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Dia das mães, 2007
Maio, 2007


NOS BRAÇOS DO BIG-BANG
Por Leo Almeida


Tão imaterial quanto os átomos é a consciência. Estar ciente é comungar com o cosmos. A ligação entre nossos atos e nossos átomos se dá justamente no ponto em que nossa percepção de mundo muda. Diante do casamento da escolha com a crença, o universo inteiro se dá por vencido e nos entrega de bandeja tudo aquilo que desejamos. Uns pensam pequeno, pedem pouco. Outros pensam grande, pedem muito. Há ainda os satisfeitos, ajoelham-se e agradecem. E os revoltados são aqueles, justamente, que igualam o peso na balança. Me considero um pouco de cada coisa e mesmo assim, sou tendencioso em quase todo o momento que preciso tomar uma decisão. Talvez o momento seja minha bússola, mas quase sempre teimo em pragmatizar aquilo que considero natural. A metodicidade com que me envolvo chega a ser irritante e tenho de pensar sempre numa nova maneira de reciclar aquilo tudo que já sei. Ou melhor, aquele pouco. Diante do que não conhecerei jaz uma vida inteira. São os anos que passam, as horas que me consomem e não me deixam dormir em paz. O travesseiro sempre me expulsa e já começo a ter problemas com a companheira ao lado que dorme tranquila, ninando a única riqueza que tenho no mundo material. E tal riqueza é tão ou mais perecível do que eu. Foi também de um casamento entre consciência e átomos, pura química, que minha criança nasceu, e a cada dia que passa vejo o reflexo do meu pedaço crescer. Que já não é meu, é do mundo e ele também comunga do jeito que quer com quem bem entender, seja uma força, uma esposa, uma namorada. E ao vê-lo rir, me lembro do quão poderoso o ser humano é, pois se contradiz a todo tempo e tem a liberdade de mudar, esteja certo ou errado. Nossos julgamentos atrapalham até mesmo a continuidade da espécie, quando enviamos inocentes para cadeira elétrica todos os dias. Ao invés de deixarmos com que cada ser humano em sua diversa e única, melhor dizendo ambígua personalidade desenvolva seu comportamento, acabamos por criar regras morais e de conduta. Mesmo essas, nos esquecemos, mudam conforme os tempos. A vida, um constante deja-vu num purgatório paradisíaco e infernal que é a Terra, já se comporta diferente. Nos noticiários vejo cataclismas naturais, tempestades e furacões, o clima varrendo o planeta enquanto as indústrias vendem pílulas para gripe e enchem os cofres dos bancos. Só pesos mesmo achar que o inferno já chegou e só falamos do novo Papa, com todo santo respeito. Até agora não entendemos todos de uma vez que verdade alguma for a contada, e que nos enganamos a todos todo momento. Salvam-se os mais amenos de vida fácil e os pobres, que nada têm a perder. Assim sigo crente de que as fagulhas de memória para todos aquiles que tive oportundiade de conhecer nesta pele, fez alguma diferença. E que em minhas simples decisões e nas mais difíceis, tentei sempre ouvir a voz que me levará novamente aos braços do “Big-bang“.
2007-05-14 07:23:44 GMT
Comments (1 total)
Author:Anonymous
nossa o progama na rua eh a unica coisa da televisao brasileira q se eh aproveitavel...
amo esse progama bjos..... vc s sao 1000000000.
--juliane
2007-06-02 17:28:10 GMT
 
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