Elvis Presley
Elvis e Ginger Alden

Pablo Alu�sio



"Elvis, o que aconteceu?"
Data: janeiro de 1977 / fonte: "When Elvis Dead" / Texto: Lu Gomes / Photo: Carl Krieger / Local: Memphis, Tennessee. Elvis, o que aconteceu? - Quando um rep�rter perguntou a Ginger Alden (foto), a mulher com quem Elvis pretendia se casar pouco antes de morrer, o que ela sentiu ao se encontrar com o grande astro pela primeira vez, ela respondeu: - "Sei l�, a gente espera que as trombetas toquem ou qualquer coisa parecida". E isso era a pura verdade. Apesar de tudo o que aconteceu na vida e na carreira de Elvis, no final de sua vida ocorreu algo que poucos esperavam: ele se tornou mais famoso ainda! Para um jornal local Elvis declarou: - "Pretendo continuar fazendo shows enquanto eu puder e enquanto os f�s me quiserem. Eu realmente adoro cantar para meus f�s. � a minha vida. Quero que eles se divirtam e saiam dizendo "p�xa! uau!". Gosto de pensar que eles se lembram de n�s com prazer e ficam esperando que voltemos. � ir�nico, mas parece que a hist�ria est� se repetindo. Minha carreira voltou a ser t�o agitada como nos anos 50. As pessoas lotam todas as arenas. � apavorante. De algum modo n�o parece normal. Sou grato por sua lealdade, mas � assustador. O que vir� depois?" Elvis estava admirado com Ginger, uma garota de 20 anos nascida e criada em Memphis. Assim que aprendeu a andar, sua m�e a levou at� Graceland, onde ambas ficaram em frente ao port�o musical, esperando Elvis aparecer para assinar aut�grafos. Quando Ginger tinha cinco anos sua m�e a levou at� o parque de divers�es que Elvis havia alugado uma noite. O Rei acariciou a cabe�a de Ginger e a levou para um passeio na montanha russa. A primeira vez que Ginger entrou no pal�cio real, estava acompanhada de uma de suas duas irm�s, sendo que uma delas, Terry, era a nova miss Tennessee e por isso mesmo candidata natural � sucess�o de Linda Thompson como preferida de Elvis. Mas quando o rei exerceu o seu direito de escolha, surpreendeu a todos ao ficar com Ginger, t�o t�mida, pura e inocente. No primeiro encontro, ele a levou at� o aeroporto de Memphis, em seu carro preferido, um Stutz Blackhawk. Ao chegarem, Elvis perguntou-lhe casualmente se ela queria dar uma volta em seu jet star. Ginger disse que sim, e quando entraram no grande avi�o, encontraram-se com a prima favorita de Elvis, Patsy Gambill, filha do tio Vester, e seu marido Gee Gee (ex valete do rei), assim como outros convidados. Quando o avi�o estava levantando v�o, Elvis anunciou que o destino era Las Vegas. Durante a viagem o rei presenteou Ginger com um bracelete de ouro maci�o incrustado com pequenos diamantes que formavam a palavra "Elvis". - "Isso vai mostrar para todo mundo que voc� me pertence" - disse para Ginger. Em Las Vegas, todos foram para o hotel, onde passaram a noite e voltaram a Memphis no dia seguinte. Uma semana depois, Ginger recebeu um telefonema de Elvis. Dessa vez ele estava em San Francisco, morrendo de vontade de v�-la. Ela podia vir assistir o show. Elvis mandaria seu avi�o ir busc�-la. Poucos dias depois, Elvis lhe deu um carro, um Cadillac Seville, seu modelo feminino predileto. O que Ginger dirigia antes? Uma bicicleta de tr�s marchas. Nove semanas depois de conhecer Ginger Alden, Elvis decidiu que queria se casar com ela. Consultando seu livro de numerologia (Cheiro's Book of Numbers) ele descobriu que a data ideal seria 26 de janeiro de 1977. No dia seguinte ele comprou o anel de diamantes, no valor de 70 mil d�lares e pediu Ginger em casamento. Todavia nenhuma data foi marcada para as n�pcias. De sua parte, Ginger sentia-se agradecida de ser a rainha de Elvis. - "Come�o a sentir que talvez tenha sido para isso que eu vim ao mundo. Se eu puder fazer Elvis feliz, terei cumprido meu objetivo. Ele quer um filho. Ele me quer ao seu lado dia e noite". Priscilla Presley, por sua vez, tinha uma outra vis�o do romance: - "A vida pessoal de Elvis n�o ajudava em nada. Ele estava namorando Ginger Alden, que era vinte anos mais mo�a. A diferen�a de idade se tornava um problema cada vez maior. Elvis dizia: - 'Estou cansado de criar crian�as. N�o tenho paci�ncia para passar por tudo outra vez". Em julho de 1977 saiu o livro de West Hebler, "Elvis, What Happened?". Pela primeira vez na sua longa e muito bem guardada carreira, Elvis tinha sua vida particular exposta ao grande p�blico. Foi um per�odo sinistro. Elvis ficou na pior, sem saber o que fazer. Uma noite ele recebeu um telefonema de Frank Sinatra, se oferecendo para usar sua "influ�ncia" para dar um "jeito" no livro. Elvis detestou Sinatra a vida inteira. Mesmo nesse momento de grande necessidade, ele n�o podia aceitar a ajuda do rival e recusou a oferta. Enquanto isso ele leu o livro de cabo a rabo, ficando angustiado com a parte que tratava das drogas. Chegou a perguntar a Rick Stanley: - "O que os f�s ir�o pensar? O que Lisa Marie vai achar de uma coisa dessas?". Na imprensa come�aram a surgir rumores que a pol�cia iria investigar seus m�dicos. Em Denver, por exemplo, alguns oficiais da pol�cia, conhecidos de Elvis, pegaram no seu hotel uma receita de Dilaudid e reconheceram que seu capit�o honor�rio tinha problemas e se ofereceram para intern�-lo em um sanat�rio. Elvis deixou a cidade como um bandido. Agora com toda essa sujeira pintando, como � que ele iria encarar seus f�s e lidar com toda a avalanche de notas negativas por parte da imprensa? Vive drogado? � por isso que est� t�o gordo e ofegante? Super sens�vel em rela��o aos ataques vindos de todas as partes, ele se sentiu encurralado. Elvis s� ficou pensando nisso, at� que achou a resposta para seus problemas: o Casamento. Aqueles caras ficavam falando que ele era um drogado e que dava tiros na TV. Mas iam ver s� quando ele se casasse diante das principais personalidades dos Estados Unidos. Depois disso quem poderia dizer que ele era um Junky? Uau! isso calaria a boca de todo mundo. Elvis n�o passou um quarto de s�culo com o Coronel Parker sem aprender alguma coisa sobre como manipular a opini�o p�blica. Ginger ficou mais emocionada ainda quando Elvis lhe confidenciou radiante: - "Sabe o que meu pai me disse? Ele disse que nunca me viu t�o feliz como homem"

"S� mais uma noite de curti��o"
Data: 16 de agosto de 1977 / fonte: "When Elvis Dead" / Texto: Pablo Alu�sio e Lu Gomes / Photo: Robert Call / Local: Graceland. No dia 15 de agosto de 1977, �s v�speras de uma excurs�o, Elvis acordou por volta das 4 horas da tarde e pediu seu breakfast. Como sempre, seu acordar era um processo dif�cil e vagaroso, uma trabalhosa invers�o de seu estado f�sico e mental virtualmente paralisado por opi�ceos e barbit�ricos. Ao entardecer ele saiu para ver Lisa Marie, nos fundos de Graceland, brincar com um carrinho el�trico especialmente constru�do e que era o brinquedo preferido da menina. Sua m�e Priscilla a tinha mandado passar as f�rias com o pai, para distrair sua aten��o do livro de West-Hebler. Para aquela noite Elvis havia planejado alugar um cinema para assistir alguns filmes, mas essa id�ia teve que ser abandonada, pois o operador n�o poderia trabalhar a noite inteira e n�o tinha ningu�m para substitu�-lo. Assim Elvis decidiu ir ao dentista. Elvis deixou Graceland, na companhia de Ginger, Charlie Hodge e Billy Smith, quando eram 10 horas da noite. Quando Elvis voltou para casa, era quase meia noite e meia. Uma pequena multid�o de f�s concentrava-se diante do port�o musical. Um deles era Robert Call, de Princeton, Indiana, que tinha ido a Memphis com a esposa e a filha de quatro anos s� para tirarem uma foto diante da famosa mans�o, no port�o musical. Assim que o carro de Elvis parou em frente ao port�o, a Sra Call, com a filha no colo, aproximou-se da janela do carro, Elvis institivamente sorriu e abanou a m�o. Nesse instante Robert Call fotografou-o com uma instamatic. Era a �ltima das milh�es de fotografias de Elvis Presley (ao lado). L� pelas duas e meia da madrugada, Elvis chamou Ginger ao seu escrit�rio, onde ficaram construindo castelos no ar. Elvis disse que se casariam numa igreja de forma piramidal. Mas o principal era que Elvis planejava anunciar seu casamento durante o �ltimo show da excurs�o, no dia 27 de agosto, em Memphis. Haveria muitos convidados importantes: prefeitos, governadores, congressistas, ju�zes, altas patentes policiais. Ginger estava sem f�lego. Seria uma resposta ao livro de West-Hebler. Embora fosse 4 horas da manh�, a noite ainda era uma crian�a para Elvis. Depois dessa longa e esfuziante conversa com a amada, ele apanhou o telefone e chamou Billy Smith em sua casa, nos fundos de Graceland, e disse que acordasse sua esposa Jo, e se reunissem na quadra coberta, para um joquinho de raquetebol. Vestidos com abrigos esportivos, Ginger e o rei encontraram-se com Jo e o marido no gin�sio. Elvis estava de muito bom humor e se p�s a jogar com Billy, enquanto as mulheres assistiam. Depois de um certo tempo o jogo foi interrompido. Depois de recuperado, Elvis sentou-se ao piano que havia no pequeno gin�sio de esportes e cantou algumas can��es. Quando os quatro deixaram o local j� eram seis horas e o sol estava nascendo. De volta ao quarto Ginger se enfiou na cama de roupa e tudo, enquanto Elvis foi at� o banheiro vestir um pijama azul. Depois ele ligou a enorme TV aos p�s da cama, apanhou o livro "O Poder de Jesus" e deitou na cama. Mas ele ainda n�o se sentia inclinado a dormir. �s 6:30hs da manh� ele chamou Ricky Stanley e pediu mais rem�dios para dormir. Ricky subiu com um par de comprimidos de Dilaudid. �s oito horas, Ginger ainda estava acordada e ouviu Elvis pedir mais comprimidos para dormir. Ela pensava que ele estava por demais nervoso com a excurs�o, como sempre ficava. Rickey ent�o lhe trouxe a dose padr�o de rem�dios, que inclu�a Quaaludes, Seconal, Tuinal, Amytal, Velium e dois tabletes de Demerol - oito comprimidos no total, uma dose fatal para qualquer ser humano, mas exatamente o que Elvis tomava toda manh� para conseguir dormir. Esta manh�, aparentemente, ele temia n�o conseguir dormir, porque logo que Rick saiu, Elvis telefonou ao Dr Nichopoulos para encomendar outras drogas (Marty Lacker testemunhou que, entre janeiro de 1971 a outubro de 1976, ele recebeu do Dr Nick mais de 6.464 doses de Placidyl, al�m de outras numerosas drogas; esse julgamento custou ao Dr Nick sua licen�a para exercer a medicina, medida que perdura at� os dias de hoje). Grogue e quase dormindo, Ginger Alden, viu Elvis apanhar seu livro e se dirigir ao banheiro. - "Querida, vou ler um pouco", ele explicou. - "Est� bem", ela respondeu, "mas n�o v� dormir". Elvis sorriu e disse: - "N�o dormirei". Seis horas depois, Ginger acordou e, como Elvis n�o estava ao seu lado, ela foi procur�-lo no banheiro. Como ele n�o respondia, ela abriu a porta e o encontrou ca�do no ch�o, em posi��o fetal. Era tarde demais. Tudo foi tentado, mas nada conseguiu reviv�-lo. �s 3 horas da tarde do dia 16 de agosto de 1977, Elvis Presley foi declarado morto. Mas o Rei do Rock viver� eternamente, pois onde quer que ele esteja, saber� que n�s ainda gostamos dele. E muito. Viva Elvis! Single nas Lojas: Way Down (Martine) - Grande sucesso de Elvis que quando foi lan�ado como single em Julho de 1977 chegou ao primeiro lugar nas paradas brit�nicas. Conta com �timo arranjo e maravilhoso acompanhamento do cantor J.D.Summer. Foi gravada no dia 29 de outubro de 1976 em Graceland. Pledging My Love (Robey / Washington) - Can��o do mitol�gico cantor de R&B Johnny Ace que morreu em 1954 v�tima de roleta russa. Ela foi gravada em 29 de Outubro de 1976 em Graceland e lan�ada como lado B do Single de grande sucesso "Way Down".


Fotos do m�s Elvis Presley (Pablo Alu�sio) - contato: [email protected] - Agosto de 2003

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