2ª CARTA APOSTÓLICA
SOBRE A LEGITIMIDADE CANÓNICA
DA IGREJA CATÓLICA ORTODOXA HISPÂNICA
NOSSA
LEGITIMIDADE, VALIDADE E CANONICIDADE...
Após uma longa reflexão
achamos por bem escrever esta Nossa segunda Carta Apostólica acerca da LEGITIMIDADE,
VALIDADE E CANONICIDADE DA IGREJA CATÓLICA ORTODOXA HISPÂNICA, a fim de
elucidar aos fiéis e dissipar quaisquer dúvidas que possam existir.
Nossas raízes…
As raízes da Igreja Católica
Ortodoxa Hispânica vêm quando da sua fundação como uma Igreja Católica Ortodoxa
Independente e Autocéfala, em 03 de Março de 2004, por decisão da vontade de
alguns cristãos lusitanos, ortodoxos e católicos romanos, leigos e clérigos,
que abandonaram as suas jurisdições canônicas de livre e espontânea vontade,
para poderem regressar ás raízes da verdadeira Ortodoxia e do Catolicismo, na
busca da Fé autêntica, na esperança de voltar á origem do verdadeiro
Cristianismo Evangélico.
Verdadeiramente Católicos Ortodoxos…
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, professa a Fé
Ortodoxa, que é a verdadeira doutrina pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo,
e que foi transmitida pelos Santos Apóstolos aos seus sucessores e aos fiéis, e
zelosamente guardada na sua pureza natural pela Santa Ortodoxia através dos
séculos.
A
doutrina ortodoxa é certa e justa, sem reduções nem acréscimos, baseada nas
Sagradas Escrituras, na Tradição
Apostólica e nos Sete
Concílios Ecuménicos. É essa a doutrina ensinada e pregada pela Santa
Igreja Ortodoxa, assim como pela Igreja Católica Ortodoxa Hispânica para glorificar
a Deus e salvar as almas, segundo a vontade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Somos
Ortodoxos, porque seguimos a Santa Ortodoxia, fiéis à doutrina que observa os
ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciados e transmitidos pela
Igreja Ortodoxa, embora sigamos um Rito Litúrgico Católico Ocidental.
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica é a sociedade, baseada na fé dos doze
Apóstolos, dos fiéis cristãos que obedecem aos pastores canónicos e que vivem
unidos pelos elos da Sã Doutrina, das Leis de Deus e da Hierarquia Eclesiástica
divinamente instituída, assim como pela prática dos Santos Sacramentos.
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja Ortodoxa professa a
Doutrina autêntica de Nosso Senhor Jesus Cristo, tal e qual nos foi revelada e
ensinada pelos Apóstolos no primeiro século da era cristã, na Terra Santa e nas
cidades de Jerusalém, Damasco e Antioquia. Esta sã doutrina obedece aos
mandamentos divinos, e procede de acordo com a vida da graça que Cristo Jesus
nos legou pela sua morte e edificou pelos Santos Sacramentos da Igreja;
acreditamos na vida eterna, observamos os ensinamentos dos Sete Concílios
Ecuménicos e persistimos unidos aos pastores, bispos e demais sacerdotes
católicos ortodoxos, continuadores em linha recta da obra dos Apóstolos.
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, reconhece como Chefe Único da Igreja,
sem representantes ou embaixadores, Nosso Senhor Jesus Cristo, que nos dirige,
ensina, repreende e eleva. Ela é depositária da Sã Doutrina de Nosso Senhor
Jesus Cristo e prossegue em todo o mundo a sua obra de amor e Salvação. Ela
ensina as verdades nas quais devemos crer firmemente, os deveres que havemos de
cumprir e os meios a aplicar para nos moralizar e santificar.
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja de Fé Ortodoxa, reúne
as quatro características que distinguem a Verdadeira Igreja Cristã: É UNA,
SANTA CATÓLICA E APOSTÓLICA. Durante vinte séculos, a Igreja Ortodoxa
manteve inalteráveis os Santos Sacramentos, as próprias doutrinas e os mesmos
pastores que são autênticos e legítimos Sucessores dos Apóstolos.
A
designação Ortodoxa procede do facto de ela crer e ensinar correcta e fielmente
a sã doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo. Conservou-se exemplarmente na
doutrina, desde a pregação de Cristo, até aos nossos dias de hoje. Deus, na sua
infinita bondade e misericórdia prometeu à sua Igreja a assistência do Espírito
Santo e a sua união com ela até a consumação dos séculos, a fim de não cair no
erro nem falhar nos seus ensinamentos.
As
fontes de onde se extrai a nossa Fé Ortodoxa são: a Sagrada Escritura e a Santa
Tradição.
A
Sagrada Escritura é a Sã Doutrina de Deus revelada ao género humano por
intermédio dos Patriarcas, dos Profetas e dos Apóstolos, e está consignada no
Antigo Testamento e no Novo Testamento.
Ao
lermos a Sagrada Escritura, as palavras dos profetas e dos apóstolos penetram
nos nossos corações como se fossem verdades proferidas pelos próprios lábios
desses homens santos, apesar dos séculos decorridos desde a data do registo
dessas obras divinas.
O
mais antigo meio de divulgação da Revelação Divina foi a Santa Tradição. Desde
os tempos do primeiro homem, Adão, até Moisés, não havia nenhuma Sagrada
Escritura. Nosso Senhor Jesus Cristo, o próprio Salvador, transmitiu aos Apóstolos
os seus divinos ensinamentos através de sermões e parábolas, e não por meio de
livros. Assim, no começo, procederam os Santos Apóstolos que divulgaram,
oralmente, as Verdades Divinas, edificando deste modo as bases da Santa Igreja
Católica Ortodoxa. A razão do registo da Sagrada Escritura foi para conservar,
de maneira precisa e inalterável, a Revelação Divina.
A
Santa Tradição Apostólica é o conjunto de verdades reveladas por Deus, mas não
consignadas na Sagrada Escritura; são transmitidas oralmente de geração em
geração. Hoje, encontramo-la divulgada, por escrito ou por símbolos, nos
concílios ecuménicos, liturgias, costumes, monumentos, pinturas, leis
eclesiásticas, bem como através de sentenças e epístolas ensinadas pelos Santos
Padres da Igreja.
Em
resumo, a Tradição Apostólica encontra-se manifestada:
-
nos Sete Concílios Ecuménicos;
-
nas Obras Cristãs dos Santos Padres da Igreja;
-
no Símbolo dos Apóstolos;
-
no Símbolo Niceno-Constantinopolitano;
-
no Símbolo de Santo Anastácio;
-
na Liturgia da Igreja;
-
nos monumentos, pinturas e arqueologia cristãs;
-
nos livros simbólicos da Ortodoxia;
-
no magistério permanente da Igreja Universal;
-
na legislação eclesiástica;
-
nos costumes e usos cristãos.
Mesmo
que tenhamos a Sagrada Escritura, devemos seguir a Santa Tradição Apostólica,
que está directamente ligada a ela e unida à Revelação Divina.
A
diferença fundamental é a questão do dogma da infalibilidade
papal e a pretensa supremacia universal da jurisdição de Roma, que a Igreja
Católica Ortodoxa Hispânica, como Igreja de Fé Ortodoxa não admite, pois ferem
frontalmente a Sagrada Escritura e a Santa Tradição Apostólica.
Assim, a Santa Igreja Católica
Ortodoxa Hispânica, como verdadeira seguidora da Sã Ortodoxia, embora seguidora
de um Rito Litúrgico Católico Ocidental (latino), mantém as várias
características da Igreja Ortodoxa Oriental:
1
- Só admite os Sete Primeiros Concílios Ecuménicos;
2
- Admite a procedência do Espírito Santoo unicamente do Pai;
3
- Admite o mesmo valor como fonte de Revvelação, á Sagrada Escritura e á Santa
Tradição Apostólica;
4
- A consagração do pão e do vinho, no Coorpo e Sangue de Jesus Cristo na Santa
Missa, efectua-se pelo Prefácio, Palavras da Instituição e Epiclese, num todo;
5 - Nega totalmente a infalibilidade de um Bispo,
mas aceita-a como uma prerrogativa de toda a Igreja reunida
6
- Entende as decisões dum Concílio Ecuméénico como superior ás decisões dum
Concílio particular, local ou mesmo de um Bispo;
7
- Os Bispos são todos iguais entre si, ssó reconhecendo ao Bispo de
Roma uma primazia de honra e não uma supremacia sobre toda a Igreja Cristã;
8
- A Virgem Maria, Mãe de Nosso Senhor Jeesus Cristo, foi concebida em estado de
pecado original, igual a todas as demais criaturas;
9
- Rejeitamos a agregação do "Filioqque" no Símbolo
Niceno-Constantinopolitano;
10
- Negamos a existência do limbo e do purrgatório;
11
- Não admitimos a existência de um juízoo particular logo após a morte, mas sim,
um só juízo universal;
12
- O Sacramento da Santa Unção pode ser aadministrado aos fiéis várias vezes, em
casos de enfermidade, e não só na hora da morte ou da agonia;
13
- Não admitimos a existência de indulgênncias;
14
- No Sacramento do Matrimónio o ministroo do Sacramento é o sacerdote e não os
contraentes;
15
- Admitimos o divórcio em situações exceepcionais ou por razões graves;
16
- Nos templos da Igreja só admitimos Ícoones;
17
- Os Sacerdotes podem optar livremente ppelo celibato ou pelo matrimónio;
18
- O Baptismo é por imersão (excepcionalmmente por aspersão);
19
- Admitimos o livre uso do pão com leveddura para a celebração da Santa Missa;
20
- A Sagrada Comunhão é ordinariamente addministrada sob as duas espécies de pão
e de vinho (excepcionalmente só de pão ou só de vinho);
21 - No processo de canonização de um santo, o povo
participa no reconhecimento do seu estado de santidade;
22
- Admitimos ao Santo Crisma e á Sagrada Comunhão logo após a recepção do Santo
Baptismo;
23
- No Sacramento da Reconciliação, o Saceerdote absolve em Nome de Deus, através
do Ministério da Igreja, e não em seu próprio nome;
24 - Não admitimos o poder temporal da Igreeja.
A
Santa Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, tal como qualquer Igreja Ortodoxa
Oriental conserva os dez mandamentos da Lei de Deus na sua forma original, sem
nenhuma alteração como aconteceu com a Igreja Católica Apostólica Romana, em
que os dez mandamentos foram arbitrariamente alterados.
A
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, como verdadeira Igreja Ortodoxa, manteve
sem acréscimos nem reduções a Lei que lhe foi confiada. Em três ocasiões, São
Paulo recomendou ao discípulo Timóteo que mantivesse a fé, incólume e
imaculada, tal como a recebera, dizendo-lhe: "Eu te exorto diante de
Deus... que guardes este mandamento sem mácula nem repreensão até á vinda de
Nosso Senhor Jesus Cristo" (I: VI-13 e 14). "Timóteo! Guarda o que te
foi confiado, evitando conversas vãs e profanas e objecções da falsa ciência, a
qual tendo alguns professado, se desviaram da fé" (I: VI-20 e 21).
"Conserva o modelo de sãs palavras que de mim ouviste na fé e no amor que
há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do espírito santo que
habita em nós" (II: I-13 e 14).
Os
Patriarcas Ortodoxos Orientais que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica
reconhece e venera como verdadeiros Patriarcas da Santa Igreja Ortodoxa, são os
seguintes:
-
O Santo Patriarca
de Constantinopla que se intitula: "Arcebispo de Constantinopla, Nova
Roma e Patriarca Ecuménico";
-
O Santo Patriarca de Antioquia, que se intitula: "Patriarca de Antioquia,
Cidade de Deus, Silicia, Ibéria, Síria, Arábia e de todo o Oriente, Pai dos
Pais, Pastor dos Pastores, Décimo Terceiro Apóstolo"
-
O Santo Patriarca
de Alexandria, que tem o título de: "Pai e Pastor, Papa e Patriarca da
Grande Cidade de Alexandria, Lábia, Pentápolis, Etiópia e de todas as terras do
Egipto";
-
O Santo Patriarca de Jerusalém, que se intitula: "Patriarca da Cidade
Santa de Jerusalém e de toda a Palestina, Síria, Arábia, Tranjordânia, Caná da
Galileia e do Santo Sião";
-
O Santo Patriarca
de Moscovo, que tem o título de: "Arcebispo da Grande Cidade de
Moscovo e Patriarca de todas as Rússias";
-
O Santo Patriarca
Romeno, que se intitula: "Arcebispo e Metropolita da Hungria e
Valâquia, Patriarca Romeno";
-
O Santo Patriarca da Sérvia (Jugoslávia), que tem o título de: "Sua
Santidade o Arcebispo de Pecht, Metropolita de Belgrado, Patriarca
Sérvio".
-
Venera e respeita igualmente o Santo Patriarca de Roma e Chefe da Igreja
Católica Apostólica Romana, que tem o título de: "Servo dos servos de
Deus, Bispo de Roma e Patriarca do Ocidente".
Os
fiéis da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica são verdadeiros Ortodoxos porque
crêem exactamente no que os Apóstolos ensinaram e nas verdades que a Santa
Ortodoxia ensina e que se encontram contidas no Credo Niceno-Constantinopolitano.
Nossa Fé Genuína e Apostólica...
A Igreja Católica Ortodoxa Hispânica possui os
ensinamentos da sua Fé fundados na Fé Católica e Ortodoxa, que estão resumidos
no texto inicial e inalterável do Símbolo da Fé (chamado Credo de Nicéia),
formulado no século IV pelos dois primeiros Concílios Ecuménicos de Nicéia e
Constantinopla, confessando “o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Trindade
Consubstancial e Indivisível”.
Nós cremos em “um só Deus, Pai Todo-Poderoso,
Criador dos Céus (mundo real mas invisível e imperceptível aos nossos sentidos,
mundo angélico) e da Terra (mundo visível). Esta criação deve ser compreendida
no sentido mais forte e mais rico do termo, não como uma organização a partir
de elementos caóticos preexistentes mas como Criação pura, do nada da vontade
única da Trindade.
Nós
cremos em “um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Único de Deus, nascido do Pai
antes de todos os séculos, gerado, não criado, consubstancial ao Pai (da mesma
essência que Ele, logo Deus), por quem tudo foi criado.
Nós
cremos na Encarnação do Filho de Deus (o Verbo) que por nós homens (Deus fez-se
Homem para que o Homem fosse deificado) e para a nossa salvação, desceu dos
Céus e encarnou pelo Espírito Santo no seio de Maria, Virgem, e se fez Homem
(quer dizer que assumiu, no seu Amor, a totalidade da natureza humana,
exceptuando o pecado). As duas naturezas, a divina e a humana subsistem em
Cristo “sem confusão nem separação” (segundo o dogma do 4º Concílio Ecuménico
de Calcedónia, no século V).
Nós cremos na crucifixão, na morte e na ressurreição
de Cristo, acontecimentos anunciados nas Sagradas Escrituras pelos Profetas e
ocorridos “sob Poncio Pilatos”, momento histórico central da nossa salvação.
Nós
cremos na “subida aos Céus” do Senhor, na Sua Humanidade glorificada. Sentado à
direita do Pai, fonte de tudo para todos, Ele virá dos Céus em Glória
(visivelmente, Todo-Poderoso) para “julgar os vivos e os mortos” (no dia final
da História do Mundo).
Nós cremos no “Espírito Santo, Senhor e fonte de
Vida, que procede do Pai e não do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho recebe
a mesma adoração e a mesma glória. Foi Ele que falou pelos profetas” (por
Profetas, a Igreja entende os do Antigo Testamento e igualmente os Padres da
Igreja, os Santos inspirados por Deus, os Santos Concílios Ecuménicos, até aos
nossos dias).
Nós cremos na “Igreja Una, Santa, Católica e
Apostólica”. Desde sempre, desde os Apóstolos até hoje, a IGREJA CATÓLICA E
ORTODOXA viveu sob a forma “colegial”, à imagem e semelhança da Divina
Trindade, donde a existência, em perfeita sintonia de Fé, de Igrejas canônicas
e administrativas independentes, mas ligadas entre si pela mais estrita
observância dogmática, sem nenhum outro Chefe Supremo e Infalível senão o
Senhor Jesus Cristo.
Nós, como Igreja Católica e Ortodoxa, fiel à
Tradição milenar e doutrinal evangélica, não aceitamos uma “Primazia Universal”
seja que Bispo for sobre todos os outros. Só o Senhor é Cabeça da Igreja e o
Único Pastor Universal.
Nós
confessamos um só Baptismo para a remissão dos pecados e esperamos a
ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”.
Destes
fundamentos dogmáticos seguem-se algumas formas essenciais de ensinamento e
piedade Ortodoxa: a Veneração da Virgem Santa Maria, toda Santa e toda Pura,
obra prima da Criação, representante da humanidade transfigurada e Mãe do Filho
de Deus. Para a Igreja Ela está acima dos Querubins e dos Serafins, pois, tendo
nascido com pecado original, por sua vontade livre nunca pecou.
A
Veneração dos Santos, imagens de Deus, chegados pelos seus esforços e pela
graça (vontade livre do homem aderente à vontade de Deus) à semelhança divina.
A Veneração dos Sagrados Ícones, que nos leva, pela
contemplação de uma imagem, ao objecto representado. Não se trata de uma
representação imitativa, mas de uma de uma “significação”. O pintor de Ícones
(imagens) não deve inventar (para respeitar a imagem significante tradicional)
nem decalcar sobre outros já existentes (para respeitar a liberdade da arte e a
sua diversidade).
A veneração dos Ícones está ligada à esperança da
transfiguração da natureza visível. O 2º Concílio de Nicéia (7º e último Santo
Concílio Ecuménico) em 787, aprovou contra os Iconoclastas (destruidores de
imagens) a veneração dos Sagrados Ícones que enraízam a sua existência no mistério
da Encarnação, condenando toda a veneração a estátuas que imitassem a natureza
visível (os rostos dos Santos) como idolatria.
Sucessão Apostólica da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica…
A Igreja Católica Ortodoxa
Hispânica como uma verdadeira “Igreja Apostólica” possui uma autêntica,
válida, legítima e canónica Sucessão Apostólica Episcopal, através da Sagrada
Ordenação Episcopal recebida pelo seu Arcebispo Primaz Katholikos e Presidente,
Sua Eminência Reverendíssima e Beatíssima, Monsenhor
Dom Paulo Jorge de Laureano, em 06 de Agosto de 2006, das mãos de dois
bispos válidos, legítimos e canónicos, Sua Eminência Reverendíssima e
Beatíssima, Monsenhor Dom Delberto Constantino Araújo de Aguiar (Sagrante
Principal), Arcebispo de Lisboa e Vigário-Geral da Igreja Apostólica
Luso-Hispânica (Patriarcado Ortodoxo Russo no Exílio), e de Sua Eminência
Reverendíssima e Beatíssima, Monsenhor Dom Luís Manuel dos Reis Gonçalves,
Arcebispo Titular de Lusitânia e Vigário-Geral em Portugal da Igreja Universal
Ortodoxa Eslava, o que torna os mesmos actos Sacramentais válidos, lícitos e
canónicos.
Desta forma, os Bispos desta
Jurisdição Canónica, como verdadeiros e legítimos Sucessores dos Apóstolos,
possuem as vinte e três linhas de Sucessão Apostólica, que se seguem:
Linha de Sucessão Católica Romana A (Rebiba – Duarte
Costa - Raposo)
Linha de Sucessão Católica Romana B (Rebiba - Duarte
Costa – Busa)
Linha de Sucessão Católica Romana C (Rebiba – Mathew
– Busa)
Linha de Sucessão Católica Romana D (Herford – Vent
- Busa)
Linha de Sucessão Católica Romana E (Padarvé –
Sanchéz – Vent - Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana F (Pedro – Mathew – Carfora - Vent - Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana G (Pedro – Mathew - Willoughby – Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana H (Pedro – Mathew – Berghes – Thiesen - Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana I (Rebiba - Barberini – Gul - Mathew - Willoughby –
Vent - Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana J (Pedro – Peter III – Vilatte – Giroud – Vent -
Busa)
Linha
de Sucessão Católica Romana L (Pedro – Berghes – Browns – Maxey – Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Católica Greco-Melquita (Sawaya – Anned – Vent – Busa)
Linha de Sucessão Anglicana (Pedro – Nicolau I –
Becket – Cranmer – Seabury – Vent - Busa)
Linha de Sucessão Ortodoxa Russa A (Thikon – Sérgio
– Kleefish - Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Ortodoxa Russa B (Thikon – Macarius – Ofiesh – Bishara – Newman – Vent - Busa)
Linha
de Sucessão Ortodoxa Copta (Lee – Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Ortodoxa Sírio de Antioquia (Pedro – Jacob II – Crow – Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Céltica – Hebraica (Simeon – João III de Jerusalém – Cranmer –
Seabury – Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Marivite (Gull – Nicholson – Vent – Busa)
Linha
de Sucessão Ortodoxa Sírio-Malabar-Antioquena-Jacobina (Pedro – Baruhid – Jacob II – Vilatte – Giraud - Vent
– Busa)
Linha
de Sucessão Apostólica da Order of Corporate Reunion (Mossman – Mathew
– Willoughby – Vent – Busa)
Linha de Sucessão Apostólica Católica Arménia
(Pierre VIII – Chorchorunian - Crow – Vent - Busa)
Linha
de Sucessão Ortodoxa Greco-Albanesa (Kissi - Noli – Vent – Busa)
Desta forma a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica vai
beber às Linhas de Sucessão Apostólica existentes nas seguintes Igrejas:
Igreja
Anglicana de Inglaterra
Igreja Apostólica Episcopal
Igreja Apostólica Luso-Hispânica (Patriarcado Ortodoxo Russo no Exílio)
Igreja Bizantina da América (The Bizantine American Church)
Igreja Católica Apostólica Brasileira
Igreja Católica Apostólica Independente
Igreja Católica Apostólica Mexicana
Igreja Católica Apostólica Romana
Igreja Católica Arménia (The Armenian Catholic Church)
Igreja
Católica Galicana (Église Catholique
Gallicane)
Igreja Católica Ortodoxa Americana (The American Orthodox Catholic Church)
Igreja Católica Ortodoxa de França (Antiga)
Igreja Católica Ortodoxa na América
Igreja Céltica do Pais de Gales (The Celtic
Church in Wales)
Igreja Episcopal Protestante da América (The
Protestant Episcopal Church of America)
Igreja
Heleno Ortodoxa Tradicional
Igreja
Mariavita Polaca (Polish Mariavite
Church)
Igreja Ortodoxa Albanesa da América
Igreja Ortodoxa Bielorrussa Eslava
Igreja Ortodoxa Copta
Igreja Ortodoxa de Antioquia (Patriarcado
Ortodoxo de Antioquia)
Igreja Ortodoxa de Constantinopla (Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla)
Igreja Ortodoxa Russa (Patriarcado Ortodoxo de Moscovo) - (The Russian Orthodox Church)
Igreja Ortodoxa Russa no Exílio
Igreja Ortodoxa Siriana de Antioquia
Igreja Síria Ortodoxa Malabar
Igreja Velho Católica Apostólica (Utrecht)
Igreja
Velho Católica Apostólica Inglesa
Igreja Vétero Católica Alemã (Alt Romisch Katholische Kirche).
Patriarcado Ortodoxo de Inglaterra
Não é despiciendo realçar alguns bispos de renome na
História da Igreja Universal, aos quais vamos comungar na sua Sucessão
Apostólica:
- Sua Eminência Reverendíssima Dom
Joaquim de Alcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Cardeal Arcebispo de
São Sebastião do Rio de Janeiro – Brasil – Igreja Católica Apostólica Romana;
- Sua Excelência Reverendíssima Dom
Carlos Duarte Costa, Bispo Titular de Maura – Igreja Católica
Apostólica Romana, e fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira;
- Sua Eminência Reverendíssima Dom
Luiz Fernando Castillo Mendez, Bispo de Brasília e Presidente da Igreja
Católica Apostólica Brasileira, e Patriarca Mundial das Igrejas nacionais
Católicas e Apostólicas;
- Sua Excelência Reverendíssima Dom Salomão
Barbosa Ferraz, Bispo da Igreja Católica Apostólica Brasileira, e mais tarde
Bispo Auxiliar de São Sebastião do Rio de Janeiro – Brasil - Igreja Católica
Apostólica Romana (sem qualquer re-consagração episcopal);
- Sua Eminência Reverendíssima e Beatíssima Dom
Viktor Ivan Busa, Arcebispo de
Byalistock e Patriarca da Igreja Ortodoxa Bielorrussa Eslava;
- Sua Eminência Reverendíssima e Beatíssima Dom Juan
Ignacio Cariaga y Cariaga, Arcebispo Presidente do Santo Sínodo
Heleno Ortodoxo da América e das Espanhas - Igreja Heleno Ortodoxa Tradicional;
- Sua Eminência Reverendíssima e Beatíssima Monsenhor Hugh George De Wilmott-Newman;
- Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Gerard
Gull;
- Sua Eminência Reverendíssima Dom Arnold
Harris Mathew;
- Sua Excelência Reverendíssima Dom Príncipe
De Landas Berghes (Rudolph Edouard De Landes Berghes);
- Sua Excelência Reverendíssima São Thomas
Becket;
- Sua Excelência Reverendíssima Dom Thomas
Cranmer;
- Sua Beatitude São Thikon de Moscovo
(Vasili Ivanovich Bellavin), Arcebispo de Moscovo e Patriarca de Todas as
Rússias;
- Sua Beatitude Sergio Starogrodsky (Ivan Nikolahevich), Arcebispo de Moscovo
e Patriarca de Todas as Rússias;
- Sua Excelência Reverendíssima Monsenhor Odo
Ackenson Barry;
- Sua Beatitude São
Aftimios Ofiesh (Abdullah
Ofiesh), Patriarca da The American Orthodox Catholic Church;
- Sua Excelência Reverendíssima Dom Mar Joseph (Joseph Rene Vilatte).
A Cátedra de São Pedro na Igreja Ortodoxa Oriental e na Igreja
Católica Ortodoxa Hispânica…
A
Igreja Católica Apostólica Romana aponta continuamente a Sagrada Sé de Roma
como sendo a Cátedra de São Pedro
Todo
o Bispo Católico Ortodoxo que partilha correctamente a palavra de Verdade é um Sucessor
de São Pedro e de todos os Santos Apóstolos. Todo o Bispo Católico Ortodoxo
As
Dioceses locais então reúnem-se e formam um Sínodo regional, com o Bispo da
cidade mais importante sendo o Metropolita daquele sínodo local. O Metropolita
também exerce a Cátedra de São Pedro no Sínodo local e é responsável pela
unidade do Sínodo local. Vários Sínodos locais então reúnem-se e formam um
Sínodo regional, no qual o primeiro Hierarca daquele Sínodo regional possui o
título de Arcebispo. Ele também é responsável pela unidade do Sínodo regional e
exerce a Cátedra de São Pedro entre eles. Alguns desses Arcebispos também
possuem o título de Patriarca (na Igreja Católica Ortodoxa Hispânica,
corresponde ao Bispo Presidente, embora este não o use, usando sim o título de
Primaz Katholikos, que lhe é equivalente) de acordo com a história e lugar de
honra pela importância da cidade que ele representa. Esta cidade geralmente é
uma capital nacional, ou uma cidade associada com os Apóstolos. Desse modo,
Suas Beatitudes os Santos Patriarcas de Constantinopla, Antioquia, Alexandria e
Jerusalém também são Sucessor de São Pedro, que foi o primeiro Bispo de
Antioquia, assim como o Patriarca de Roma.
A
sucessão linear e histórica desde São Pedro, dos dois Patriarcados de Antioquia
e de Alexandria está bem documentada. Antioquia directamente através de São
Pedro e Alexandria por intermédio de São Marcos, o discípulo de São Pedro. A hostilidade
inicial das autoridades romanas com respeito aos cânones aprovados pelo
terceiro e quarto Concílios Ecuménicos, que colocaram Constantinopla em segundo
lugar após Roma e em igualdade de honra e privilégios devidos a Roma, foi por
causa do mesmo facto significar um menosprezo pela autoridade Petrina na Igreja
Ortodoxa (não tanto da autoridade romana, mas de Alexandria e Antioquia). Então
entre esses Patriarcas, a Roma Antiga ocupou o primado na Igreja Ortodoxa
(anterior a 1054). Esta primazia foi definida pela Igreja Ortodoxa como sendo
de "primeiro entre iguais", desse modo ratificando a igualdade
carismática de todos os Bispos Católicos Ortodoxos.
Uma
vez que o Bispo de Roma, ocupava o primado na Igreja Ortodoxa, ele era
responsável pela preservação da unidade da Igreja Una, Santa, Católica e
Apostólica. Isto se percebia principalmente no facto de que Roma constituía a
última corte de apelação antes que um assunto pudesse ser julgado por um
Concílio Ecuménico da Igreja Indivisa. O facto de que Roma detinha o primado e
era a última corte de apelação não era nem nunca foi compreendido como
infalibilidade papal, que era desconhecida dos Santos Padres da Igreja. Isto é
claramente observado no facto de que um Papa de Roma (Honório) foi condenado
como herege por um Concílio Ecuménico.
Legitimidade da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica…
Não é difícil de compreender que o Espírito Santo
sopra onde quer, age por sua própria sabedoria infinita, de maneira
independente, soberanamente actuante naqueles que aceitam a vontade do Deus
criador de todas as coisas. Aquele que acreditar que o Espírito Santo terminou
a sua obra entre nós ou que se submeteu às decisões de alguma igreja
institucional, engana-se totalmente, pois novas e muitas outras igrejas e
comunidades de fé ainda surgirão até que o Senhor Omnipotente venha.
A Igreja Católica Ortodoxa
Hispânica, pela sua Fé, pela sua Sucessão Apostólica e pelos seus princípios
fundamentais é uma verdadeira Igreja Católica Ortodoxa legítima e canónica,
pois, embora sejamos um novo ramo, único na sua particularidade, dentro da
Santa Igreja Universal, que respeita e honra todos os Patriarcados da Igreja
Una, Santa, Católica e Apostólica, não se encontra submetida a qualquer
autoridade patriarcal nem necessita de ter uma autorização específica de
qualquer Patriarcado ou Arcebispado das Igrejas Tradicionais.
Não é verdadeiro pensar que
igrejas mais antigas possuem especiais e celestes privilégios que tentam
hipócrita e falsamente negar às suas irmãs mais novas. Talvez grupos eclesiais
mais recentes estejam mais perto de Deus na pureza da sua Fé Genuína
exactamente por serem novos, livres dos erros e crimes do passado que não é
simplesmente histórico e muito menos despiciendo, mas sangrento e vergonhoso.
São igrejas menos comprometidas com o deus criado pelos homens ao longo dos
séculos de domínio bárbaro e ditatorial e mais obedientes ao Deus que criou
todos os homens iguais em fraternidade e amor.
Canonicidade na Igreja Católica Ortodoxa Hispânica…
Muitos fiéis se perguntam
acerca do significado do termo “canónico” e “não-canónico” que é aplicado a uma
determinada Igreja, pois erroneamente o conceito (de certo modo simplista) é
usado para confundir a verdadeira Canonicidade
da Igreja com o reconhecimento oficial da Sé Ortodoxa de Constantinopla.
Para começar devemos afirmar
que a Igreja Católica Ortodoxa Hispânica é uma Igreja Canónica, embora esta
canonicidade possa ser marcada por dois aspectos distintos:
- Canonicidade dogmática, ou
seja, a guarda fiel das Verdades da Fé legadas por Nosso Senhor Jesus Cristo ao
género humano através da sua Igreja, mediante as Sagradas Escrituras, as
resoluções dos Sagrados Concílios Ecuménicos e da Tradição Patrística;
- Canonicidade
administrativa, que está ligada à Tradição Canónica (que no ocidente se entende
como Direito Canónico), cujo livro central é a colecção de Cânones da Pidalión,
a qual rege a ordem dentro da Igreja.
Assim sendo, a Igreja
Católica Ortodoxa Hispânica é uma jurisdição “CANÓNICA” no seu sentido
dogmático, e é uma jurisdição “CANÓNICA” no seu sentido administrativo, pois
tem Código de Direito Canónico próprio, embora não siga na totalidade o Código
seguido pelas Igrejas Ortodoxas Orientais.
Quanto ao facto de não
possuirmos nenhum reconhecimento do Patriarcado Ortodoxo de Constantinopla ou
do Patriarcado Ortodoxo Russo (os únicos que reclamam o direito de reconhecer a
uma Igreja como canónica, embora Constantinopla não reconheça esse direito à
Rússia), não implica que não sejamos uma Igreja Canónica em todo o seu sentido,
o que de facto somos, mesmo sem o reconhecimento oficial de Constantinopla ou
outro Patriarcado histórico.
Filiação da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica…
A Igreja Católica Ortodoxa
Hispânica por documento de Sua Eminência Reverendíssima Dom Luiz Fernando
Castillo Mendez, Bispo de Brasília e Presidente do Colégio Episcopal da Igreja
Católica Apostólica Brasileira e Patriarca, do Patriarcado Mundial das Igrejas
Nacionais Católicas e Apostólicas, datado de 15 de Fevereiro de 2007 foi
oficialmente reconhecida como filiada ao Patriarcado Mundial, passando a ter
assento no Conclave a partir do próximo Concílio Mundial.
Esperamos que esta Nossa
breve Carta Apostólica acerca da Legitimidade, validade e canonicidade da
Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, possa colocar um ponto final em qualquer
dúvida existente acerca de tão importante assunto.
"As portas do inferno não prevalecerão contra
ela”.
A todos os clérigos e fiéis,
concedo a minha Bênção Apostólica, pedindo ao Senhor Jesus que derrame sobre
todos vós as suas graças celestes.
Dado e
passado em Lisboa, aos Vinte e Dois dias do Mês de Fevereiro do Ano da Graça do
Senhor de Dois Mil e Sete, primeiro de Nosso Pontificado.
Mons. Dom ++ Paulo
Jorge de Laureano – Vieira y Saragoça
(Mar Alexander I
da Hispânea)