The Doors
Fotos do mês

Pablo Aluísio



Projeto "Nós ainda somos uma banda"
Data:2003 / fonte: Los Angeles Times / Photo: Malcom Jones / Local: Los Angeles. nota: Vai começar uma batalha nos tribunais americanos pelo uso do nome "The Doors". De um lado os músicos Robbie Krieger (guitarra) e Ray Manzarek (teclados) e do outro o baterista John Densmore que está pleiteando na justiça a incrível soma de U$$ 70 milhões de dólares por quebra de contrato e direito do uso do nome da banda. O Clima começou calmo mas agora a coisa desandou, pois Densmore quer proibir que os demais músicos subam ao palco. Nem que eles usem Doors em qualquer tipo de promoção. Para burlar o processo o grupo está de volta com o nome de "Doors 21st century" mas nem isso acalma o ex baterista. "Não aceito Doors de forma alguma, se eles quiserem devem mudar o nome para qualquer outra coisa", Ray geralmente calmo explodiu: "Não sabia que John era um canalha dessa laia!" e finalizou "Vamos lutar para voltarmos a tocar, isso não vai ficar assim". Em tempo, o "The Doors 21st Century" (ou seja lá qual for o nome da banda agora) voltou aos palcos em vários shows como no House of Blues, no programa "Late Night with Craig Kilborn", no Universal Amphitheatre em Los Angeles, no talk show de Jay Leno e finalmente em Las Vegas no Palms Hotel. Nos tribunais a previsão é que a coisa vá longe pois serão processados também familiares de Jim Morrison e de sua ex namorada Pamela. Vamos esperar e torcer para que o bom senso prevaleça. Os personagens da batalha jurídica pelo uso do nome The Doors estão jogando a história no ventilador da imprensa. O baterista John Densmore abriu recentemente um processo em Los Angeles para impedir que seus ex-parceiros de banda contratem um novo baterista, peguem a estrada e entrem em estúdio para gravar um novo disco com o nome Doors: 21st Century (Doors - Século 21). Ray Manzarek e Robby Krieger, pouco depois do bem-sucedido show da semana passada no Anfiteatro Universal, não estão esperando pela audiência no tribunal para contra-atacar. "John está com o convite aberto", disse o tecladista Manzarek. "Todo mundo o chamou e ele disse: 'não, meus ouvidos estão em péssimas condições'. Então eu disse: 'Por que você não toca percussão?', e o John respondeu: 'De jeito nenhum, não vou ficar de lado'. Daí ele resolveu nos processar. Ele deu sua benção a Robby [para usar o nome]." O concerto de sexta-feira teve a presença de promotores e empresários de música de todo o país. Stewart Copeland, do Police, que vem ensaiando com Manzarek, Krieger e com o vocalista Ian Astbury, saiu do time na sexta-feira devido a uma contusão no cotovelo e sua participação nos futuros shows da banda ainda é uma dúvida.

The Doors, a volta
Data: 2003 / fonte: Los Angeles Times / Photo: Stewart Sonsy / Local: Los Angeles / nota:Remanescentes da banda anunciaram seu retorno de forma definitiva, com Ian Astbury no lugar de Jim Morrison e Stewart Copeland, ex-Police, no lugar de John Densmore. Resta saber se a volta vai empolgar ou enfurecer os fãs da banda. Em uma das misturas mais improváveis da história do rock, os membros remanescentes do The Doors confirmam que a banda vai voltar à ativa trazendo o ex-vocalista do The Cult, Ian Astbury, no lugar de Jim Morrison. Completando a formação vai estar o ex-baterista do Police, Stewart Copeland. Eles planejam fazer shows em pequenos clubes dos Estados Unidos em 2003 e voltar ao estúdio para gravar o primeiro álbum da banda em 25 anos. Resta saber se a notícia vai deixar os fãs felizes ou enfurecidos. Formado originalmente em 1965 em Los Angeles por Morrison, Ray Manzareck, Robby Krieger e John Densmore, o The Doors é a mais influente banda americana do fim dos anos 60. A mistura de letras poéticas, teclados psicodélicos e guitarras influenciadas pelo blues se destacou do resto da sonoridade produzida na Califórnia na época, transformando músicas como Light My Fire e L.A. Woman em clássicos instantâneos. Além da importância da sonoridade do grupo, Morrison também conseguiu rapidamente se transformar em um misterioso ídolo capaz de despertar a sexualidade de garotas de todas as idades e criar uma empatia quase religiosa com os homens. Com o sucesso de discos como Waiting For the Sun, de 1968, e Soft Parade, de 1969, ele passou também a explorar outras áreas, como a direção de filmes. Com a morte de Morrison (de parada cardíaca causada por uma overdose de heroína) em 1971, a banda perdeu o rumo. Depois de cogitar a substituição do cantor por nomes como Iggy Pop, eles lançaram L.A. Woman e Weird Scenes Inside the Gold Mine e, em 1973, seguiram caminhos separados - sem nunca atingir o sucesso do The Doors. Em 1978, o disco An American Prayer - Jim Morrison, em que o cantor recitava poesias, ajudou a reacender a chama. A maior ironia é que a melhor fase da banda começou nos anos 80 e durou até a metade dos 90. Impulsionado pelo lançamento da biografia Alive She Cried, em 1983, e pelo advento da MTV, vários discos do The Doors foram relançados e a banda foi descoberta por uma nova geração. Em 1991, o filme The Doors, de Oliver Stone, ajudou a impulsionar ainda mais a venda de discos. Manzarek, que está com 66 anos, e Robby Krieger, de 57, haviam se apresentado ao lado de Ian Astbury e Steward Copeland em uma convenção de motocicletas em Los Angeles, em setembro. "Há 30 anos fizemos nossa última apresentação, acho que é tempo suficiente de espera", disse Krieger em uma entrevista coletiva realizada ontem. De acordo com Manzarek, ainda não há material novo gravado, nem gravadora interessada. A sonoridade é ligeiramente diferente da original, mas "tem muito do The Doors". A escolha de Astbury para os vocais deve fazer sentido para a maioria dos fãs. O cantor formou o The Cult em Londres, em 1983, para acolher tanto o público de bandas "místicas" como Led Zeppelin e The Doors quanto os fãs do rock pesado do AC/DC - e ainda os góticos. Embora o grupo tenha tido fases alternadas de sucesso e esquecimento, nunca chegou a perder a credibilidade, o que pode ajudar na tentativa de volta do The Doors. Copeland mudou-se para Londres em 1975 e formou o grupo de rock progressivo Curved Air - até que conheceu Sting e formou o Police um ano depois. A banda apresentou-se pela primeira vez em duas décadas na cerimônia de inclusão no Rock and Roll Hall of Fame. Depois do Police, ele se dedicou a produzir e compor trilhas sonoras de filmes e óperas. Ele entra no lugar do baterista John Densmore, de 58 anos, que não pode mais tocar bateria por conta de problemas de saúde. Apesar do pedigree dos novos integrantes, tentar ressuscitar uma banda tão cultuada quanto o The Doors pode acabar tirando o brilho do legado de Jim Morrison. No melhor estilo Elvis Presley, até hoje há uma corrente de fãs que acredita que ele não morreu, enquanto milhares visitam o túmulo dele em Paris todos os anos. Se o The Doors não conseguiu manter a química logo depois da morte do cantor, dificilmente deve recuperá-la tanto tempo depois. Por outro lado, os músicos mantiveram uma boa integridade ao longo dos anos e não canibalizaram a obra da banda em projetos excessivamente comerciais. De qualquer maneira, a indústria deve ficar atenta para analisar se a performance da banda vai ficar mais para o saudosismo tipo atração de Las Vegas ou se vai representar uma das maiores surpresas da história do rock. (Guto Barra)




Fotos do mês The doors (Pablo Aluísio) - contato: [email protected] - Março 2003

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