CATECISMO ORTODOXO

 

  

Parte II

 

Deus Manifestado no Mundo

 

 

5 - Deus e a Salvação do Homem

d - O Senhor Jesus Cristo: Deus verdadeiro

As boas novas do Evangelho são as boas novas do encarnado Filho de Deus que tornou-se homem, tendo nascido do céu para a terra.

em Jesus Cristo - que Ele é o Filho de Deus - é a base firme ou rocha da Igreja, segundo as próprias palavras do Senhor: "Sobre essa pedra edificarei a minha Igreja" (Mt. 16, 18).

Com essas boas novas o Apóstolo Marcos começa seu relato: "Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus" (Mc. 1, 1).

Com essa mesma verdade de fé o Evangelista João conclui o texto principal de seu Evangelho: "estes porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida sem seu nome" (Jo. 20, 31); isto é a pregação da divindade, Jesus Cristo é o objectivo do Evangelho todo.

"...o Santo, que de Ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc. 1, 35) - o Arcanjo Gabriel dirigindo-se à Virgem Maria.

No Baptismo do Salvador essas palavras foram ouvidas "Este é meu Filho amado..." a mesma coisa foi repetida na transfiguração do Senhor (Mt. 3, 17; 17, 5).

Simão confessou: "Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo" (Mt. 16, 16), e essa confissão serviu para a promessa que a Igreja de Cristo seria construída sob a pedra dessa confissão.

O próprio Senhor Jesus Cristo testificou que Ele é o Filho de Deus Pai: "Todas as coisas me foram entregues por meu Pai: e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt. 11, 27). Aqui Cristo fala de si próprio como o único Filho do único Deus Pai.

De maneira que as palavras, "O Filho de Deus" não venham a ser entendidas num sentido metafórico ou condicional, a Sagrada Família junta a elas a expressão, "unigénito" - isto é o Único gerado do Pai; "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós e vimos a sua glória, como a glória do unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo. 1, 14.18). "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna" (Jo. 3, 16).

Da mesma forma a Sagrada Escritura usa a palavra "verdadeiro", chamando Cristo o Verdadeiro Filho do Verdadeiro Deus: "E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 Jo. 5, 25).

Similarmente, as palavras "próprio Filho": "Ele que nem mesmo a seu próprio Filho (em grego «idion») poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele em toda as coisas?" (Rom. 8, 32).

O Filho Unigénito de Deus é o Deus verdadeiro mesmo enquanto em carne humana: "Dos quais (isto é, os israelitas) são os pais, e dos quais é Cristo segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente: Amén" (Rom. 9, 5).

Assim, a divindade completa permanece na forma humana de Cristo: "Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Col. 2, 9).

O primeiro Concílio Ecuménico de Nicéia foi convocado para a confirmação dessa verdade na clara consciência de todos os Cristãos, como a base da Fé Cristã, e para esse propósito ele compôs o Símbolo da Fé (o Credo) da Igreja Ecuménica.

 

 

 

Arcebispo Primaz Katholikos

Mons. Dom ++ Paulo Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça

(Mar Alexander I da Hispânea)

 

 

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Última actualização deste Link em 03 de Abril de 2009

 

 

 

 

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