1 - Não Dramatize o Fato: Seja realista e objetivo. Informe e
converse com o cônjuge;
Não faça escândalo. Nada de
pânico. Não é o fim do mundo, ainda. Mantenha a calma!
Coloque seu cônjuge a par e ambos adotem as mesmas estratégias
desde o primeiro momento.
A unidade do casal neste momento é vital para conseguir acertar
e reverter o quadro.
2 - Comprove: Observe minuciosamente os
comportamentos do familiar e sua turma; Informe-se com outras
pessoas que conhecem a turma e seus comportamentos;
Primeiro procure certificar-se, com
discreção, de que seu familiar está realmente usando drogas.
Monitore seus movimentos, companheiros, ambientes e
comportamentos. Familiares e estranhos às vezes sabem mais sobre
nossos filhos do que nós.
3 - Não Culpe: Nem a si, nem ao cônjuge, nem a
ninguém. Lamúrias, autopiedade, recriminações, agressividade
e violência só pioram o quadro e impedem a ação correta; É
uma doença social e epidêmica. Não existe vacina. Você nunca
ofereceu droga a ele.
Nada de caçar culpados! Nada de
emoção! Usem o máximo da razão. Separe a pessoa que
você ama e quer salvar, da doença que você deve lutar
para eliminar.
4 - Não Estigmatize: Não chame seu familiar de maconheiro, drogado, marginal, delinqüente, ovelha negra, vergonha da família. Isto vai empurrá-lo mais rápido para a drogadicção.
5 - Busque Ajuda Imediata: Procure o apoio de um grupo de
ajuda-mútua para famílias como o AMOR-EXIGENTE ou busque
orientação técnica com psicólogos e psiquiatras que tenham se
especializado em drogadição; Informe-se e aprenda sobre esta
doença; Não prorrogue, pois o problema sempre se agrava;
Busque urgentemente informações
técnicas de fontes confiáveis sobre drogas psicoativas e seus
efeitos, sintomas e comportamentos típicos decorrentes do uso
abusivo e da dependência: COMEN, CONEN, PACTO, médicos,
psicólogos e literatura recomendada.
6 - Converse com ele: Calmo e franco, coloque-o à
vontade para falar a verdade; Depois de varias conversas ele até
poderá lhe confiar quanto e quais drogas usa.
Se comprovado, chamem-no e tenham
uma conversa franca, emocionalmente controlada, colocando tudo
às claras, oferecendo-lhe ajuda para tratar-se e oportunidade
dele ser verdadeiro. Tenha respeito pela "pessoa" do
doente. Mas use toda energia para acabar com a doença. Nada de
palavrões, adjetivos desqualificadores do caráter, rancor nem
agressividade. Mas não se deixe enganar ou ser manipulado pela
habilidade teatral do drogadicto.
7 - Vença seus Preconceitos: Nada de segredo, coloque familiares
e amigos a par do problema. Solicite ajuda de todos na forma de
cooperação e comportamentos adequados. Isto é, não sendo
cúmplices, dificultando a obtenção de drogas e impondo limites
saudáveis.
Vença seus medos, mitos e
preconceitos contra a drogadicção. É apenas uma doença. É
tratável como qualquer outra. A doença nada tem de vergonhoso
ou imoral. Os maus comportamentos dele sim. Você não ofereceu
drogas para seu familiar! Então reuna toda família e coloque
todos a par de suas descobertas. Você vai descobrir muito mais
ainda!
8 - Apoie seu Filho: Tenha humildade, ele não é o
único doente da família. Todos tem que unir-se e participar do
programa terapêutico. Não lhe ofereça só médico e
tratamentos. Mostre que seus maiores amigos sempre estiveram
dentro de casa. Amigos! Não cúmplices.
O casal deve procurar entidade
séria que ofereça tratamento/encaminhamento completo em todas
áreas essenciais: Física (biológica), espiritual, psíquica
(mental) e social (comportamental). Se possível procure um Grupo
de Apoio de Amor-Exigente, é gratuíto e vocês serão apoiados
por pais que já tiveram e resolveram problema semelhante.
O casal deve participar ativamente da recuperação do seu filho
e não apenas comprar-lhe um tratamento. É hora de mostrar-lhe
amor verdadeiro. Sem amor não haverá recuperação.
9 Dê Amor Responsável: Entendimento, atenção, diálogo, compreensão, orientação, disciplina e espiritualidade, dentro dos tradicionais valores de Moralidade e Ética, são as maiores armas para combater a drogadição. Use-as! Seja modelo!
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