criador, parte da natureza do homem. Ela ensina que o matrimónio é um dos Sete Sacramentos da Igreja, capaz de conferir graça que purifica e santifica a alma.

Santo Agostinho escreveu: "Casamento humilde é melhor que virgindade orgulhosa". (The New Dictionary of Thoughts, p. 32) E Martinho Lutero também disse algo sobre o casamento: "Deus pôs o símbolo do casamento em toda a parte na natureza: Cada criatura busca a perfeição noutra." (idem, p. 393).

Ao instituir o casamento, no princípio da história humana, Deus disse: "Por isso deixa o homem pai e mãe, e se une á sua mulher, tornando-se os dois uma só carne". (Génesis 2, 24).

O plano de Deus estabelece a monogamia, não a poligamia - quer seja ela legalizada, ou clandestina. O homem deve ter uma só mulher, a mulher, um só marido.

O apóstolo Paulo declara: "...cada um tenha a sua própria esposa e cada esposa o seu próprio marido." (I Coríntios 7, 2).

No plano de Deus a união do casamento é indissolúvel. Jesus ensinou: "...o que Deus ajuntou não o separe o homem". (Mateus 19, 6). Lemos também: "A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor." (I Coríntios 7, 39).

Há uma só base para dissolução do casamento, que Deus reconhece: a infidelidade conjugal.

Nas palavras de Jesus: "Qualquer que repudiar sua mulher, excepto em caso de adultério, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério." (Mateus 5, 32).

Como afirmamos antes, o casamento foi instituído para o bem do homem. E sempre que os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesta relação, o casamento é uma benção. Ele preserva a pureza e a felicidade do género humano, provê as necessidades do homem, eleva a natureza física, intelectual e moral.

Com efeito, na união conjugal o homem e a mulher encontram sadio companheirismo. E no convívio do lar o carácter é aprimorado, enobrecido, enriquecido.

Desenvolvem-se as qualidades da compreensão, da tolerância, da apreciação das virtudes de outrem, da solicitude pelo bem de outrem, do serviço abnegado.

A esposa temente a Deus abranda e eleva o carácter do marido. O marido cristão edifica espiritualmente a esposa. E não só os cônjuges são beneficiados por esta união: mas também os filhos.

Pois nada se iguala a um lar em que reina harmonia para a criação de filhos sadios e felizes.

Querido amigo e irmão:

Como encara você o casamento?

Como instituição humana, mero contrato pessoal, que pode se desconsiderar e mesmo desfazer pela vontade de uma ou de ambas as parte?

Ou você encara o casamento de acordo com a vontade de Deus? Como Ele quer que o encaremos?

Deus quer que encaremos o casamento como instituição divina, sagrada, indissolúvel, digna de honra.

Uma união para o êxito da qual devem, marido e mulher, fazer sempre o mais sincero e diligente esforço.

Como é maravilhoso quando marido e mulher conseguem dizer um ao outro: Deus me escolheu para você!

 

 

Arcebispo Primaz Katholikos

Mons. Dom ++ Paulo Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça

(Mar Alexander I da Hispânea)

 

 

Principal

Textos Diversos

 

 

Última actualização deste Link em 07 de Abril de 2009

 

 

 

 

Hosted by www.Geocities.ws

1